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DC Rebirth Junho - Segunda Semana - Análises


Mais uma semana de Renascimento para a DC Comics, dessa vez com cinco novas publicações da linha! Com Action e Detective Comics retornando a sua numeração original e as Rebirth de Aquaman, Flash e Mulher Maravilha, a segunda semana de junho vem com tudo, veja o que achamos de cada uma:


Aquaman: Rebirth #1 por Dan Abnett, Scott Eaton & Oscar Jiménez, Mark Morales e Gabe Eltaeb.
Cuba: O traço de Scott Eaton traz uma memória da época em que Arthur ainda tinha barba, cabelão e o arpão no lugar da mão, a luta contra terroristas atlantes com criaturas marinhas abissais também reforça esse sentimento. O roteiro reforça a luta contra os esteriótipos e infantilização do personagem, assim como acontecia na run de Johns e Reis. Abnett começa a tratar Arthur muito mais como o soberano de uma nação, dando uma importância a sua própria luta entre a superfície e os mares, onde ele realmente se encaixa. Dan Abnett também consegue reintroduzir o vilão principal do herói de uma maneira incrível e totalmente fluida durante a história.
Com diferentes traços no decorrer das páginas, Oscar Jiménez tem um traço mais sujo -longe de ser algo ruim -, e da uma realidade a mais para alguns momentos da história, o que contrasta muito com a arte de Eaton.

Flash: Rebirth #1 por Joshua Williamson, Carmine Di Giandomenico e Ivan Plascencia.
Cuba: É um banquete para os olhos ler Flash sem a arte de Brett Booth e isso é um alívio gigantesco para o clima da revista. Williamson já entra na revista revivendo os fatos ligados a origem de Barry como o Flash e uma das coisas mais exploradas no decorrer da história do velocista escarlate: desacelerar. A edição é uma continuação direta de DC's Universe Rebirth #1 e traz algumas discussões sobre os acontecimentos e decisões tomadas entre Barry e Bruce.
Giandomenico traz uma arte que casa excepcionalmente bem com a vibe da revista e as cores de Plascencia complementam isso muito bem, apenas nas cenas de chuva e com alguns efeitos que acaba ficando um pouco estranho, passando uma impressão de que está "muito digital", não que seja ruim, mas em alguns momentos, a imagem aparece distorcida.

Action Comics #957 por Dan Jurgens, Patrick Zircher e Tomeu Morey.
Cuba: Jurgens seguiu uma receita para começar essa revista, um punhado de tudo o que aconteceu nos últimos 30 anos de Superman, misturou com o cenário atual e deu certo. Você quer entender tudo o que está acontecendo e partir para a próxima página logo, ainda mais com a forma que Zircher narra graficamente os acontecimentos com uma noção fenomenal.
A história traz Luthor querendo pegar o lugar do desaparecido Superman, devido aos recentes eventos do Universo DC, mas o outro Clark, que veio do Universo pré-Flashpoint, não vai deixar isso acontecer. A revista voltou a sua numeração original, com a ideia da DC comemorar quando finalmente baterem 1000 edições.

Detective Comics #934 por James Tynion IV, Eddy Barrows, Eber Ferreira e Adriano Lucas.
Cuba: Com toda sua experiência com o Cruzado Encapuzado, Tynion consegue montar uma trama consistente para juntar os maiores nomes de Gotham, - incluindo um vilão! -, há uma nova ameaça sondando os vigilantes da cidade e, para isso, Batman pede a ajuda da Batwoman para treinar essa nova leva de heróis. Outro bicho velho de Gotham é o mineiro Eddy Barrows, com suas linhas que parecem saltar das páginas, ele acrescenta uma noção de movimento ímpar a narrativa.

Mulher Maravilha: Rebirth #1 por Greg Rucka, Matthew Clark & Liam Sharp, Sean Parsons, Jeremy Collwell & Laura Martin.
Cuba: Rucka começa com uma caçada pela verdade. Por ser um dos três pilares da verdade, Diana é uma das mais afetadas pelas mudanças e voltas do Rebirth. Explorando esses detalhes e a coloca perdida em suas memórias que podem ou não ser verdadeiras. Clark e Sharp revezam na arte, um desenha enquanto Diana está na realidade atual e revendo seu passado; o outro fica com os traços de sua jornada no Olimpo. É uma benção voltarmos a ter uma arte de qualidade no título da Amazona.

Análises escritas por Rodrigo Castello, o Cuba.

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