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DC Universe Rebirth #1 - Análises

Dia 25 marca o Renascimento do Universo DC, como? Bom, só lendo pra saber! Escrito por Geoff Johns e com arte de diversos artistas titânicos da editora, DC Universe Rebirth #1 é mais um passo na história do Multiverso DC, recontando e apontando diversos momentos-chave dos 75 anos de história. Veja o que achamos dessa revista incrível:


Cuba: Já recebeu um abraço de alguém que te ama? Esse foi o meu sentimento ao ler Rebirth. Fui inserido no mundo dos quadrinhos americanos com a animação da Liga da Justiça, aquela do Bruce Timm que passava sempre no SBT e, desde o primeiro momento, me identifiquei com Wally West, o Flash da série. Claro que na época eu não sabia que existiam mais velocistas escarlates, no máximo o famoso Joel Ciclone, mas Wally me marcou de diversas maneiras.

Mas vamos ao que interessa, o Renascimento do legado da DC Comics! Rebirth #1 é aquele caldo de galinha que sua vó favorita faz quando você está há dias na cama, com um resfriado que não te larga, Geoff Johns deixou de tropeçar para saltar ao espaço com esse roteiro muito bem costurado e cheio de memória. Narrado por Wally West e outra "entidade" da editora, a revista repesca vários dos conceitos que foram deixados de lado com as últimas sagas da editora: Flashpoint, Novos 52 e até mesmo o DCYou. É literalmente a força do amor, quase um efeito Interstellar, que move essa revista, são relacionamentos que haviam sido esquecidos que recebem uma nova fagulha: Oliver e Dinah, Arthur e Mera, mas não só antigos amores, antigas amizades e conhecidos se reencontram, Johns dá as boas-vindas a personagens que não EXISTIAM mais e, até mesmo, para alguns que, apesar de não aparecerem, estão atrás de diversos eventos que nela acontecem, fiquem de olho!

Reunindo uma equipe criativa sem comparação e que o acompanhou em seus altos e baixos de carreira, Geoff Johns conta com: Gary Frank, seu companheiro de Superman; Ethan Van Sciver, o desenhista de Lanterna Verde que executou seus roteiros de uma forma exímia; Ivan Reis, o brasileiro que estourou junto com a Guerra dos Anéis e revitalizou o Aquaman; e Phil Jimenez, responsável pelos desenhos da Crise Infinita. Me diz se esse time não é o melhor que a DC conseguiu reunir em eras?!

Não consigo dar uma nota menor do que um 10, com adjetivos que não consigo nem usar. DC Universe Rebirth #1 é uma carta de amor aos fãs de quadrinho, escrita diretamente do coração de Geoff Johns e embrulhada com o legado da Casa das Lendas. Vale ressaltar apenas dois pontos negativos que, para um fã como eu e, falar isso pode soar bastante egoísta, não importa muito, mas para os novatos que podem começar a ler com essa edição, é importante: salvando os clássicos e o legado da DC, do jeito que Johns explica algumas coisas, o leitor novato pode até conseguir se achar, mas com certeza ele não terá toda a bagagem necessária para pegar o trilho certo. Outro ponto, claro, é esse novo logo da editora, que tentou reunir todos os seus anteriores (vejo muito das identidades pós-Crise nele) e acabou não conseguindo muito bem.

Teremos spoilers a partir daqui, cuidado!

