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DC Rebirth Agosto - Primeira Semana - Análises

A primeira semana de Agosto traz suas estreias com Arlequina e Esquadrão Suicida! Enquanto isso, a Liga da Justiça enfrenta uma ameaça mundial; o Superman e seu filho precisam acabar com o Erradicador; os Lanternas Verdes precisam detonar os Vermelhor e muito mais! Veja o que achamos de mais uma semana de lançamentos da DC Comics no Rebirth!


Aquaman #4 por Dan Abnett, Philippe Briones e Gabe Eltaeb.
Cuba: Em pé de guerra, Arthur continua preso pelos EUA para mostrar o quão grande é sua vontade de cooperação entre Atlântis e as nações terrestres. O roteiro de Abnett tem duas frentes, esse processo de entendimento que Aquaman quer realizar e a apresentação de N.E.M.O., a nova organização criminosa e, provavelmente, quem está atrás de tudo o que acontece para impedir os avanços do Rei dos Mares. Briones mantém uma arte de excelente qualidade, explorando as diferenças desenhando ação submarina.

Batman #4 por Tom King, David Finch, Sandra Hope & Matt Banning e Jordie Bellaire.
Cuba: Como uma boa história, essa edição de Batman é onde o enredo faz uma curva fenomenal e inesperada, King conseguiu introduzir seus novos heróis na cidade e já consegue inserir magistralmente a trama problemática. O Pirata Psíquico e Hugo Strange estão de volta a Gotham e, como esses nomes já sugerem, algo grande e caótico vem por aí. Por incrível e mais difícil que possa ser acreditar, os desenhos de Finch não incomodam muito nessa edição, da até pra sentir que ele tem se esforçado e baseado alguns detalhes de seus traços na arte de Greg Capullo.

Arqueiro Verde #4 por Benjamin Percy e Juan Ferreyra.
Cuba: Agora descobrindo a cara de seu inimigo, a dupla Oliver e Diggle vai atrás de seu interesse, desbancar o Ninth Circle. Percy começa esse primeiro arco da nova revista focando nas relações interpessoais das personagens, basicamente a trupe padrão já foi reintroduzida, com algumas ressalvas e mudanças de lado. A arte de Ferreyra se mantém firme com o título, mostrando movimentação e ângulos essenciais para o estilo de narrativa necessária para o Arqueiro e sua trupe.

Lanternas Verdes #4 por Sam Humphries, Ed Benes & vários artistas e Blond.
Cuba: O desenvolvimento da dupla bate seu ponto alto, Simon e Jessica conseguem se entender e uma nova amizade já começa a aflorar, mesmo que tenham pulado da panela para o fogo, do jeito que a revista se conclui. Apesar do roteiro conciso e agradável de Humphries - ainda deixando o Guardião de lado, sem revelar muita coisa - a arte dessa edição ficou, novamente, na mão de muita gente e, ao contrário da anterior, dessa vez os traços se confundiram um pouco, baixando a qualidade da arte.

Arlequina #1 por Amanda Conner & Jimmy Palmiotti, Chao Hardin e Alex Sinclair.
Cuba: Mesmo em sua quarta (ou quinta?) renumeração, Arlequina não mudou nem um pouco, inclusive, continua nas mãos de Conner e Palmiotti, que fazem sempre o mesmo tipo de história para a Palhaça do Arkham. Nesse retorno, ela e um personagem idêntico ao Deadpool - afinal, hoje em dia, a revista de ambos atinge o mesmo público - contra uma horda faminta de zumbias. É uma receita de sucesso para o público nerd/geek que só gosta disso. Tirando a arte, qualquer tipo de boa qualidade passa longe da revista.

Liga da Justiça #2 por Bryan Hitch, Tony S. Daniel, Sandu Florea e Tomeu Morey.
Cuba: Depois de tremores por todo o globo e uma invasão de seres estranhos do espaço, a Liga continua cuidando dos resultados da catástrofe e tentando compreender o que diabos está acontecendo, por enquanto sem a ajuda do Superman e, aparentemente, isso pode mudar. Hitch constrói um cenário rico, joga detalhes em cada um dos acontecimentos e traz mais informação que queremos, mas ainda não temos. Com uma bela arte de S. Daniel, a revista caminha para uma grandiosa saga, digna dos membros da Liga da Justiça.

Asa-Noturna #2 por Tim Seeley, Javier Fernández e Chris Sotomayor.
Alex: com uma pegada "espião" e "super herói" que Grayson tinha; a segunda edição tem uma sensação mais de nostalgia para os fãs da revista anterior de Dick. Javier Fernandez faz uma revista muito bonita, com traços bem feitos e uma sensação de movimento de ponta. A história é divertida o bastante para nos fazer continuar lendo, mas não é um cenário muito diferente daquilo que acontecia em Grayson.

Esquadrão Suicida: Rebirth #1 por Rob Williams, Philip Tan, Jonathan Glapion & outros e Alex Sinclair.
Ricardo Syozi: Nada muito interessante aqui. Apenas um reencontro de Rick Flag com o leitor para criar um Esquadrão mais próximo dos cinemas. A narrativa não empolga, mas possui momentos bem interessantes como a conversa entre Waller e o presidente Obama logo no início. No mais, eu gosto da equipe como os vilões que são, pois estava com medo que a DC fosse seguir a ideia do filme, com os personagens mais "bonzinhos". Felizmente, nestas páginas eles são bem representados. 

Superman #4 por Peter G. Tomasi & Patrick Gleason, Mick Gray e John Kalisz.
Cuba: Tomasi e Gleason sempre conseguem mexer com o sentimental do leitor e, em mais uma edição, eles conseguem fazer isso muito bem, reunindo a história de Krypton e a Terra de Superman. A ameaça do Erradicador ainda precisa ser enfrentada e Superman tem um plano pra isso. Enquanto a arte de Gleason é simples, mas muito bem trabalhada em luz e sombra, ela também tem parte importante na narração dessa história, dando uma fluidez extra as ações da revista.

Análises escritas por Kyo Syozi, Rodrigo Castello e Alex Jacket. 

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