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DC Rebirth Agosto - Segunda Semana - Análises

Estreias sensacionais nessa segunda semana de agosto: a volta de John Romita Jr com All Star Batman; assassinatos e muitos tiros em Exterminador; e o retorno de uma revista da Superwoman na DC Comics. Além de Action e Detective Comics, Mulher Maravilha, Flash e muito mais, veja o que achamos das publicações do Rebirth:


Action Comics #961 por Dan Jurgens, Stephen Segovia, Art Thibert e Arif Prianto.
Cuba: Ainda que aos poucos, a trama vai revelando quem está por trás dessa nova aparição de Doomsday e, sua luta com Superman e Mulher Maravilha, fica ainda mais violenta, enquanto Lois e Jon precisam se distanciar. A construção de roteiro de Jurgens faz bom uso desse novo modo de publicação – a cada duas semanas -, podendo explorar mais a história e que, também, faz o leitor ter um pouco mais de lembranças quando vai ler a próxima edição. A equipe criativa pra essa edição muda um pouco e a arte de Segovia se destaca bastante, ainda mais no jeito que passa a movimentação na luta.

All-Star Batman #1 por Scott Snyder, John Romita Jr., Danny Miki e Dean White.
Cuba: O Duas-Caras voltou e, dessa vez, mais perverso do que nunca. A parte desfigurada de Harvey Dent é o vilão principal de All-Star Batman. Batman finalmente o captura, mas Dent oferece uma recompensa gigantesca para quem impedir o cruzado encapuzado de chegar ao seu destino e a cidade inteira se vira contra ele. Desenhada por Romita Jr., alguns já estão acostumados com seu estilo, que desagrada a muitos, mas dessa vez, algo mudou, seja ajuda da arte final de Miki ou das cores de White – que complementam muito o traço original -, mas dessa vez, o traço parado, estático, de Romita, se transformou bastante.
A segunda parte da revista possui uma mini história, desenhada por Declan Shalvey e colorida por Jordie Bellaire, são algumas páginas que darão o background para o treinamento de Duke, como o novo parceiro do Batman.

Exterminador: Rebirth #1 por Priest, Carlo Pagulayan, Jason Paz e Jeromy Cox.
Cuba: Slade terminando um contrato e já começando outro, mas atrás de respostas sobre sua família? Sim, mesmo no Rebirth, Slade Wilson continua o mesmo. Com roteiro de Priest, essa edição de prólogo já apresenta mais do passado do Exterminador e alguns pontos bem polêmicos em suas primeiras páginas. A leitura já vale por isso, no entanto, os desenhos de Pagulayan trazem um realismo maior e casam muito bem com a revista.

Detective Comics #938 por James Tynion IV, Alvaro Martinez & Al Barrionuevo, Raul Fernandez, Brad Anderson & Adriano Lucas.
Cuba: A trama de Tynin é tão boa que você se perde lendo, não vê a revista acabando e, quando chega a última página, já quer mais. Com o Batman de volta as ruas e toda a equipe liderada pela Batwoman, o esquema da Colônia está perto de ser desmontado, mas é nessas horas que os vilões aparecem e, então, veremos o desenrolar final desse arco logo nas próximas edições. Convidados para desenhar o flashback da edição, Barrionuevo e Fernandez se mostraram geniais, remetendo as edições pré-Novos 52 da morcega mascarada, com um traço de cair o queixo.

Hal Jordan e a Tropa dos Lanternas Verdes #2 por Robert Venditti, Rafa Sandoval, Jordi Tarragona e Tomeu Morey.
Cuba: Agora o nome começa a fazer sentido, a Tropa está de volta, procurando por respostas no universo correto e, enquanto isso, Jordan também está atrás de seus conhecidos. Com Sinestro rejuvenescido e Soranik sorrindo, uma grande batalha está por vir e uma Tropa vai cair. As cores de Morey deixam cada edição ainda mais espetacular e espera-se que mais cores entrem na história!

New Super-Man #2 por Gene Luen Yang, Viktor Bogdanovic, Richard Friend e Hi-fi.
Cuba: Como seria um idiota com os poderes do Superman? Bom, essa revista está aqui pra responder essa pergunta que, alguém dentro da DC, achou importante ser respondida. Apresentando o Bat-Man e a Mulher Maravilha da China, essa segunda edição estabelece um pouco dos poderes e motivos de Kenan, mas ainda esconde uma possível ameaça e a interação das personagens principais. Com roteiro competente - o leitor tem uma vontade de socar a cara do protagonista - e desenhos sensacionais de Bogdanovic, a revista já começa a mostrar seus atrativos.

Capuz Vermelho e os Fora da Lei #1 por 
Ricardo Syozi: Eu gosto cada vez mais da história envolvendo o Capuz Vermelho e o Máscara Negra. Finalmente temos em Roman Sionis um vilão que tanto espero que ele se mostre. Nas páginas desta HQ temos painéis belos cheios de ação e justaposição que uma narrativa que mistura passado e presente merece. As poucas falas do Batman se mostram curtas, mas geniais, e o traço muito competente de Scot Kolins faz jus à trama. Continuo considerando Capuz Vermelho como uma das melhores HQs de Rebirth, ainda mais com o gancho que esta edição nos dá. Mal posso esperar para a continuação.

Superwoman #1 por Phil Jimenez, Matt Santorelli e Jeromy Cox.
Cuba: Lois Lane e Lana Lang foram expostas a parte da explosão que matou o Superman e, no mundo dos quadrinhos, isso só significa uma coisa: superpoderes. Enquanto Lois é a nova Escoteira de Metropolis, com os poderes que acompanham o S, e Lana ganha poderes baseados em energia, que nem o Superman Vermelho dos anos 90. Com isso, a dupla - que não se gosta, mas aprenderão a se dar bem - viram as novas protetoras da cidade, para impedir que o legado do S caia nas mãos de Lex Luthor, um dos outros 'novos' Supers. Jimenez roteiriza e desenha a edição, o que faz a leitura ter uma fluidez bacana.  

The Flash #4 por Joshua Williamson, Neil Googe e Ivan Plascencia.
Cuba: A Escola Flash para Jovens Super Velozes continua em pé e formando uma nova onda de alegria para Barry. Enquanto ele e seu novo time vão atrás do Black Hole e de pistas do novo vilão velocista, Godspeed. Williamson conseguiu transformar o Flash num professor, trazendo um pouco do sentimento da Era de Prata e seu treinamento com o Kid Flash, deixando a leitura bem agradável. Googe estréia na revista e já segue um pouco o estilo das anteriores, quase cartunesco, mas bem ágil.

Mulher Maravilha #4 por Greg Rucka, Nicola Scott e Romulo Fajardo Jr.
Cuba: Emocionante e de tirar o fôlego a cada página, esse é o trabalho que Rucka e Scott conseguiram começar com Ano Um. Esse segundo capítulo conta como Diana sai da Ilha Paraíso para o mundo dos homens, com poucas diferenças das origens antigas que já foram feitas, mas com uma narrativa gráfica ímpar. Cada virar de folha coloca o leitor dentro da ilha, das discussões de suas líderes, no torneiro que decidirá a campeã que levará o estrangeiro para casa. 

Análises escritas por Rodrigo Castello e Ricardo Syozi.

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