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O herói que precisamos


Até os super-heróis envelhecem. E na série Raio Negro, vemos o próprio protagonista dizer que está ficando velho demais para isso, após uma intensa batalha. Para muitas histórias em quadrinhos, o envelhecimento de seus personagens seria vista como um problema, um obstáculo ao desenvolvimento da narrativa, mas nesta nova série da CW, o passar dos anos presenteia o público com uma atuação refrescante do lutador do crime afro-americano conhecido como Raio Negro, criado pela primeira vez em 1977.

Sua versão televisiva sob o comando de Greg Berlanti – que supervisiona o universo heróico do canal que conta com Arrow, The Flash e Supergirl em sua programação – é uma história mais densa, cujo foco não está no humor ou no fantástico. Cress Williams dá vida ao personagem principal cujos poderes se conectam com a eletricidade. Todavia, no primeiro episódio da série, sabe-se que o herói Raio Negro desapareceu e muitos acreditam até que ele está morto. Isso nos leva à pergunta: se o combatente do crime se foi, onde seu alter ego poderia estar? Vivendo como diretor de uma escola de ensino médio, Jefferson Pierce acredita que está salvando mais vidas como educador do que jamais salvou em seus dias de vigilante.

Pierce está interessado em salvar sua comunidade, mas a dura realidade começou a invadir o espaço seguro que ele criou em sua escola. Quando suas filhas adolescentes, Jennifer (China Anne McClain) e Anissa (Nafeesa Williams), têm um encontro bastante desagradável com os mafiosos locais – a Gangue dos 100 – Jefferson encontra-se incapaz de resolver a disputa com apenas sua inteligência.



Em primeiro lugar, ele tenta usar seus poderes somente por necessidade. Ele é, afinal, um homem de meia-idade. Jefferson também está tentando se reconectar com sua ex-esposa Lynn (Christine Adams) e anseia por uma vida familiar normal. Os dois se separaram quando Lynn passou a acreditar que ele usava seus poderes mais pela vingança do que para ajudar as pessoas. E para completar, Jefferson também está vendo seus esforços educacionais não darem o resultado que ele esperava. Um ex-aluno se tornou um perigoso líder de gangue e outro perdeu a filha para o submundo do crime.

No fim das contas, sabemos que o Raio Negro voltará à ativa, mas nada é assim tão simples. Quando ele reaparece, traz consigo um debate sobre se a comunidade realmente precisa da proteção de vigilante. Isso é algo que a série tem em comum com a também série de heróis Luke Cage, da Netflix.

O grande antagonista da série é Tobias Whale, que lidera a Gangue dos 100. Whale, que matou o pai de Jefferson, é interpretado pelo rapper de Los Angeles Marvin "Krondon" Jones III.

Criado por Salim e Mara Brock Akil, Raio Negro tem seu próprio estilo e segue um caminho diferente de Luke Cage. Em Raio Negro, os traços mais comuns numa série de super-heróis não são o foco da narrativa. Sua trama gira em torno da negociação entre a vida que você aspira ter um dia e os perigos do mundo. 



No papel do protagonista, Cress Williams entrega uma performance ao mesmo tempo sólida e vulnerável de Jefferson Pierce, que não passa de um cara que esteve atrás de uma mesa por nove anos - e isso surtiu efeito em sua vida: depois de atacar o edifício de um bandido, o ascensorista do  lugar oferece a Raio Negro um passeio até o topo. Eu vou de escada, ele responde. "Estou voltando aos poucos a isso, e um irmão precisa de todo o exercício que puder obter.

Ao que tudo indica, o Raio Negro está apenas atingindo seu auge.

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