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Dias Sombrios: A Forja #1 - Análise



Dias Sombrios: A Forja #1 é um dos quadrinhos que preparam um grande evento da DC Comics em 2017. Sem dúvida estamos em um ano diferente para a DC, com uma trama editorial que ruma boa parte de suas revistas, a história do Renascimento, que recentemente fez sucesso com as edições do mini arco O Botão, protagonizada pelo Flash e Batman que, inclusive, foram os quadrinhos mais vendidos do primeiro semestre (passando mega sagas e #1 de outras editoras) que ruma para sua conclusão que pode - ou não - acontecer este ano em Relógio para o Apocalipse com o Superman em Novembro.

Na contramão destes eventos editoriais pelo qual a DC está guiando seu universo, temos um projeto que mistura ideias originais e planos próprios dos autores para com os personagens da casa. Projeto paralelo ao Renascimento. Fomos, sim, avisados que a Forja viria. É uma ideia que, por mais que não esteja diretamente relacionado com a DC de hoje em dia, está, de certa forma, ligado com aquilo que acontecia antes, na iniciativa DC You. Continuando alguns mistérios que vieram tanto na Guerra Darkseid quanto nos 7 anos que o Scott Snyder comandou a revista do homem morcego; A Forja marca o início de um grande evento que promete responder muitas dúvidas e apresentar muitas novidades.

O que é o Multiverso Sombrio?
A missão d'A Forja #1 não é só ser um oneshot que consiga introduzir ideias novas e projetos novos, mas como também preparar um grande evento, coexistir com outros importantes acontecimentos da editora e, mesmo assim, ser relevante e empolgar leitores já saturados com grandes eventos. A missão não é fácil. 

Junto da primeira página, que nos questiona o que está por vir com as garrafais "O QUE É O MULTIVERSO SOMBRIO?" vemos uma quantidade impressionante de grandes nomes por trás deste projeto. Scott Snyder, Greg Capullo, James Tynion IV, Andy Kubert, Jim Lee, John Romita Jr. e Geoff Johns. Com tanto mistério e tanta gente boa envolvida, fica impossível não ter uma expectativa alta para a revista.

Com um início semelhante às grandes Crises do passado, em uma narrativa próxima daquela perfeição que Marv Wolfman fez com a Crise nas Infinitas Terras, A Forja #1 começa com grandes passos em relação aos personagens e as relações que um tem com o outro, em conversas marcantes entre um Aquaman desconfiado e um Batman que está escondendo algo. O maior mistério da humanidade está escrito em metal, e, até agora, só o Cavaleiro das Trevas sabe de algo. Porque não está falando para os outros?

A Forja, o Elenco e o Metal.
Os dias sombrios começam com uma discussão no hoje em dia, flashbacks do passado e visões do futuro. Normalmente, roteiros deste formato são difíceis de se acompanhar e entender, e poucos são os roteiristas que conseguem entregar um trabalho neste formato que consiga agradar. Snyder, aqui, acerta em cheio: sua habilidade de contar uma história impressiona tanto quem já lê quadrinhos há anos quanto quem está começando agora.

Ao que tudo indica, o metal que estamos falando, aqui, é do Metal Enésimo. Elemento relativamente desconhecido pelo público geral, mas famoso dentro do universo da DC por ser aquele que garante não só super poderes mas como também imortalidade e perenidade para o Gavião Negro - e faz tudo isso só sendo um cinturão. Nas visões do futuro, os sonhos apocalípticos que de vez em quando são apresentados para o leitor, o Metal parece ser algo mais amplamente utilizado do que apenas em um cinturão. Será que é uma história sobre a loucura pelo poder?

>>Confira nossa análise de Batman: Endgame (vol. 2, #35 ao #40) 
>>Confira nossa análise de Batman: Superheavy (vol. 2, #41 ao #50) 

As revelações, aqui, na Forja #1, é sobre como este metal não é somente aquele do Gavião Arqueiro, como se esta fosse uma revista de nicho ou algo assim. É mais de como o elemento em especial compartilha de todos os personagens da DC. Mesmo sem ninguém saber, mesmo sem desconfiarem: o Metal Enésimo está presente tanto na máscara do Senhor Destino quanto nos braceletes da Mulher Maravilha ou no tridente do Aquaman. Está em todo lugar.

Esta sacada foi, em especial, fantástica. Colocar o mistério não só como um elemento de legado da editora mas como também algo que todos os heróis compartilham. É uma ideia que comprova o fato de que Snyder e cia não estão aqui para brincar. Estão construindo algo grande, que vai mudar o universo da DC como conhecemos. Ainda no papo do Metal, e fazendo referências a melhor história de Batman dos últimos 15 anos, Endgame, o Metal é mais do que só um legado da DC, mas também algo novo.

A continuação de um trabalho de mestre
Scott Snyder foi polêmico. Sua revista nos Novos 52 e DC You foi uma das revistas mais bem aclamadas pela crítica e que mais venderam bem na história dos quadrinhos mas, mesmo assim, muitos fãs desgostaram do trabalho dele. Talvez por ser muito diferente, distante daquele mais do mesmo de sempre.

A Forja prepara para a conclusão daquilo que se iniciou em 2011. As respostas que teremos aqui falam sobre a longevidade da Corte das Corujas, a imortalidade do Coringa, os poderes do Mr. Bloom e a existência de três Coringas. É um projeto fantástico e inacreditavelmente bem construído ao longo dos últimos sete anos. A Forja #1 termina nos animando para o que provavelmente será a revista mais memorável das próximas décadas, que não só marca o retorno da dupla Scott Snyder e Greg Capullo, mas como também a volta da DC no centro das atenções - e a prova de quadrinhos podem, sim, ser relevantes.


Nota 10
Roteiro por: Scott Snyder e James Tynion IV
Arte por: Jim Lee, Andy Kubert e John Romita Jr.
Cores por: Scott Williams, Klaus Janson e Danny Miki
Resenha feita por Alex Jacket, autor da coluna O Limite.
A história continua em julho com Dias Sombrios: O Elenco #1 para, em agosto, chegar em seu clímax em Noites Sombrias: O Metal #1. Fique de olho no Crise para acompanhar as novidades sobre a série, o Universo Sombrio da DC e muito mais!

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