quarta-feira, 31 de agosto de 2016

X-Men: Apocalipse - Análise

Como o próprio Singer brincou, até mesmo prevendo o futuro, a maldição do terceiro filme existe e conseguiu pegar mais um. X-Men: Apocalipse estreou em maio desse ano e, apesar de atrasados, vamos fazer essa análise crítica agora mesmo! Veja o que achamos da ameça do primeiro mutante da Fox:

Sempre fui muito fã da espalhafatosidade dos X-Men, ainda mais durante a série dos anos 90, com aqueles uniformes coladinhos, amarelos e azuis (que deram as caras na cena final), transbordando a extravagância da década em questão, com mullets, gírias como meganhas e muito, mas muito brilho. Admito também que só fui começar a acompanhar e ler os quadrinhos dos Xis-Men - sim, era assim que eu flava quando criança!- pouco depois de Marvel Now chegar ao Brasil, com a saga do Átomo então, peço perdão se vacilar em alguma comparação filme/HQ, as quais tentarei deixar de fora. Então vamos ao filme!

Quem não amava esse desenho e a voz maravilhosa do Wolverine?
Revivendo personagens dos filmes anteriores da nova trilogia e até trazendo alguns da antiga, rejuvenescidos, Apocalipse conta com um grande leque de personagens e que, até então, não tinha sido um problema. Agora, o longa metragem de duas horas e vinte e quatro minutos acaba se perdendo com alguns mutantes, por exemplo, Jubileu, que deixava a entender ser uma das principais do filme, na época que o marketing soltava apenas fotos das filmagens e pequenos teasers, é esquecida no decorrer do filme.

O filme acerta em diversos pontos: exploração da história do Magneto; a tentativa de expandir mais ainda o universo mutante da Fox; a correlação com os filmes mais antigos - jurava que a Famke Janssen voltaria a aparecer como Jean Grey na batalha final; o visual das personagens; a construção muito bem feita do vilão, que é apresentado e cresce durante o filme todo, apresentando seus ideais e arsenais. Mas mesmo nos acertos, ele se perde bastante. Simon Kinberg quer empurrar tanta coisa que é muito nítido o quão Arma-X (apesar de ter ficado impecável na caracterização) e Fênix estão ali apenas por estarem. A presença de Hugh Jackman foi completamente desnecessária, a adição tão cedo da Fênix, como "arma final" para o roteiro, podia ter sido evitada ao se tomar outros caminhos.


Mas um dos pontos mais fracos são os efeitos especiais, há momentos que ficam muito bem renderizados, principalmente quando alguém abre bem a mão e foca em usar um poder grandioso, vide Magneto e Apocalipse, até os raios da Tempestade ficam bem. A exceção das lâminas da Psiloque que parecem, de algum jeito, erradas. Em diversos momentos se percebe o uso do chroma key, nas cenas no deserto, em Auschwitz, etc.

Tudo passaria bem, já estava pensando nas comparações que vivo fazendo: "Ah, esse filme é muito Sessão da Tarde/Tela Quente." ou "Com certeza passaria no SBT, um dia depois de Star Wars ou Batutinhas.". Dessa vez a conta ficou para a Record, X-Men: Apocalipse seria um filme que, particularmente, assistiria enquanto não tinha nada melhor pra fazer e estivesse zapeando pelos canais, pegaria pela metade e terminaria. Mas um detalhe conseguiu me fazer ver o filme de uma maneira extremamente negativa, onde o roteiro coloca o Mercúrio como "sempre estando atrasado".


Acho que fãs de quadrinho identificaram na hora o que aconteceu ali. Sim, temos um velocista famoso por ser o homem mais veloz do mundo, mas ele não é o Mercúrio, pior, ele não é nem da Marvel, o corredor com a alcunha de atrasado é Barry Allen, o Flash da DC Comics. Como fã, isso me deixou muito ofendido, não sei se foi algum tipo de pensamento: "Vamos usar isso antes da Warner, vai que acham que copiaram de nós!", ou uma simples coincidência (ah, mas duvido muito!), mas acabou com todas as chances da minha pessoa gosta do filme, então peço perdão pela óbvia, por mais que eu tente não ser, imparcialidade. Tirando isso, o personagem faz uma cena fenomenal, nos mesmos moldes de Dias de um Futuro Esquecido, salvando o dia, correndo em câmera lenta e sendo alegre.

Um pouco antes de finalizar essa crítica, fui pesquisar os easter eggs que podia ter perdido durante o filme e, um deles, foi da mulher que, pra mim, é a verdadeira criadora dos X-Men, Joan B. Lee, a real esposa de Stan Lee que, durante um bloqueio criativo onde não sabia mais de onde tirar origens de poderes, ela simplesmente disse "e se eles nascessem assim?". Stan já declarou essa 'ajuda' em entrevistas, mas gostaria muito de, um dia, ver o nome de Joan junto de Stan Lee e Jack Kirby, nos recordatórios das revistas dos mutantes.

Tem alguma ressalva ou quer discutir sobre o filme? Poste sua opinião ai nos comentários que iremos conversar!

Escrita por Rodrigo Castello, o Cuba, redator da coluna Primeira Edição.

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