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Patrulha do Destino #1 | DC Comics' Young Animal - Análise

Setembro de 2016 é um mês marcante para a DC Comics: a estreia de um novo selo. O Young Animal é uma proposta da editora para conquistar novos leitores; apostando em uma série de revistas comandadas pelo roteirista Gerard Way (Umbrella Academy, Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys). O vencedor do Eisner traz uma ideia nova, iniciando com o "reboot" de uma das mais aclamadas série de Grant Morrison: a Patrulha do Destino. Confira nossa análise:

Patrulha do Destino #1 - por Gerard Way e Nick Gerington
Patrulha do Destino #1 inicia como uma série de sucessivos socos no estômago - no bom sentido. Se folhas coloridas soltassem som, o daqui seria um monte de instrumentos juntos fazendo barulho no maior estilo punk rock. Com cores que pipocam e uma arte impecável - e excepcionalmente redondinha - temos, aqui, um bom início da forma que deve ser feito.

Não estamos falando de um grupo novo, mas de uma cara nova, com uma origem que nunca se viu antes, diferente de tudo o que Morrison fez há alguns anos. Aqui, Gerard Way impressiona; adaptando sua típica forma narrativa em um quadrinho que se distingue daquilo que é esperado numa das maiores editoras do mundo.

Falo isso porque só na primeira edição temos diversas formas narrativas para introduzir três dos personagens principais. Importante notar que, bem, enquanto Casey é a protagonista de fato, sua colega-maluca e seu robô-com-cérebro coletam momentos inesquecíveis logo na primeira edição. A proposta é legal: cada personagem tem um estilo de se ler diferente. Se isso pode se tornar muito confuso ou enjoado, só o futuro vai dizer.

A revista é marcada por reviravoltas inesperadas e trocas totais de perspectiva que criam momentos inusitados de tensão e comédia. Ao mesmo tempo que conseguimos notar as heroínas e o robô do bem; aparecem os antagonistas - aparentemente, aliens disfarçados inseridos na high society capitalista e burguesa que detém muitos meios de produção e muitas mídias para venderem seus produtos e comandarem a nação. (Better living industries!)

É difícil concluir do que a revista quer ter como foco ou destino - mas é incrivelmente prazeroso imaginar. Gerard Way faz a estreia do selo Young Monster de uma maneira que quase ninguém esperava. Enquanto a DC e a Marvel se esforçam em agradar o público mais genérico, que só quer ver ação e explosão, aqui, temos uma proposta mais mirabolante e viajada, mas que parece que vai chegar à algum lugar.


Nota: 9.5

***
Resenha feita por Alex Jacket. Conheça sua coluna, "O Limite".



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