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#DCYou Dezembro - Segunda Semana - Análise Completa

Com a estréia das Tartarugas Ninja no DCYou, a segunda semana do mês começa bem. Algumas revistas chegam ao fim de seus arcos, se preparando para a próxima aventura, Constantine reencontra um velho amigo, Selina volta aos roubos e muito mais na Segunda Semana de Dezembro, com análise completa aqui no Crise.


Batman/Superman #27 por Greg Pak, Cliff Richards & Jack Herbert e Beth Soleto & Wil Quintana.
Cuba: Ainda longe do tempo onde Batman ainda vivia e Super ainda tinha poderes, pelo menos temos um belo team upcom os heróis selecionados, mas o grande destaque fica para as cenas de flashback. Pak conseguiu fechar um arco não tão bom, mas conseguiu costurar uma parte bem importante da amizade entre os dois heróis.

Batman e Robin Eternal #10 por James Tynion IV & Scott Snyder, Jackson Lanzing & Collin Kelly, Roge Antonio & Geraldo Borges e Allen Passalaqua.
Cuba: Azrael está ganhando uma nova origem, relacionada a história principal dessa nova Eternal, que mantém o clima de segredo e segura as informações, assim como todo lançamento semanal que a DC já fez até hoje. Deixando algumas coisas bem em aberto, a divisão de duplas traz uma boa narrativa sequencial. Nem perto de seu fim, a revista ainda tem muito o que mostrar.

Batman #47 por Scott Snyder, Greg Capullo, Danny Miki e Fco Plascencia.
Alex: É impressionante como Snyder consegue prender o leitor em um capítulo que brinca com tudo o que está acontecendo. Aquela falsa sensação de vitória é logo tirada de nós com a triste e fria realidade de Jim Gordon: ele não nasceu para essa vida. Do outro lado do espectro está um Bruce cada vez mais sóbrio e com latentes memórias sobre um passado que ninguém quer que ele lembre. Por mais que a arte sem muita dimensão de Capullo torne algumas cenas esquisitas; o roteiro de ponta e umas reviravoltas de roteiro impecáveis tornam Batman 47 um dos melhores clímax que eu já li em alguma história do homem morcego.

Cuba; Enquanto Capullo aperfeiçoa seu traço a cada edição, Snyder tece uma trama que não para de se conectar, a cada edição temos pontas se conectando, de tudo o que ele escreveu antes. Os pais de Duke, a memória de Bruce e, depois de 7 edições, uma outra personagem que deixou de aparecer junto do morcego. O jeito como Gordon é explorado como um Batman problemático continua excelente, humanizando sempre que possível a personagem.

Batman/Tartarugas-Ninja #1 por James Tynion IV, Freddie E. Williams II e Jeremy Cowell.
Cuba: Começando uma minissérie em 6 edições, o crossover entre os ícones da DC e da IDW, os heróis dessas realidades alternativas se encontram pela primeira vez nas ruas de Gotham. Enquanto Michelangelo, Donatelo, Rafael e Leonardo tiram uma com Gotham, o Morcego vai atrás do Foot Clan. Eles provavelmente se juntarão para resolver os crimes que ambos ninjas e malucos mascarados de Gotham vão cometer, vai ser uma revista bem maneira de se acompanhar!

Mulher Gato #47 por Frank Tieri, Inaka Miranda e Eva de la Cruz.
Cuba: Com mudança de equipe criativa, a Selina volta ao seu tempo de ladra mascarada e, bem, de volta ao clássico. Roubando jóias de criminosos, usando gadgets, desviando de balas e riscando faces e perdendo amigos. Uma volta triunfal da maior gatuna gothamita, Tieri conseguiu reunir todas as características que acompanham a personagem e o desenho de Miranda traz toda a brilhante cena da moda a qual Selina está sempre antenada.

Constantine: The Hellblazer #7 por Ming Doyle & James Tynion IV, Riley Rossmo, Brian Level e Ivan Plascencia.
Cuba: Começando com o clichê do filme de terror, o casal transando morre logo de cara! Essa nova edição marca o retorno do Monstro do Pântano na nova revista de John, revivendo uma dupla que começou nas páginas escritas por Moore. A história é simples, mas se liga com o panorama geral sendo construído desde a primeira edição, onde John persegue um 'mal maior'. É bom ver mais personagens místicas da DC e, ao que parece, isso ainda vai aumentar.

Grayson #15 por Tom King & Tim Selley, Mikel Janín e Jeromy Cox.
Cuba: A segunda parte de Robin War. Os originais se juntam para treinar os novos Robins, cada um de seu jeito bem particular. Investigação, confiança, sofrimento e família. King e Selley colocam um conceito novo, um lado protetor, mostrando que lados ainda vão ser escolhidos. Como continuação, a revista vai melhorando e a saga está para mostrar seu segredo.

