terça-feira, 19 de janeiro de 2016

#DCYou Dezembro - Primeira Semana - Análise Completa

Trazendo o final de All-Star Seção Oito, a Primeira Semana de Dezembro traz diversas novas sagas nas revistas do #DCYou, com Batman do Futuro mostrando a nova ambientação de Gotham City, Prez chegando ao término de sua primeira parte de publicação e muito mais. Confira essa análise completíssima aqui no Crise!



Action Comics #47 por Greg Pak & Aaron Kuder, Georges Jeanty, Karl Story & vários artístas e Tomeu Morey & Pete Pantazis.
Cuba: Pak enumera os erros do Superman para com Metropolis e revela o real motivo do ódio da vilã contra o Escoteiro, fazendo passar por provações, colocando ele em contato quase que com seu próprio interior, se vendo de maneiras diferentes e, querendo ou não, Pak faz a personagem crescer. Não, não sabemos o que pode sair disso, mas fica claro que é um passo pro Superman. E assim sem mais se esticar, o arco das sombras acaba.

Alex: Retornando diretamente de onde paramos; o Super continua a sua luta contra a raiva; mas será que dá melhor forma possível? Com a descoberta de quem é a verdadeira vilã; a metáfora para o "raiva e violência gera raiva e violência" fecha o ciclo e mostra a realidade proposta por action comics mascarada em crítica.

All-Star Seção Oito #6 por Garth Enis, John McCrea e John Kalisz. 
Cuba:Quem melhor que o Superman pra ser o convidado de honra no encerramento da minissérie? E ela é claramente diferente de tudo o que você estava pensando. Sabe a calhordice das edições anteriores? Enis nos leva por uma visita a Fortaleza da Solidão, numa conversa profunda entre Sixpack e Super, analisando o verdadeiro significado do mundo e se tudo isso que vemos realmente existe ou não. De um modo igualmente impar, Enis termina tudo o que começou há 6 meses, acertando todas as pontas, fechando todo o enredo de um jeito que o leitor consegue sentir o calor da personagem naquela última página.

Batman & Robin Eternal #9 por James Tynion IV & Scott Snyder, Jackson Lanzing & Collin Kelly, Roge Antonio e Allen Passalaqua.
Cuba: A interação entre Jason e Tim é sensacional, até Repelente de Tubarão entra na conversa dos dois. Fugindo um pouco da linha central, a team-up com Bane e enfim o clima Eternal cai sobre a revista, trazendo cada vez mais personagens do Bat-Panteão para as páginas. Tynion e Snyder conseguem colocar mais uma linha na história da Mãe, para abraçar tudo o que o Batman significa.


Batman do Futuro #7 por Dan Jurgens, Stephen Thompson e Marcelo Maiolo.
Cuba: O fim do Irmão Olho já marcou uma nova direção para a revista, Jurgens reconstruirá o mundo do futuro, já estabelecendo suas personagens principais e um possível novo plot, mostrando que o Batman voltou para proteger Neo-Gotham dos estranhos e coloridos crimes do futuro. Finalmente concluindo o que veio desde Fim dos Futuros, a liberdade para esse novo mundo é gigantesca, levando em consideração toda a bagagem que a série animada criou, Jurgens terá um panorama incrível a ser explorado pela frente.

Ciborgue #5 por David F. Walker, Ivan Reis, Daniel HDR & Felipe Watanabe e vários artistas.
Cuba: Se tava faltando alguma informação nas revistas anteriores, essa pode ser considerada uma enciclopédia do que aconteceu até agora e os porquês de tudo. Formas tecnológicas limpando os ‘sacos de carne’ para deixar o mundo na perfeição? O próprio Ciborgue (ou seria Walker?) assume que isso está em todo e qualquer filme de robôs malignos, o clichê é jogado na cara para, talvez, amenizar o fato de estar acontecendo? O humor de Ciborgue vem em grande dose e a própria revista critica isso, é estranho ver um roteirista fazer uma coisa e ficar sempre apontando para ela.

Gotham Academy #12 por Becky Cloonam & Brendan Fletcher e Karl Kerschi.
Cuba: Pareceu meio corrido, pra concluir o mistério de Calamidade antes da Robin War começar. Mas o charme da revista continua, claro que a resposta foi suficiente pra deixar o roteiro em aberto, caso Cloonam e Fletcher escolham voltar ao tema, o que parece bem provável. O que mais agraciou a leitura foi o clima de aventura infantil, lembrando os filmes de Sessão da Tarde com crianças detetives, o que Gotham Academy passa muito bem, mas se sobressaiu nessa edição.

Gotham à Meia Noite #11 por Ray Fawkes e Juan Ferreyra.
Cuba: Horror Lovecraftiano? Pode contar que sim! E uma bela ascensão zumbi, diga-se de passagem, com direito a participação do Bat-Gordon. A primeira edição, em tempos, que consegue me envolver no enredo, Fawkes conseguiu superar o marasmo que se arremessou e agora, ainda mais pelas páginas finais, tem o caminho livre pra deixar sua marca na história do Espectro da Vingança e de Jim Corrigan.