O Superman nos deixa mais uma vez.
Sidarta: Depois de Lanterna Verde e Flash, é a vez do Geoff Johns ressuscitar a própria DC. Em vez de fazer sagas grandiosas, como ele fez no passado, dessa vez ele aposta em uma única história muito mais emocional e complexa. É extremamente emocionante por toda a saga de Wally West, o protagonista da revista. O maior Flash de todos os tempos conecta todas as sagas clássicas da DC e toda sua confusão cronológica de uma maneira tão honesta e simples que até os fãs mais confusos conseguem entender. A história pessoal do Wally é um show a parte. De longe esse seguimento da história é uma das melhores coisas que o Geoff Johns já escreveu.
Agora a complexidade fica com a má montagem das outras cenas com os outros personagens.
Temos muitas referências a praticamente todos os últimos 20 anos da DC e aos Novos 52 e DCYOU. E elas estão tão soltas na história, em forma de várias páginas de recortes de outras histórias sem nenhuma explicação, que várias vezes eu me peguei sem entender absolutamente nada da cena que estava sendo mostrada. O Rebirth funcionaria muito melhor como uma minissérie por sua complexidade e por conta do desejo do Johns de introduzir dezenas de personagens e tramas em uma só página.
E a inserção do Watchmen na cronologia da DC foi bem executada, sem modificar a obra original, e criando um mistério e saudosismo que foram muito bem-vindos. Aos que dizem que Watchmen é irretocavel e a DC não podia mexer nisso eu digo:
Watchmen sempre foi da DC e sempre foi visto como um mundo paralelo, uma realidade alternativa dos heróis da Charlton Comics. Portanto com a volta do Multiverso e todo esse conceito do Flash viajando por realidades é totalmente aceitável eles usarem conceitos tão bons do Watchmen para dar um sentido a esse Renascimento do Universo DC.
É uma revista cheia de sentimento e nostalgia, que parece ser a nova proposta da DC. Resta eles abraçarem essa ideia totalmente e trabalhar bem os personagens e as suas histórias para tornar novamente esse o Universo das Lendas.
Equipe criativa de peso e, claro, referências!
Alex: É curioso. Talvez todo o plano por trás do conceito de Rebirth (em inglês, Renascimento) dentro da DC Comics tenha me deixado ansioso para algo que não aconteceu. Com traços incríveis; o renascimento do universo da DC cabeceado por Geoff Johns é um misto de ideias e experimentos, mas principalmente, de reutilizações.

Não entenda errado: não é ruim reutilizar coisas do passado. Super heróis são, em cerne, isso: uma reutilização infinita de personagens, enredos e roteiros. Mas o que aconteceu em Rebirth foi algo além de um reutilizar comum e corriqueiro dos quadrinhos. Aqui; lemos uma mistura de pedido de desculpas pelos Novos 52 e escancara um bocado de iscas para o fã órfão; que sente falta do Clark antigo. Que sente falta do Wally West.

Com maestria de alguém que conhece ponta a ponta o universo DC, Johns escreve e descreve toda uma épica história, que traz conceitos do passado, personagens antigos e roteiros velhos - misturados, promovendo algo renascido. É o retorno da DC dos anos 90 e 00; a DC que conquistou o público. Isso é bom? Depende. Você queria algo novo? Isso morreu com a DC You.

Rebirth representa principalmente a mudança da DC. Deixa visível o cheiro e o gosto de um mundo que toma em consideração o universo cinematográfico. A revista tem um aspecto que, para o fã maravilhado, é de chorar e emocionar - mas para quem consegue deixar de lado o fanatismo para procurar conteúdo, nota que o que houve aqui fora desperdício.

Será que realmente um especial foi o bastante pra isso? Pra tanta coisa? Bem, isso só o tempo dirá. O universo DC renasceu, quer você queira ou não, e o que pode vir a partir de agora depende de como eles vão querer nos contar histórias.

De quem será essa mão azul e brilhante, ein?
Kyo: DC Rebirth é muito mais do que uma nova saga. Ela é ambiciosa até onde um gibi pode ser, tentando introduzir elementos que talvez (e apenas talvez) já deveriam estar por aí faz tempo.

Toda a narração é emocionante, cada cena em dupla (leia que você vai entender) oferece um novo significado para a palavra "sentimento", e as poucas cenas de ação conseguem entregar a intenção narrativa de Johns em um de seus melhores trabalhos.

Por outro lado, há alguns pontos em Rebirth que me colocaram em um momento dúbio. Não sei bem como me sentir com certas adições ao universo DC, espero que tudo seja amarrado coerentemente, mas por enquanto decidi apostar as minhas fichas na história que Johns vem construindo há bastante tempo. Só o futuro me dirá se vou sair vitorioso.

Por enquanto, DC Rebirth leva uma nota pelo seu trabalho único até aqui: 8,0

E você, leitor, que achou de DC Universe Rebirth #1? Conta par gente ai nos comentários e não poupe argumento!


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