terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Precisamos falar sobre A-Force

Nos quadrinhos da Marvel nós já vimos inúmeras formações de heróis: X-Men, Vingadores, Defensores, Inumanos... Suas histórias receberam críticas positivas e são queridas pelos fãs. Porém, recentemente, uma nova formação, completamente diferente das anteriores chegou ao universo Marvel e mal se lê ou se ouve falar dela. Trata-se da A-Force, uma nova versão dos Vingadores, composta somente por mulheres.



Roteirizada pelas escritoras G. Willow Wilson e Marguerite Bennett e desenhada pelo artista Jorge Molina, a equipe apareceu pela primeira vez como parte de um universo alternativo durante o arco "Secret Wars", mas depois ressurgiu na continuidade primária da Marvel. Liderada por She-Hulk,  a A-Force inicialmente é composta por Dazzler, Medusa, Nico Minoru e Singularity, uma nova heróina cósmica, mas com muito mais personagens.



É justamente essa união de heróinas que faz A-Force tão digna de menção e reconhecimento. Não se trata de uma história em que as mulheres estão apenas preenchendo algumas lacunas até os Vingadores normais retornarem! Assim como Thor é uma mulher e o Capitão América é negro, A-Force é oficialmente uma das novas formações de Vingadores, sendo talvez a mais diversa!

G. Willow Wilson explica que A-Force é uma oportunidade para unir pessoas que normalmente não teriam razão para interagir umas com as outras em uma equipe, e que na história, ninguém é tão subjugada que fica chata e ninguém é tão fraca que precisa ser salva o tempo todo. Todavia, o maior diferencial da história, o que a faz importantíssima na discussão sobre diversidade nos quadrinhos, é a presença da personagem Singularity.

Singularity não é humana, ela é um universo próprio que adquiriu consciência e possui gênero fluido, optando se mostrar mulher durante o desenrolar de A-Force. Sua existência é tão diferente da nossa que ela realmente tem que aprender sobre o nosso conceito de indivíduo e sobre como ter uma identidade independente. Wilson também afirmou que Singularity pode agir como um mundo inteiro dentro de si mesma e também pode se mover entre diferentes mundos e dimensões, como dar um passeio, então ela tem acesso a todos os cantos do universo Marvel de uma forma que outros personagens não.

Além de dar destaque à personagens femininas da Marvel que normalmente são relegadas à função de secundárias/alívio cômico em outras histórias, A-Force trata das relações entre heróinas e trabalha a estrutura de poder na equipe como nenhuma outra HQ de equipes faz. Essa é sua força! Num mar de histórias dominadas por personagens masculinos, A-Force rompe o paradigma e desconstrói estereótipos não só com relação às integrantes do time mas também no que diz respeito a gênero e identidade.

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