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#DCYou Novembro - Quarta Semana - Análise Completa

Mais uma semana fenomenal pras publicações da DC Comics! Marcada pela estréia do esperadíssimo retorno de Frank Miller ao Batman, a quarta semana de novembro está cheia de ansiedade, além de Omega Men, Grayson, Flash e muito mais! Confira o que achamos nessa análise completa:


Aquaman #46 por Cullen Bunn, Vicente Cifuentes e vários artistas.
Cuba: "Uma Amazona na Amazonia" me diz se isso não é nome de filme da Sessão da Tarde? Que título incrível! A participação da Mulher Maravilha na revista deu um pico altíssimo na qualidade, ainda mais colocando a Liga no assunto, mostrando o problema de confiança que Arthur possui e deixando isso bem nítido. E tudo indica que vai dar merda entre Atlantis, Thule e a Terra, mas estou confiante na finalização.

Alex: As proporções dos problemas que acabaram aparecendo na história do Aquaman mostram uma importante característica do herói de Atlantis: ele gosta (e prefere) lutar sozinho. A revista, diferente de boa parte dos capítulos anteriores, aposta em uma pegada mais "bater papo e aprofundar a situação", o que era necessário. Mas, ó, a revista ainda não está o que deveria ser, não. Todas as relações são muito artificiais e as coisas acontecem muito rápido. Melhorou, mas ainda precisa de muito para ficar bom.

Batman Eternal #8 por James Tynion IV & Scott Snyder, Genevieve Valentine e Alvaro Martinez & Scot Eaton.
Alex: O vai-e-vem de Batman Eternal nos faz lembrar que, infelizmente, toda publicação semanal é cheia de enrolações e fillers. Fazer o que, não é mesmo? A história da "mãe" continua; explicando alguns elementos do presente com flashbacks do passado.  Ainda assim, estamos no clímax dessa primeira parte da história; na batalha dentro do teatro. A arte dos dois desenhistas é excepcional, e o capítulo mostra o primeiro "co-op" dos Robins e de Cassandra. Genevieve consegue, no capítulo, criar uma relação eficiente de mistério e trama, conseguindo acertar e fazendo um dos melhores capítulos de B&R:E; quebrando o ciclo do filler enrolação que estava acontecendo. Capítulo excelente.

Dark Knight III: The Master Race #1
Essa recebeu um post só dela, confere lá que o negócio ta bom pra caramba!

Exterminador #12 História por Tony S. Daniel/James Bonny; roteiro da edição por James Bonny e arte por Tyler Kirkham
Alex: Slade, nessa nova etapa que é a caçada por sua filha, continua na faca de dois gumes que é ir contra o esquadrão ou contra Amanda Waller. O personagem, que vem sido muito bem trabalhado nesse reboot, continua mais humano e comunicativo com o leitor, garantindo que o mesmo não fique avulso na história. A arte de Tyler é fenomenal, conseguindo representar muito bem as lutas que Slade participa. A revista é praticamente sobre verdade e confiança; e vai seguindo muito bem. Meu medo é, na próxima edição, a Mulher-Gato - recém introduzida - não consiga se firmar na trama.

Grayson #14 História por Tim Seeley/Tom King; roteiro da edição por Tim Seeley e arte por Stephen Mooney
Alex: O último capítulo da Guerra dos Robins não parece finalizar a história que está acontecendo em Grayson. Será que os acontecimento da revista irão se estender para a saga em 5 partes de dezembro/15? Bem, isso a parte, o capítulo avança na trama de forma despretensiosa e um pouco confusa; mas ainda assim concisa, em uma história que está bem roteirizada por Tim Seeley. Os personagens, com exceção do Dick, são um pouco passáveis e desinteressantes; fazendo as traições e polot twists um pouco sem espírito. De qualquer forma, a qualidade continua aqui, e nos anima para o que está a vir na Guerra dos Robins.

Liga da Justiça 3001 História por Keith Giffen; roteiro da edição por J.M. DeMatteis e arte por Colleen Doran
Alex: Eu gosto do charme, do estilo e da acidez da Liga 3001. Em um início inesperado com o Batman, a Supergirl e uma nova companheira; iniciamos algo que parece ser uma nova história. Com diálogos dos mais aleatórios e momentos de descobertas randômicas; Liga 3k1 é uma comédia-ação com personagens divertidos e um ambiente bem desenhado com um roteiro bom e eficiente - porém, com muito texto, mas é algo comum na série, então tudo bem. A revista, entretanto, mostra reviravoltas e momentos de cair o queixo sem hesitar, tornando a leitura inesperada e divertida. A revista é muito, muito boa.

Liga da Justiça da América #5 por Matt Kindt/Rob Williams e Phillip Tan
Alex: Introdução do Marciano na LJA! Essa edição, porém, não é uma continuação direta da história da Igreja de Rao composta por Bryan Hitch. É uma pausa na história de Bryan para introduzir o Marciano nessa revista da Liga. "Todo horror é real se você o encara de perto" - diz o Marciano. O solitário e pensativo personagem perambula por um mundo de pessoas convencidas por Rao; mas qual a opinião dele sobre isso? Ao lado disso, vemos uma história solo do J'onn, que é divertida e agrada. Será que o Marciano voltará na LJA? Difícil dizer. Infeliz não ter visto a continuação da história de Rao; mas eficiente e divertida revista.

