terça-feira, 31 de maio de 2016

Chiaroscuro afasta artista por comentários de estupro

Com o desenrolar da atual situação brasileira, muitas pessoas pensam que fazer discurso de ódio é ter liberdade de expressão. Pois bem, não é a mesma coisa. Com as notícias do estupro que ocorreu no Rio de Janeiro, o artista brasileiro Allan Goldman resolveu comentar sobre:

Estuprada por mais de 30 homens, com um deles filmando pra depois postar o vídeo na internet, o pavoroso caso rendeu uma grande discussão no país e, claro, não haveria de ser diferente, pessoas atacaram a vítima. Goldman foi um deles, com sua foto de perfil apoiando o político extremista Jair Bolsonaro, resolveu propagar um pouco de ódio em sua página pessoal:

“O que acontece se os 30 estupradores da menina alegaram que são mulheres? Segundo a ideologia de gênero dos esquerdistas, uma pessoa é o que sente, e sua biologia não importa. Como a Justiça irá julgar o caso de uma mulher que foi violentada por 30 outras mulheres?”

Com muita reclamação e indignação das mulheres sobre o jeito que Goldman tratou o assunto, um tempo depois, a Chiaroscuro Studios, empresa que agencia artistas brasileiros para trabalhos em editoras internacionais, como DC Comics e Marvel, encerraram seu contrato com o dito artista e expuseram a seguinte nota oficial:



O Crise e nenhum de seus integrantes apoia qualquer tipo de descriminação, preconceito, discurso de ódio ou qualquer coisa que prejudique a integridade humana. Estupro não é, nunca foi e nunca será culpa da vítima. Nossos forças se direcionam a vítima desse episódio.

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