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Sim, a Mulher Maravilha é queer!

"Não faria sentido se fosse de outro jeito", diz Greg Rucka, atual roteirista da revista que sai a cada duas semanas pela DC Comics, toda quarta feira. A revelação do autor veio numa longa entrevista para o site Comicosity.


Criada por um amor poligâmico entre duas mulheres e um homem, a Mulher Maravilha já conta com 74 anos de história, muitos deles sendo um ícone feminista de importante representação. Agora em 2016, Diana de Themyscira teve, mais uma vez, sua numeração zerada e está sendo publicada pelo Rebirth da DC Comics, dividida em dois arcos, sendo um deles o Year One, recontando as origens da princesa amazona, com roteiro de Rucka e arte da australiana Nicola Scott.

Ao ser perguntado por Matt Santori-Griffith, jornalista do Comicosity, se os dois definiam a atual Mulher Maravilha como queer, "Para o propósito dessa conversa, eu definiria queer como se envolver, embora não necessariamente de forma exclusiva, romantica e/ou sexualmente com uma pessoa do mesmo gênero.", ao que Rucka respondeu: "Então sim", simplesmente.

Na primeira edição do arco, em Mulher Maravilha #2, com análise aqui no Crise, o leitor já pode perceber alguns sinais de que a Ilha Paraíso não segue um padrão hetero-normativo que podemos ver em vários exemplos em nossa sociedade patriarcal e machista.

Mulher Maravilha: Ano Um, é um projeto de longa gestação entre Rucka e Scott, uma recontagem e recodificação da história de origem da personagem para leitores mais modernos, que vem sendo lançada desde junho, nas edições pares da revista. Enquanto o quadrinho ainda não explorou a vida sexual de Diana e suas irmãs amazonas, fez certas alusões.

Fonte: Polygon
Escrito por: Rodrigo Castello
Agradecimentos a: Stephan Martins

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