Omega Men #6 por Tom King e Barnaby Bagenda
Alex: Essa arte é fantástica e maravilhosa e nunca vou cansar de dizer isso. Bagenda manda muito bem e tudo nessa revista é lindo e impecável. O capítulo é fenomenal, de tirar o fôlego; com sequências de ação soberbas que mostram tanto a crueldade e tirania da Cidadela quanto o emaranhado de segredos e mistérios dos Omega Men. Com o destino dúbio de Kalista e a incerteza em torno de Kyle - e até mesmo uma bomba - essa revista prossegue como a melhor publicação da DC hoje em dia, com um roteiro afiado de Tom King e uma história de inspirar filmes de cinema. Ótima edição, mesmo.

Robin: Filho do Batman #6 por Patrick Gleason.
Alex: A saga do Ano de Sangue acaba como um epílogo; mostrando o primeiro (e último?) confronto intelectual de Damian com sua mãe; apresentando o nosso jovem herói à uma vida sozinho e de grandes desafios. Tal como Grayson; este é o último capítulo antes da Guerra dos Robins; a prepara Damina Wayne para sua primeira grande saga com outros camaradas de Gotham. Sentirei falta, porém, do tom místico e surreal que a revista tinha. Acaba tudo muito bem, com suas perdas e vitórias.

Sinestro #17 por Cullen Bunn, Brad Walker & vários artistas e Jason Wright.
Cuba: Bom, a investida do inimigo virou algo sobre deuses e, quando esse tipo de coisa desce sobre o Universo DC, quem aparece? Claro que a Mulher Maravilha! Com mais essa participação, a revista dos Lanternas Amarelos forma uma Trindade bem desconexa para lutar em seu nome e, provavelmente, ainda vai recrutar mais nomes. Enquanto o enredo de Bunn vai se fechando para uma possível conslusão, a confusão ficou na parte artística, com vários convidados mostrando suas habilidades nas páginas de Sinestro.

Superman - Lois & Clark #2 por Dan Jurgens, Lee Weeks, Scott Hanna e Brad Anderson.
Cuba: Não consigo comparar essa nova revista com nada que já li e, bem, isso é muito bom. A revisita as origens do Superciborgue continua a caminho e Jurgens começa até a colocar algumas coisas a mais no enredo. Não é só a família White, nome que os três ex-habitantes de outra Terra do Multiverso escolheram, que encanta o leitor, é o jeito como tudo acontece, é o mistério envolvido com eles e o jeito que Jurgens dá, aos poucos, as migalhas de informação que precisamos pra deixar a leitura impecável. O trabalho de Weeks também é incrível, ele consegue fazer um Superman e Lois que estamos acostumados, mas que ainda se parecem com novas personagens.

Superman #46 por Gene Luen Yang, Howard Porter e Hi-fi.
Cuba: Diretamente de Liga 3001, Porter toma o lugar de Romita Jr em Superman, o que é um alívio para muitos leitores. A enrolação é enorme e contínua, a identidade foi revelada mais os porquês e o que é o verdadeiro vilão da vez ainda fica atrás da cortina, mas uma das coisas mais inesperadas da revista é o suposto fim de uma personagem. Não sei se Yang está seguindo um roteiro que a DC mandou ou se simplesmente está escrevendo a esmo, mas em sua época de Avatar, ele já se mostrou bem melhor roteirista.

Superman/Mulher-Maravilha #23 por Peter J. Tomasi, David Mahnke, Jaime Mendoza & outros e Will Quintana.
Cuba: Como é maravilhoso ler uma Mulher Maravilha tão fodamente escrita, bruta, poderosa, no limiar do descontrole, J. Tomasi a faz numa maestria impar. A forma como a dupla é reforçada pelo Parasita, não como vilão, mas como o terceiro membro disfuncional da equipe. Enquanto Savage está por trás de tudo, ainda temos um gostinho da Liga da Injustiça, com vários vilões reunidos em uma base logo abaixo de um pântano. Que edição sensacional.

The Flash #46 por Robert Venditti & Van Jensen, Bret Booth, Norm Rapmund e Andrew Dalhouse.
Cuba: Não da pra criticar apenas a arte tosca de Booth, o roteiro de Venditti e Jensen também está longe de chegar a ser medíocre. O prolongamento desse arco onde Thawne é o vilão principal já deu o que tinha que dar, um novo super grupo traído por seu líder, que se une pra ajudar a derrota-lo mas, claro, é um velocista, ele foge pra longe. Tudo isso envolvendo o passado de Barry e da família Allen.

We Are... Robin #6 por Lee Bermejo, Jorge Corona e Cris Peter.
Cuba: O início da Robin War é porque eles finalmente foram revelados ao mundo? Ficou meio estranho isso, mas é melhor esperar a edição inicial da saga. O duelo entre os Robins e um Coruja também revela um pouco do enredo, mostrando que a divisão da Guerra pode ocorrer por diferença de ideais entre os jovens vigilantes. Um pouco fora da qualidade das anteriores, a revista ainda se mantém num bom patamar.

Mulher Maravilha #46 por Meredith Finch, David Finch, Scott Hanna e Brad Anderson.
Cuba: Propaganda Estado-Unidense. Isso foi a edição desse mês de Mulher Maravilha, nada mais. É inevitável comparar a queda absurda de qualidade que a revista sofreu com a entrada dos Finch. Com a conclusão da história de Donna, Meredith conseguiu pisar em tudo o que foi construído na run de Azzarello e Chiang.

Análises feitas por:
Alex Jacket, redator da Coluna O Limite; e
Rodrigo Castello, o Cuba, redator da Primeira Edição.

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