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DC Rebirth Junho - Primeira Semana - Análises

A primeira semana de Junho traz a primeira onda de revistas do Rebirth! Marcando a estréia de Lanternas Verdes, com os novatos Jéssica Cruz e Simon Baz; a volta da dupla Dinah e Oliver em Arqueiro Verde; Batman tem sua continuação direta da saga Super Heavy; e Superman tenta situar o Clark pré-52 no novo universo! Veja o que achamos de cada uma delas:


Lanternas Verdes: Rebirth #1 por Geoff Johns/Sam Humphries e Ethan Van Sciver/Ed Benes

Kyo: Eu sempre espero grandes coisas de Geoff Johns, foi por esse motivo que decidi seguir uma HQ que não sigo desde A Noite Mais Densa. Green Lanterns: Rebirth simplesmente me deu um dos maiores ganchos dos últimos tempos, me apresentou dois personagens que ainda não me agradaram, e ainda me deixou com uma sensação bacaninha de filme policial dos anos 80. 
Dessa forma, logo me animei com as futuras edições, pois com a perfeita utilização da última página, os autores conseguiram me puxar e ainda vislumbrar um arco maravilhoso na revista de Jessica e Simon.

Alex: A revista começa tentando nos situar: seja no universo dos Lanternas, no histórico dos humanos na Tropa ou mesmo através do espaço. Johns tem uma casa: na revista dos guardiões esmeralda - é algo que o cara sabe escrever, sabe guiar - e a arte de Ethan Van Sciver não fica atrás. Mas a realidade é simples: é uma revista de "um novo mal nunca antes ouvido falar". A trama, porém, recaí sobre Simon Baz, um muçulmano sofrendo islamofobia na américa, e a recém-introduzida na tropa Jessica Cruz, que não entende porque foi chamada pro grupo dos verdes. A revista funciona MUITO bem como uma introdução à trama que virá mês que vem - a coisa é esperar que impressione. Os roteiristas são capazes, os artistas também e os personagens são cativantes: agora é só esperar.

Cuba: Simples e introdutória. Não temos a história de Simon e nem de Jéssica, apenas o seu primeiro encontro e Hal Jordan se enfiando no meio, como um bom e belho instrutor. Além de revelar os possíveis vilões da revista, essa edição lembra um belo filme policial dos anos 80, onde os novos parceiros não se bicam, mas terão de enfrentar altas aventuras com uma turma barra pesada.
O cearense Ed Benes é divide as páginas com  Ethan Van Sciver, já veterano dos gladiadores esmeralda. Com 10 páginas cada, Sciver aparentemente pega as cenas mais impactantes, com o Guardião, Jordan e os vilões, enquanto Benes narra a história da nova dupla, resta saber se essa organização será mantida no futuro. Como entusiasta das lendas e seguindo a proposta do Rebirth, Johns junta quase tudo o que apareceu nos últimos anos no legado dos Lanternas para dar o chute inicial da revista.

Batman: Rebirth #1 por Scott Snyder/Tom King e Mikel Janin


Kyo: O traço é muito competente, ele remete a bons tempos dos New 52 de Snyder e cia com o Homem-Morcego. Assim, fica fácil identificar referências e detalhes que vimos previamente, além de focarmos em futuros acontecimentos que vão assolar Gotham.
A narrativa é muito interessante, uma que usa bem o vilão Homem-Calendário em sua versão mais aterrorizante, o novo sidekick ainda não apresenta muita utilidade, mas isso deverá ser mudado em edições futuras. Gostei, em especial, da presença do sempre ótimo Alfred, que faz tudo parecer milimétrico e ao mesmo tempo dúbio em suas ações e palavras.
A única coisa que realmente me incomodou nesta revista é o seu futuro nas mãos de Finch, alguém que não compreendo como ainda faz parte do alto escalão da DC. Espero estar errado, mas inicialmente não acompanharei o Batman com muitas expectativas.

Alex: Batman Rebirth é a revista-convite de Duke como Robin, finalmente colocando os pontos-nos-is que Superheavy deixou em relação ao personagem. Bem, "Robin", né, porque tanto o Bruce Wayne quanto o novo roteirista de Batman, Tom King, estão tentando algo novo. O desenho de Mikel Janin tem essa estética da finada e ótima revista Grayson (que também tinha King envolvido), mas é importante notar que o cara não vai ficar pra sempre - aparentemente, a DC não quer deixar um desenhista competente na revista, preferindo trocar, nas próximas edições, para o desastroso David Finch.
No ponto de vista da história, enfim, a revista é impressionantemente divertida. Não entendi muito bem como o Alfred está com as duas mãos, mas acho que não importa mais, né? A revista faz seu trabalho. Algo vai acontecer, com certeza, mas os eventos futuros de Batman ficam guardado à sete chaves. De resto: bem vindo, Duke Thomas.

Superman: Rebirth #1 por Peter J. Tomasi/Patrick Gleason e Doug Mahnke
Alex: Eu sou um daqueles únicos que gostavam do Superman da DC You - isto é, mais humano, enfraquecido e público. Essa revista definitivamente não é mais deste Super que, afinal, morreu: a coisa mudou, o personagem é o famoso e antigo Super, que era mais carismático e mais "deus entre nós". A ideia é, em sumo, colocar este outro Clark em um mundo que não é dele.  Essa revista, entretanto, trata de nos situar em relação à este Super antigo, saudoso, mais épico, mais esperançoso. Seja nos lembrando do Apocalipse ou nos falando sobre acreditar: Tomasi, o novo detentor da revista do Super, tem a tarefa de tornar o Superman "legado" interessante de novo. Se ele vai conseguir? Bem, não é o Rebirth #1 que nos responde. A coisa é esperar.

Arqueiro Verde: Rebirth #1 por Benjamin Percy e Otto Schmidt
Alex: Ah, Arqueiro Verde! Xingando 'bancada da bala' e sendo chamado de "esquerdinha lixo" por filha de Senador de direita: a ironia pontiaguda do herói mais social da DC consegue arrancar sorrisos daqueles que amavam aquele Oliver do Neal Adams; falando que herói de verdade é quem conhece o problema do conflito de classes. Com uma arte soberba e extremamente diferente; Arqueiro Verde impressiona. É um ar puro de alívio depois de tantos altos-e-baixos que o herói vem passando nas revistas.

Com imagens escrachadas de "This Machine Kills Fascists" - invocando o espírito político de esquerda crítica que o herói sempre teve, Oliver está todo trabalho na autocrítica de se entender como um "socialite odioso" - ao mesmo tempo que entende que as mulheres morrem. Que os pobres morrem. Que existem sem teto morrendo por aí.

Oliver solta as palavras, diz com todas as letras, com um roteiro que não parece ligar para o fuzuê que pode causar na internet: "me prefiro observar como um Justiceiro Social". Deixa eu te falar: se você se acostumou com o Oliver de "Arrow" ou algo assim, saiba: o verdadeiro Arqueiro Verde é isso que está sendo apresentando em Rebirth. Quer você queira ou não: se há algo à ser renascido neste selo, por favor, que seja o que tornou o Arqueiro incrível!

A revista é boa de verdade. Oliver e Dinah fazem uma química incrível, com ela criticando o que ele quer ser - mas apontando a vida que tem - juntos à uma sensação de nostalgia. Que delícia, que felicidade: Oliver voltou a ser o que é. Por favor, Benjamin Percy, continue assim. A melhor da semana.

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