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Dark Knight III: The Master Race #2 - Análise


Uma das revistas que mais fizeram sucesso nos EUA em 2015 fora Cavaleiro das Trevas III - e não foi por pouco. Em um retorno triunfal; a revista apresentou qualidade, roteiro e arte além do esperado. Conseguindo conquistar até os fãs céticos após o polêmico Cavaleiro das Trevas 2; o Master Race continua com muitos mistérios e segredos nessa terra toda diferente. Venha ver o que achamos do segundo capítulo!


Fizemos; há alguns meses atrás, a resenha do fantástico primeiro capítulo de Cavaleiro das Trevas III - The Master Race. Será que Miller e Azzarello conseguiram manter a qualidade no capítulo que veio logo na sequência? Prometendo muito; vejamos o que a revista realmente entrega.

Dark Knight III: The Master Race #2 por Frank Miller & Brian Azzarello; com arte de Andy Kubert

Alex: A arte está impactante, o letramento está forte e tudo é sombrio e tenso. Kubert está entregando tudo o que a arte de Cavaleiro das Trevas sempre quis ser. O melhor de tudo? Miller e Azzarello conseguem focar em um roteiro que segue a qualidade das imagens.

O segundo capítulo é, principalmente, sobre a solidão e o medo da morte. Sobre a despedida. Tudo o que está envolvido nessas páginas escorre rancor e melancolia - da forma mais positiva possível. A história anda lenta, porém. Isso não é algo negativo; mas talvez para uma minissérie eu esperava acontecimentos mais rápidos.

É importante notar, também, que o "Dark Knight Universe Apresenta: O Átomo" é importantíssimo para entender os acontecimentos daqui. Principalmente porque Ray está intimamente relacionado com o que acontece na pequena cidade encolhida de Krypton.



Cuba: É fenomenal o jeito que Kubert resgata o traço do Frank Miller, misturando com o próprio e montando um novoa, até a colorização de Anderson remete as antigas edições, deixando a homenagem maior do que já é. O rumo de Kandor se junta a linha narrativa principal, levando o leitor ao chão e finalizando a edição com maestria.

Dark Knight Universe Apresenta: Mulher Maravilha #1 por Frank Miller & Brian Azzarello; com arte de Eduardo Risso

Alex: A vida de secreta de Diana é apresentada nessa revista; mas é uma pena que a arte não é tão maravilhosa quanto nós esperávamos. O desenho deixa claro, logo no início, sua simplicidade e pouca projeção.

O capítulo aposta em apresentar uma Diana mais real; mais pé no chão. Com medos e ansiedades. A relação de Diana e sua filha, Lara, também é trabalhada, o que dá uma profundidade maior a personagem que é recorrente (e vilã?) da história principal. Aparentemente, Lara se sente diferente. Melhor. Kryptoniana. O que isso pode significar só as próximas edições deixarão claro.


Cuba: Assim como Kubert, Risso explora o traço de Miller com igual maestria, com a simplicidade de DK II, que também vaza para as cores de Mulvihill. A narrativa fica entre Diana e Lara, cada uma mostrando um lado do treinamento da Ilha Paraíso, uma comunicação oculta entre mãe e filha. A mini acaba antes de você perceber que já está embalado na leitura, Miller e Azzarello conseguem passar a ideia de cada personagem, o que uma pensa da outra e o que cada uma delas acha de si mesma.


Análise feita por Rodrigo "Cuba" Castello; autor da coluna Primeira Edição & Alex Jacket; autor da coluna O Limite

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