Lanterna Verde #47 por Robert Venditti, Martin Coccolo, Billy Tan, Mark Irwin e Tony Aviña.
Cuba: Hal retorna a Terra e isso não é o único retorno que temos nessa edição que, sem dar spoilers, vai deixar todos de queixo caído! Mudando um pouco o visual, Hal visita sua família, que é recorrente na história, ainda mais quando tem algo grande pra acontecer. Depois das aventuras galácticas, Venditti volta a escrever Coast City e seus grandiosos desastres, já estabelecendo um grande evento para começar a nova saga.

A Pequena Lista Negra da Arlequina #1 por Jimmy Palmiotti & Amanda Conner, John Timms, Dave Johnson, Paul Mounts e Hi-fi.
Cuba: Apresentado como uma série de crossovers entre Arlequina e as personagens do Universo DC, essa primeira edição tem seus holofotes apontados para a Mulher Maravilha e claro, a palhacinha tentando roubar o lugar de sua, sim acreditem, maior ídolo no mundo! Cheio de calhordice e introduzindo a Liga da Justiça Londrina, Palmiotti e Conner se superaram e entregaram um humor melhor do que costumam fazer na revista solo da Arlequina. Uma ótima leitura de banheiro.

Lobo #13 por Cullen Bunn & Frank Barbiere, Robson Rocha & Ethan Van Sciver, Jonathan Glapion e Blond.
Cuba: Acho sensacional essa onda de capas onde o Lobo é parecidíssimo com o Sid Vicious. Que nem um louco atrás de seu passado, a luta contra Hal Jordan e todo o desequilíbrio que a droga em seu sistema está desencadeando, acredito que esse ‘novo’ Lobo pode chegar ao fim em pouco tempo, pois ele começa a parecer, principalmente nesta edição, cada vez mais com o antigo Lobo, calhorda, canastrão e chutador de balde. Depois de perder a mão em Aquaman, Bunn pode ter acertado com o Maioral e, de quebra, ainda temos Van Sciver desenhando Lanterna Verde mais uma vez.

Meia Noite #7 por Steve Orlando, Aco & Hugo Petrus e Romulo Fajardo Jr.
Cuba: Última vez que eu li uma coisa tão bacana com o Prometheus, foi aquela saga com o Arqueiro Verde, que ele pira, a filha do Arsenal morre, Oliver mata o Prometheus e desencadeia uma coisa completamente louca. Acho que essa luta resumiu bem a loucura da personagem, que foi remontada para o DCYou e, no que eu entendo sobre essa loucura, coloca-lo contra o Meia-Noite foi quase que o embate perfeito. Orlando vem montando uma história sensacional, usando todas as características da personagem que vem lá de Stormwatch, ainda me surpreendo com a composição dos quadros que Aco e Petrus entregam a cada edição.

Prez #6 por Mark Russel, Bem Caldwell, Mark Morales e Jeremy Lawson.
Cuba: Prez mandou ver a cada edição, revitalizando e atualizando a antiga revista para os novos tempos. Nunca pensei que leria a história de uma robô transgênero na minha vida, mas Mark Russel conseguiu trazer isso ao mundo e espero que tenha sido tão divertido para ele quanto foi pra mim. A revista chegou ao fim de sua primeira parte, com fechamendo em 12 edições, a metade de Prez já mostra sua qualidade e, esperamos, que ela continue mesmo depois desse 1 ano de publicação que está para chegar. O embate entra as corporações malignas e um governo que se importa com as pessoas acima de tudo é realmente uma coisa linda de se ler.

Jovens Titãs #14 por Scott Lobdell & Will Pfeifer, Noel Rodriguez, Art Thibert, Scott McDaniel e Tony Aviña.
Cuba:  O que aconteceu com esse traço? Anatomia mandou um abraço apertado e prolongado. E não são só os traços, todo o trabalho de paginação e movimento parece deixar o leitor zonzo, perdido nos acontecimentos que são jogados um atrás do outro. Cenário, o que é cenário a não ser degrade no fundo da ação? Tudo é bem abaixo da média nessa edição, uma história esbarrando no fill in e um desenho medonho. A única novidade é a inserção da personagem saída de Doomed, já integrando as fileiras dos Titãs.

Robin War #1 por Tom King e diversos artistas.
Cuba: É surreal ver crianças apanhando da polícia, seja na TV seja nos quadrinhos, a realidade se mescla, principalmente com certos acontecimentos pelo Brasil. Com esse início, a revista mostra o que vai ocasionar a Guerra Robin, a polícia agindo que nem louco atrás de qualquer jovem com item vermelho, o povo criando um pensamento coletivo rechaçando o vigilantismo (de novo) e as Corujas, aparentemente, comandando tudo por trás dos panos.
Esperava mais para uma primeira edição, mas King faz um trabalho na média ao trazer todos os Robins originais para Gotham e reuni-los, enquanto os Robins genéricos se alastram e sofrem com a polícia, tudo parece que vai se conectar em algum momento, só esperamos pra ver quem vai enfrentar quem.

Análise completa escrita por:
Alex Jacket, escritor da coluna O Limite.
Rodrigo Castello, o Cuba, escritor da coluna Primeira Edição.

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