segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Dark Knight III - The Master Race #1 - Análise

Frank Miller está de volta, na continuação de sua maior obra: O Cavaleiro das Trevas. Em uma das histórias que mais marcaram a indústria dos quadrinhos e o homem morcego; Dark Knight III: The Master Race promete continuar o legado deixado, com uma nova história e novas propostas. Confira, aqui no Crise, a resenha do primeiro capítulo da mini-série em oito partes.

Talvez a revista que mais modificou o Batman e sua mitologia; o retorno do Cavaleiro das Trevas retorna com uma equipe de peso e uma promessa difícil: continuar uma história há anos finalizada. Com mais de 45 capas variantes; a DC Comics apostou no sucesso do nome de Miller e do Cavaleiro das Trevas; trazendo uma revista que é, no mínimo, ousada. Vamos, então, para aonde interessa


Dark Knight III: The Master Race #1 por Frank Miller & Brian Azzarello, Andy Kubert e Klaus Janson.
Alex: Um bom tempo passou desde que líamos o duvidoso Cavaleiro das Trevas II; e parece que a revista também marcou essa mudança de tempo. Parece que anos se passaram. Em uma cidade que, finalmente, Ellen Yindel conseguiu se firmar como comissária; não conseguimos descobrir muito do que está acontecendo ou do que vai acontecer; mas descobrimos que o Batman voltou.

O capítulo acerta em cheio em nos reapresentar a figura do Homem Morcego; nos lembrando que o Batman é, para a maior parte das pessoas, uma imagem e um símbolo; e não importa quem está de baixo do capuz. Para outros personagens, porém, importa. Será que o que Carrie fez, ao se vestir de Batman, foi uma mensagem para Yindel ou uma tentativa de renascer a lenda?

A arte de Andy Kubert é excepcional e tenta, a cada quadro, homenagear o que foi feito por Miller no passado; só que de forma mais polida e atualizada. Os roteiros de Miller e Azzarello são impressionantemente sólidos e focados no morcegão; mas não deixam de lado a Mulher Maravilha, Lara e (um pouquinho) do Super. A revista é boa e eficiente, acerta na nostalgia e apresenta algo novo. A coisa é esperar que continue melhorando.

Cuba: Acabei de sair da leitura dos TDK anteriores e posso dizer que não acho o II lá tão ruim, mas vamos ao que interessa. Logo de início temos a linguagem que Miller já deixou marcada na revista em seus 30 anos de publicação, a mídia retratando o ocorrido.

Tudo é uma volta. Que primeira edição fantástica, cacete! Todos os ícones das prévias estão ai, é um êxtase ver tudo isso nos traços de Kubert, as maiores personagens que fizeram parte, seja Diana, Lara, Yindel e Carrie, essa primeira edição foi, com certeza, das Mulheres. Passando como um furação e trazendo todos os detalhes e minúcias da obra de Miller, Azarello conseguiu ajudar o lendário ancião a construir uma nova trama que te agarra e não solta desde as primeiras páginas.

Além do nascimento do novo filho do Superman com a Mulher Maravilha, Dark Knight III: The Master Race #1 já marca o nascimento de mais um ato desse clássico tão conhecido por nós, fãs de quadrinhos.

Dark Knight Universe apresenta: O Átomo #1 por Frank Miller & Brian Azzarello, Klaus Janson e Alex Sinclair.
Alex: Por mais que eu não goste de Miller como artista de capa; aqui, em O Átomo #1, ele consegue fazer uma arte interna muito bonita e divertida; que dá uma sensação de movimento muito boa e ideal para o herói. O Átomo do universo do Cavaleiro das Trevas é, como sabemos, diferente; e esse capítulo especial reapresenta o personagem para os leitores.

O capítulo é concomitante aos acontecimentos de DK3#1; como se fosse uma reação aos acontecimentos da revista, o que faz a leitura ser muito agradável e curiosa. Lara leva à Palmer a cidade de Kandor - uma das kryptonianas. Seria está a "master race"? O Átomo é um capítulo extra interessante, que tem uma importância própria e mostra outras facetas não "batman-cêntricas" deste universo.

Cuba: A nova arte de Miller mistura muito de sua carreira. Essa continuação da história e apresentação de vida do Átomo traz a economia de traços e cenários e a ideia extremamente sucinta de composição que o artista possui. Sinclair conseguiu trazer a mesma antiga colorização da primeira saga.

O enredo fica a cargo de Kandor e Palmer, uma coisa que já devia ter sido usada há tempos, mas apenas agora será explorada no mundo do Cavaleiro das Trevas. Mesmo não fazendo parte do evento principal inicialmente - quem sabe nas futuras edições? - a interação das três personagens, Palmer, Lara e Kandor, se mostra uma história simples, mas que tem muita promessa.

Análises feitas por:
Alex Jacket, redator da Coluna O Limite; e
Rodrigo Castello, o Cuba, redator da Primeira Edição.

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