Avançar para o conteúdo principal

Precisamos falar sobre A-Force

Nos quadrinhos da Marvel nós já vimos inúmeras formações de heróis: X-Men, Vingadores, Defensores, Inumanos... Suas histórias receberam críticas positivas e são queridas pelos fãs. Porém, recentemente, uma nova formação, completamente diferente das anteriores chegou ao universo Marvel e mal se lê ou se ouve falar dela. Trata-se da A-Force, uma nova versão dos Vingadores, composta somente por mulheres.



Roteirizada pelas escritoras G. Willow Wilson e Marguerite Bennett e desenhada pelo artista Jorge Molina, a equipe apareceu pela primeira vez como parte de um universo alternativo durante o arco "Secret Wars", mas depois ressurgiu na continuidade primária da Marvel. Liderada por She-Hulk,  a A-Force inicialmente é composta por Dazzler, Medusa, Nico Minoru e Singularity, uma nova heróina cósmica, mas com muito mais personagens.



É justamente essa união de heróinas que faz A-Force tão digna de menção e reconhecimento. Não se trata de uma história em que as mulheres estão apenas preenchendo algumas lacunas até os Vingadores normais retornarem! Assim como Thor é uma mulher e o Capitão América é negro, A-Force é oficialmente uma das novas formações de Vingadores, sendo talvez a mais diversa!

G. Willow Wilson explica que A-Force é uma oportunidade para unir pessoas que normalmente não teriam razão para interagir umas com as outras em uma equipe, e que na história, ninguém é tão subjugada que fica chata e ninguém é tão fraca que precisa ser salva o tempo todo. Todavia, o maior diferencial da história, o que a faz importantíssima na discussão sobre diversidade nos quadrinhos, é a presença da personagem Singularity.

Singularity não é humana, ela é um universo próprio que adquiriu consciência e possui gênero fluido, optando se mostrar mulher durante o desenrolar de A-Force. Sua existência é tão diferente da nossa que ela realmente tem que aprender sobre o nosso conceito de indivíduo e sobre como ter uma identidade independente. Wilson também afirmou que Singularity pode agir como um mundo inteiro dentro de si mesma e também pode se mover entre diferentes mundos e dimensões, como dar um passeio, então ela tem acesso a todos os cantos do universo Marvel de uma forma que outros personagens não.

Além de dar destaque à personagens femininas da Marvel que normalmente são relegadas à função de secundárias/alívio cômico em outras histórias, A-Force trata das relações entre heróinas e trabalha a estrutura de poder na equipe como nenhuma outra HQ de equipes faz. Essa é sua força! Num mar de histórias dominadas por personagens masculinos, A-Force rompe o paradigma e desconstrói estereótipos não só com relação às integrantes do time mas também no que diz respeito a gênero e identidade.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Invasão - Por onde começar a ler X-Men

O grupo mutante X-Men é um dos maiores títulos da Marvel e sempre compete pela liderança de maior número de edições vendidas da editora e isso é um reflexo da qualidade de seus personagens e histórias.

ESPECIAL: Constantine - Ordem de leitura!

Com tanta série vindo por aí, querer conhecer um pouco mais do que está chegando pode parecer uma boa ideia. Saiba o que ler para ter um conhecimento sobre o  mago inglês mais famoso da DC Comics e estar preparado para o que pode vir a ter na série.

Supergirl, Lanterna Vermelha

Não é de hoje que a Supergirl tem alguns problemas em controlar sua raiva e alguns sentimentos mais fortes e, de acordo com o novo escritor de Supergirl, Tony Bedard diz que Kara vai evoluir de uma adolescente cheia de raiva para uma adulta, defensora da Terra. Mas primeiro, ela tem que se livrar dessa fúria da juventude! Cuidado com os spoilers: