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Vertigo Novembro - Terceira Semana - Análise Completa

Com mais uma estréia em mãos, a Terceira Semana de publicações da Vertigo Comics traz a primeira edição de Red Thorn, um mistério irlandês digno de, bom, não sei, algum detetive paranormal muito doido? Na outra edição, temos a volta da Clean Room de Gail Simone. Veja o que achamos dessa nova semana com essa análise completa!

Red Thorn #1 por David Baillie, Meghan Netrick e Steve Oliff.
Cuba: A capa me enganou muito, quando comecei a ler, esperava uma história de vampiros meio melada, ou algo parecido com Eu, Vampiro, dos Novos 52. Bom, muito pelo contrário, aparentemente, Red Thorn se trata de uma garota a procura de respostas, que tem um poder meio peculiar, ela desenha coisas que se tornam realidade, seja uma amiga diferentona (que acaba por assassinar o diretor da escola), ou simplesmente o guardinha da faculdade em um sono profundo. Ambientada na Irlanda e ao som de Nirvana, a história da um chute inicial muito bom, o roteiro de David Baillie consegue te capturar logo nas primeiras páginas, sem ficar atrás, a arte de Meghan Netrick dispensa elogios. Com uma abordagem simples, ela retrata uma Irlanda bela e personagens caricatos, complementados com as cores de Steve Oliff.

Alex: O desenho é belíssimo e diferente, junto com cores vivas e coloridas; que fazem Red Thorn ser uma das revistas mais bonitas em publicação da Vertigo. É bem animador e divertido como a revista passa uma imagem de ser algo, mas na real é outra coisa, completamente diferente e inesperado. Tudo segue de forma sólida e explicativa, sem problemas nem confusões, fazendo Red Thorn ser uma leitura das mais agradáveis, aliadas com um roteiro diferente e que pode trazer muitas histórias boas. Ótima edição.

Clean Room #2 por Gail Simone e Jon Davis-Hunt.
Cuba: A Gail Simone realmente se superou dessa vez, essa revista é diferente de muita coisa que ela já fez, seja no trabalho em Batgirl ou no fiasco de Secret Six, Clean Room deixa um gosto estranho na boa quando a leitura acaba. Sim, é um mistério diferente, uma coisa mais de cerne psicológico mas, aparentemente, minha cabeça não foi feita pra entender, pelo menos não em apenas duas edições. Posso apontar uma melhora no enredo, que sim prende, mas de um jeito que não consegui identificar de maneira alguma.

Alex: A revista melhorou? Sim. A revista é ruim? Não. Mas é exagero dizer que ela é de simples leitura. É uma edição confusa, cheia de texto, cheia de papo, com desenvolvimento dúbio e de difícil absorção - tive que ler mais de uma vez; mas não sei dizer se é porque a revista tem muito conteúdo ou porque ela é executada de forma à deixar essa situação proposital. De qualquer forma, a arte bonita e o mistério psicológico são motivos suficientes para ler a revista; mesmo com a constante sensação de estranheza do capítulo. 

Análise escrita por Rodrigo Castello, o Cuba, redator da coluna Primeira Edição.
E também por Alex Jacket; o redator da coluna O Limite

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