Gotham Academy #13 por Brenden Fletcher, Adam Archer, Sandra Hope e Serge Lapointe.
Cuba: A edição é um tie-in de Robin War. Com uma arte bem difernete, Adam Archer mantém os toques humorísticos na ilustração, mas foge muito do clima web comic que Academy tinha antes. Uma versão de Scooby-Doo, a história apresentou algumas coisas de RW e ficou por isso mesmo, os segredos do que acontece ainda continuam.

Detetive Comics #47 por Ray Fawkes, Steve Pugh e Chris Sotomayor.
Cuba: A terceira parte de Robin War. Enquanto os passarinhos estão presos em uma nova prisão chamada Gaiola, a dupla dinâmica se forma com Bat-Gordon e Agente-47, juntos para, finalmente, ir atrás do mistério que causou toda essa represália contra as crianças de Gotham. Fawkes começa a dar um rumo mais concreto para a saga, revelando os Corujas e dando mais ação para a história, enquanto Pugh mostra um traço bastante anatômico e, como todo Robin, cheio de movimentação.

Capuz Vermelho e Arsenal #7 por Scott Lobdell, Javier Fernandez e Blond.
Cuba: A edição é um tie-in de Robin War. Diálogos desnecessários virou a marca registrada da revista, Lobdell consegue colocar mais balões nos quadros do que um dia de festa infantil. O retcon de Tim Drake sempre ter sido o Robin Vermelho é, mais uma vez, lançado para o leitor, com histórias que várias revistas já contaram. Sem acrescentar muito para o evento, a revista traz um início de amizade entre a Filha do Coringa e Arsenal, abrindo para uma nova saga.

Terra 2: Sociedade #7 por Daniel H. Wilson, Jorge Gimenez & Allison Borges e Alejandro Sanchez e Blond.
Cuba: Demorou 7 edições mas aconteceu, a Sociedade da Justiça voltou a se formar e os heróis da Terra-2 agora tem pessoas que os amam. Depois da confusão toda onde Olsen virou um 'deus' e o Lanterna é a personificação do coração do planeta, esse arco inicial chegou ao fim e, esperamos, que algo concreto saia disso, aventuras no molde da antiga Sociedade, lidando com inimigos um pouco mais Era de Ouro.

Arqueiro Verde #47 por Benjamin Percy, Fabrizio Fiorentino & Federico Dallochio e Gabe Eltaeb.
Cuba: O Arqueiro sempre funcionou melhor acompanhado, Lanterna Verde, Canário Negro, agora é a vez de Tarantula e de George, o lobo atroz, quase um Stark não? Percy finaliza a história mexicana com chave de ouro, lembrando dos tempos de Sorrentino na revista.

Liga da Justiça: Darkseid War - Lex Luthor #1 por Francis Manapul, Bong Dazo e Hi-fi.
Cuba: Uma história interior entre Luthor e seu passado, Manapul esclarece como o empresário cresceu, como ele começou a controlar sua vida nos mínimos detalhes e virou o self made man que a sociedade estado-unidense tanto ama, tudo isso em contraponto ao controle do poder de Darkseid. Uma história simples, mas que diz muito sobre a personagem.

Esquadrão Suicida #15 por Sean Ryan, Philippe Briones e Blong.
Cuba: Sean Ryan consegue, de novo, montar uma crítica ao modelo que o planeta está seguindo, pegando política e empresas na mesma leva, tudo isso com o clima do Esquadrão no meio, colocando até mesmo Arlequina e Bumerangue em perspectiva. Briones faz uma arte simples, limpa, dando uma cara diferente pra sujeira que geralmente abita a revista.

Estelar #7 por Amanda Conner & Jimmy Palmiotti, Emanuela Lupacchino & vários artistas e Hi-fi.
Cuba: Fofa, essa é a definição, tanto da personagem, quanto da revista. Conner e Palmiotti conseguem ser excelentes ao escrever Kori, colocando toda a inocência e tudo o que George Perez criou com os Titãs, em uma nova roupagem. É impressionante a qualidade do reencontro de Estelar e Dick, talvez um presente aos fãs, e também, uma bela história.

Telos #3 por Jeff King, Stephen Segovia & Igor Vitorino e vários artistas.
Cuba: Nada e mais um pouco. Telos é fechada em si mesma, além de começar e terminar na mesma situação, com resolução alguma no decorrer da leitura, King escreve como se já soubesse que o título seria cancelado. Segovia e Vitorino ficam com todos os créditos, a arte salva pouco da revista. Telos continua sua procura pela família.

Análise completa escrita por:
Alex Jacket, escritor da coluna O Limite.
Rodrigo Castello, o Cuba, escritor da coluna Primeira Edição.

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