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Dias Sombrios: A Moldagem #1 e Noites Sombrias: O Metal #1 | Análise


É impossível fazer uma resenha da Moldagem sem vir junto com o Metal. Os Dias Sombrios terminam dando início às Noites Sombrias em um evento de proporções inimagináveis, que faz tudo anteriormente parecer menor e menos expressivo - incluindo Ponto de Ignição e Convergência. Aqui, no Crise, analisaremos aquilo que deve estar junto por natureza. A Moldagem e o Metal!
>> Confira nossa análise dos DIAS SOMBRIOS: A FORJA #1

DIAS SOMBRIOS: A MOLDAGEM #1
Roteiro por: Scott Snyder e James Tynion IV
Arte por: Jim Lee, Andy Kubert e John Romita Jr.
Cores por: Scott Williams, Klaus Janson e Danny Miki
Nota: 8.5

A Moldagem é o fim do prelúdio para o Metal, mas é importante notar que aqui, diferente da Forja, a edição anterior, muitos detalhes expostos serão emprestados para a primeira edição do maior evento da DC do século 21.

A Moldagem é infeliz e feliz ao mesmo tempo. Infeliz porque parece que tudo de ruim está vindo. Snyder consegue, de maneira impressionante, integrar o Metal em quase todos os heróis da DC, e isso que torna a revista tão bem pensada. É um esforço desde os Novos 52 - mas pensado para funcionar antes também. Feliz por conseguir acertar em deixar o leitor ansioso para tudo o que está por vir.

Com um ou outro Deus Ex Machina que acaba estragando o mistério e uma arte terrível do Romita Jr. (que, na Forja, tinha até que acertado), A Moldagem é uma continuação natural daquilo exposto pela Forja, mas, infelizmente, não é integralmente tão bem organizado quanto aquilo anteriormente exposto, mas nada que estrague a experiência que se está sendo construida.

A revista finaliza alguns pontos anteriores de Batman que há muito não haviam sido respondidos. A verdade sobre Duke, a definição de quem são os Cavaleiros da Sombra e por aí vai. Claro, não responde tudo aquilo que ficou aberto, afinal, a série está começando agora,

A análise d'A Moldagem faz a mesma coisa que a revista: introduz pro Metal. Então vamos lá, né, que aqui tem texto:

NOITES SOMBRIAS: METAL
Roteiro: Scott Snyder
Arte: Greg Capullo
Cores: FCO Plascencia
Nota: 10

O Metal é impressionante. Quando se anunciam uma mega saga, não se espera que seja feita em tamanha competência e exatidão quanto o Metal. O retorno da dupla dinâmica Snyder e Capullo marca um novo passo para os eventos nos quadrinhos.

Não entenda mal: NOITES SOMBRIAS: METAL não é uma revista do Batman. É um evento da DC Comics. Algo que costura coisas inimagináveis dentro do universo e faz fazer sentido. De maneira impressionante, o capítulo mostra que mesmo quando a DC estava em uma situação pior da de hoje em dia, eles tinham um plano e um projeto.

E, nossa, obrigado por terem escolhido o Scott Snyder para realizar o trabalho. Com uma narrativa instigante e pontual, o roteiro se desenrola de uma maneira que dá vontade de ler de novo após terminar. A arte acompanha com igual maestria: Capullo, nesses meses fora da DC, mostrou que aprendeu muito: os personagens são diferentes uns dos outros e muito bem delineados. É dificílimo ficar de fora ou perdido durante a leitura.

Mas o foco aqui é como essa união de arte e roteiro consegue tecer uma história nova usando elementos tão antigos. Metal Enésimo, Falcão Negro, Tornado Vermelho e por aí vai: o estudo do multiverso foi feito. Não é só uma desculpa para uma nova terra, para uma nova ideia; é algo construído. Saído diretamente das dúvidas de "Multiversity" do Grant Morisson.

O Multiverso Sombrio é solidificado de maneira excepcionalmente satisfatória. Não parece forçado, não parece corrido. Até porque é algo que sempre esteve entre nós. Um sonho e um pesadelo que nunca foi escondido dos nossos olhos, só teve outro nome.

Com um final chocante e inesperado, as dúvidas foram quase todas sanadas, criando espaço para a história que está por vir. E é com a curiosidade e ideias novas que se faz algo interessante. O maior evento da DC Comics começou, e ele promete mudar o que pensamos de evento ou até mesmo de dimensões. Um thriller repleto de mistérios ao som do mais pesado metal - não é só a ideia da saga, do roteirista e do artista, mas de todo o futuro da DC Comics.


Resenhas feitas por Alex Jacket, autor da coluna O Limite.

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