Avançar para o conteúdo principal

Dark Knight III - The Master Race #1 - Análise

Frank Miller está de volta, na continuação de sua maior obra: O Cavaleiro das Trevas. Em uma das histórias que mais marcaram a indústria dos quadrinhos e o homem morcego; Dark Knight III: The Master Race promete continuar o legado deixado, com uma nova história e novas propostas. Confira, aqui no Crise, a resenha do primeiro capítulo da mini-série em oito partes.

Talvez a revista que mais modificou o Batman e sua mitologia; o retorno do Cavaleiro das Trevas retorna com uma equipe de peso e uma promessa difícil: continuar uma história há anos finalizada. Com mais de 45 capas variantes; a DC Comics apostou no sucesso do nome de Miller e do Cavaleiro das Trevas; trazendo uma revista que é, no mínimo, ousada. Vamos, então, para aonde interessa


Dark Knight III: The Master Race #1 por Frank Miller & Brian Azzarello, Andy Kubert e Klaus Janson.
Alex: Um bom tempo passou desde que líamos o duvidoso Cavaleiro das Trevas II; e parece que a revista também marcou essa mudança de tempo. Parece que anos se passaram. Em uma cidade que, finalmente, Ellen Yindel conseguiu se firmar como comissária; não conseguimos descobrir muito do que está acontecendo ou do que vai acontecer; mas descobrimos que o Batman voltou.

O capítulo acerta em cheio em nos reapresentar a figura do Homem Morcego; nos lembrando que o Batman é, para a maior parte das pessoas, uma imagem e um símbolo; e não importa quem está de baixo do capuz. Para outros personagens, porém, importa. Será que o que Carrie fez, ao se vestir de Batman, foi uma mensagem para Yindel ou uma tentativa de renascer a lenda?

A arte de Andy Kubert é excepcional e tenta, a cada quadro, homenagear o que foi feito por Miller no passado; só que de forma mais polida e atualizada. Os roteiros de Miller e Azzarello são impressionantemente sólidos e focados no morcegão; mas não deixam de lado a Mulher Maravilha, Lara e (um pouquinho) do Super. A revista é boa e eficiente, acerta na nostalgia e apresenta algo novo. A coisa é esperar que continue melhorando.

Cuba: Acabei de sair da leitura dos TDK anteriores e posso dizer que não acho o II lá tão ruim, mas vamos ao que interessa. Logo de início temos a linguagem que Miller já deixou marcada na revista em seus 30 anos de publicação, a mídia retratando o ocorrido.

Tudo é uma volta. Que primeira edição fantástica, cacete! Todos os ícones das prévias estão ai, é um êxtase ver tudo isso nos traços de Kubert, as maiores personagens que fizeram parte, seja Diana, Lara, Yindel e Carrie, essa primeira edição foi, com certeza, das Mulheres. Passando como um furação e trazendo todos os detalhes e minúcias da obra de Miller, Azarello conseguiu ajudar o lendário ancião a construir uma nova trama que te agarra e não solta desde as primeiras páginas.

Além do nascimento do novo filho do Superman com a Mulher Maravilha, Dark Knight III: The Master Race #1 já marca o nascimento de mais um ato desse clássico tão conhecido por nós, fãs de quadrinhos.

Dark Knight Universe apresenta: O Átomo #1 por Frank Miller & Brian Azzarello, Klaus Janson e Alex Sinclair.
Alex: Por mais que eu não goste de Miller como artista de capa; aqui, em O Átomo #1, ele consegue fazer uma arte interna muito bonita e divertida; que dá uma sensação de movimento muito boa e ideal para o herói. O Átomo do universo do Cavaleiro das Trevas é, como sabemos, diferente; e esse capítulo especial reapresenta o personagem para os leitores.

O capítulo é concomitante aos acontecimentos de DK3#1; como se fosse uma reação aos acontecimentos da revista, o que faz a leitura ser muito agradável e curiosa. Lara leva à Palmer a cidade de Kandor - uma das kryptonianas. Seria está a "master race"? O Átomo é um capítulo extra interessante, que tem uma importância própria e mostra outras facetas não "batman-cêntricas" deste universo.

Cuba: A nova arte de Miller mistura muito de sua carreira. Essa continuação da história e apresentação de vida do Átomo traz a economia de traços e cenários e a ideia extremamente sucinta de composição que o artista possui. Sinclair conseguiu trazer a mesma antiga colorização da primeira saga.

O enredo fica a cargo de Kandor e Palmer, uma coisa que já devia ter sido usada há tempos, mas apenas agora será explorada no mundo do Cavaleiro das Trevas. Mesmo não fazendo parte do evento principal inicialmente - quem sabe nas futuras edições? - a interação das três personagens, Palmer, Lara e Kandor, se mostra uma história simples, mas que tem muita promessa.

Análises feitas por:
Alex Jacket, redator da Coluna O Limite; e
Rodrigo Castello, o Cuba, redator da Primeira Edição.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

ESPECIAL: Constantine - Ordem de leitura!

Com tanta série vindo por aí, querer conhecer um pouco mais do que está chegando pode parecer uma boa ideia. Saiba o que ler para ter um conhecimento sobre o  mago inglês mais famoso da DC Comics e estar preparado para o que pode vir a ter na série.

Invasão - Por onde começar a ler X-Men

O grupo mutante X-Men é um dos maiores títulos da Marvel e sempre compete pela liderança de maior número de edições vendidas da editora e isso é um reflexo da qualidade de seus personagens e histórias.

Supergirl, Lanterna Vermelha

Não é de hoje que a Supergirl tem alguns problemas em controlar sua raiva e alguns sentimentos mais fortes e, de acordo com o novo escritor de Supergirl, Tony Bedard diz que Kara vai evoluir de uma adolescente cheia de raiva para uma adulta, defensora da Terra. Mas primeiro, ela tem que se livrar dessa fúria da juventude! Cuidado com os spoilers: