terça-feira, 10 de novembro de 2015

Gotham S02E04 'Strike Force' - Análise

Um novo comissário, Pinguim ameaçado e apresentando mais personagens clássicos dos quadrinhos, totalmente fora de seus papéis, 'Strike Force' muda totalmente o papel da polícia de Gotham e deixa Gordon com um sorrisinho na cara. Confira o que achamos do episódio:

Logo de cara mostrando que o novo chefão do submundo de Gotham é o Pinguim, mas que também está suscetível aos desejos do novo vilão-mor, Theo Galavan, o mafioso em ascenção precisa se dobrar pra não ter sua querida mãe depenada.

Mas o foco do episódio é no novo comissário, Nathaniel Barnes é interpretado por Michael Chiklis, o Coisa do primeiro Quarteto Fantástico da Fox, aquele que o Galactus é uma nuvem cósmica do mal. A nova personagem ganha uma vida e quer revolucionar o GCPD. Não é necessário dizer que os olhos do Gordon até brilham, né? Apesar da grande atuação, essa adição parece apenas mais uma encheção de linguiça pra prolongar a série, dando maiores motivos para Jim ainda não subir nos cargos, mesmo com toda a sujeira que estão empurrado pra conta dele.


O verdadeiro motivo de Galavan não é vingança pela falta de reconhecimento de sua família, e sim, o mesmo motivo que todo vilão sem super-poder tem (pelo menos os dos filmes do Superman, lembram?) o grandioso Mercado Imobiliário! Ele quer "destruir para reconstruir". Também nas custas do vilão da temporada, está a introdução de um conhecido interesse amoroso de Bruce Wayne nos quadrinhos, a femme fatale Silver St. Claude, na série retratada como uma garota rica que quer a amizade do menino Bruce.

"Como podemos fazer um seriado do Batman sem o Morcego?" essa deve ser a pergunta principal do brainstorm da reunião dos roteiristas da Fox, quando decidem colocar todo mundo relacionado ao Morcego, com 15 anos de idade e uma referência mais forte pra outros que, nos quadrinhos, já são mais velhos que o herói.


Uma cena desnecessária foi o tapa que Alfred dá em Selina. Ninguém consegue ver o problema de um homem enfiar a mão na cara de uma criança? Qual é o problema de quem escreveu essa cena, não da pra entender.

Por outro lado, e diria até que interessante, pudemos ver uma revelação de Nygma, se revelando para Kringle e mostrando que tem um lado louco sim, aceitando sua segunda faceta. O que puxou bastante nessa hora foi a luz verde que incidia diretamente durante toda a aparição das personagens na tela, só faltou um ponto de interrogação enorme em algum lugar.


Nota 6,0. Tentano chegar em algum lugar, mas não conseguindo, Gotham continua com sua mediocridade toda segunda-feira, trazendo mais personagens que não existem para fazer papéis que enchem o episódio de mais minutos dispensáveis.

Análise escrita por Rodrigo Castello, o Cuba da Primeira Edição.

0 crises:

Enviar um comentário