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Mighty Morphin Power Rangers #0 - Análise

 Após anos sem muitas aparições, os Rangers estão retornando à mídia com um novo filme (datado para 2017) e, é claro, uma nova série de quadrinhos que trará toda a galera que conhecemos em novas aventuras. A primeira edição será lançada em março deste ano, mas a Boom! Studios já jogou às bancas americanas a revista de número 0 para animar os fãs. Venha conferir a nossa análise!

Esta edição consiste de três histórias: a principal com o título homônimo, uma chamada "The ongoing adventures of Bulk & Skull" e uma terceira intitulada "What time is it?!". Cada uma trata de um tópico diferente, e cada uma possui seus pontos altos e baixos. O que importa é responder a pergunta que não quer calar: esta revista está pronta para trazer o auge de volta para os guerreiros dinossauro?

A história principal é escrita por Kyle Higgins e ilustrada por Hendry Prasetya, ela dita o ritmo e o plot das edições que vão ser lançadas a partir de março. Nela vemos algum tipo de dualidade entre o personagem do ranger verde, Tommy, e a cruel vilã Rita. Além disso, voltamos ao colégio Angel Grove High que está mais moderno, menções sobre redes sociais e celulares estão por toda a parte, algo para deixar a história mais contemporânea e de fácil assimilação por novos leitores. É claro que logo a ação dá as caras, um monstro enorme invade a pequena cidade e decide destruir tudo, mas os Power Rangers estão preparados para encará-lo de frente com os seus Zords.

Ao todo, a narrativa é comum, nada de especial e nada de horrível. Ela funciona simplesmente como uma porta de entrada para as futuras aventuras e ainda adiciona um elemento de mistério quanto ao "relacionamento mental" entre Tommy e Rita. O ritmo é gostoso, fácil de ler e de compreender. O grande destaque nesta edição é o traço, todo limpo e brilhante, com efeitos de sombra muito competentes e rostos familiares sem necessariamente forçar a memória com os atores do seriado de anos atrás. Mesmo com elementos clichês, a primeira história que traz o retorno dos Rangers é, no mínimo, chamativa. Agora é esperar a continuação da narrativa a partir de março.

A história solo de Bulk & Skull é escrita por Steve Orlando e desenhada por Corin Howell. São apenas duas páginas que oferecem um futuro cheio de gracinhas para a dupla icônica. Após conseguirem escapar de mais um dia de detenção na sala do diretor, a cópia de O Gordo e o Magro decide que vão se tornar os novos Power Rangers, isso traz claramente muita bagunça a partir de março. Todo o tom dessa curta história é a cara de A Turma da Mônica, com comentários infantis e um "plano infalível" no fim. O traço é bonitinho, algo carinhoso e caricato, parece que saiu de um desenho dominical da Warner. Uma história ajeitada e que serve unicamente como gancho, assim como toda a revista.

Já a curta aventura chamada "What time is it?!" é escrita por Mairghread Scott e ilustrada por Daniel Bayliss. Ela é a única que possui começo, meio e fim, porém é de longe a mais desinteressante do pacote. Sua intenção é mostrar que a "união faz a força", que um Ranger sozinho pode não ser vitorioso, mas todos juntos possuem uma força inabalável. A melhor parte é a presença do vilão Goldar, um cara que este que vos escreve curte bastante. No geral, é uma história filler, apenas para cobrir mais páginas e oferecer algo curto e passageiro para o leitor, nada que me desagrade, mas preferia mais páginas de Bulk e Skull por exemplo.

A edição 0 da nova revista dos Power Rangers começa bem. Ela serve para chamar a atenção e oferecer um bom trabalho de retorno do grupo heroico. É ótimo ver aquelas velhas caras como se fosse um novo episódio do seriado, mesmo que desta vez há um tom sombrio que não lembro ter visto com frequência na franquia. O mais importante é saber que o seu objetivo foi alcançado: trazer à tona a memória afetiva dos fãs antigos e ao mesmo tempo apresentar a equipe para um novo público. É hora de morfar, Rangers!!

Nota final: 6,5

Escrito por Ricardo Syozi, o Ranger cinza se pudesse escolher.

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