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#DCYou Outubro - Quarta Semana - Análise Completa

Entrando na estreia das tie ins de Darkseid War, a quarta semana de Outubro traz o Batman na cadeira de Mobius, uma viagem ao limbo em All-Star Section 8, a presidenta mais jovem do mundo em Prez, a nova run de Superman sem Romita Jr. e muito mais! Confira tudo isso em mais uma análise completa aqui no Crise:


All Star Section 8 #5 por Garth Enis, John McCrea e John Kalisz
Cuba: Os pesos pesados já tiveram a chance na Seção 8, mas nessa edição quem quer entrar pro time é o panteão mágico da DC Comics, sendo apresentado por uma dupla inesperadíssima de rappers, o Vingador Fantasma e Etrigan! Quebrando totalmente a quarta parede, os dois querem que você compra o paperback dessa aventura maluca de poucos volumes e claro, elogie o trabalho de Enie e McCrea. Apesar da dificuldade de leitura - letreiramento especial para ambos os cantores, a revista vale por sua loucura descarada. O desenrolar dessa edição é de uma qualidade que só Enis consegue dar aos seus trabalhos.


Aquaman #45 por Cullen Bunne e Trevor McCarthy
Alex: A mudança de foco é intensa nessa edição - e de qualidade, também. Encontramos algo MUITO MELHOR aqui do que as edições anteriores da revista. Arthur começa uma nova história envolto em mistérios e segredos, e faz o leitor se questionar o que está acontecendo a cada página que se passa. Com um estilo mais sombrio e mais aventureiro, a revista se renova de forma positiva e divertida, e parece que Cullen Bunn tratará mais da mitologia atlantis; e isso é ótimo. Os traços e as cores prosseguem mais pé no chão e sólidos do que anteriormente visto, mas ainda acho que McCarthy faz um ou outro rosto esquisito.

Batgirl #45 por Cameron Stewart/Brendam Fletcher e Babs Tarr
Alex: Com o retorno de Dick à Gotham; a vida de Barbara ficou um pouco confusa. No meio do casamento de sua melhor amiga, Babs precisa aprender a resolver as coisas de sua vida como vigilante ao mesmo tempo em que se preocupa com sua vida social. A interação de Babs e do Dick é bem emocionante e diz muito sobre os personagens; ao mesmo tempo que a revista segue de maneira progressista em roteiro e incrivelmente bem desenhada e colorida; entregando uma experiência de leitura muito eficiente. Gostei muito da revista! Foi uma pausa na correria da vida da Batgirl para uns assuntos mais importantes - amigos!

Batman & Robin Eterno #4 História por James Tynion IV/Scott Snyder. Roteiro por Steve Orlando e arte por Scott Eaton
Alex: Bem, eu tenho problemas com revistas semanais: a troca de roteirista a cada edição deixa a revista um pouco esquisita e a história enrola demais. Esse capítulo foi praticamente inteiro sobre um conflito na Mansão Wayne. Bem, e só. O final, claro, nos deu um gap para a próxima edição; mas nada muito animador de verdade. A arte de Scott Eaton combinou com o clima de briga e bate-boca e a participação dos garotos e garotas de We Are... Robin! foi bem legal; mas a revista não apresentou nada de novo na história. Claro, por ser uma revista semanal, você deve entender isso e continuar dado chances.


Ciborgue #4 por David F. Walker e Ivan Reis/Felipe Watanabe

Alex: A história da contaminação continua da forma mais tensa possível. A revista guarda parte de seu capítulo para falar sobre um backstory geral dos personagens, e a outra para nos trabalhar à entrada de um clímax na próxima edição. Gosto como David F. Walker desenvolve pouco a ameaça para trabalhar mais nos personagens e criar um clima de mistério; da mesma forma que gosto como Ivan Reis e Watanabe criam uma série de desenhos e painéis que conseguem representar muito bem a realidade do Ciborgue. Edição tensa, sólida e bem divertida que nos preparara para o que está por vir.

Exterminador #11 por Tony S. Daniel/James Bonny e Tyler Kirkman
Alex: Terminada a ótima história anterior do Exterminador; iniciamos aqui algo novo que é mais a cara do anti-herói - uma caçada à sua própria filha, que (aparentemente) está com Amanda Waller. Mindgames e flashbacks à parte; Slade vai precisar passar por praticamente todo o Esquadrão Suicida. A revista diverte muito nas brigas entre o Exterminador e o pessoal do esquadrão; ao mesmo tempo que introduz à um novo antagonista que parece ser mais sombrio do que nunca. A revista é muito bem desenhada e colorida e eu realmente gostei do decorrer dela: acho que Exterminador nunca esteve tão bem quanto agora.

Grayson #13 por Tim Seeley/Tom King e Mikel Janín
Alex: E quando seguem e acompanham a sua vida inteira e você nem sabe? Grayson #13 nos introduz à uma personagem que tem como objetivo de vida acompanhar, bem, o Robin - que agora é um tal de agente 37. A revista - que é incrivelmente bem desenhada por Janín e tem roteiros divertidos e misteriosos - acerta em fazer um capítulo que trabalha mais o histórico de quem pode vir a entrar na revista como vilão; afinal, novidade é sempre bem vinda contanto que bem explicada. Gostei do capítulo da mesma forma que gosto da própria série Grayson: não é a melhor coisa da história, mas é bem divertido.

Liga da Justiça - Darkseid War: Batman #1 por: Peter J Tomasi e Fernando Pasarin
Alex: A revista é, sim, muito boa. Tomasi acerta muito em criar um universo desse Bat-Deus; mas talvez um único capítulo seja muito pouco. O personagem como "onipresente" e "onipotente" oferece muito potencial; e em seu trabalho para deixar Gotham "limpa" do crime é interessante. É fantástico ver como Bruce Wayne está maluco de poder na cadeira; como ele não consegue controlar o que faz somente por causa de seu deturpado senso de justiça e seu sombrio desejo de vingança. O personagem é, e sempre foi, "mimado"; e ter todo o poder do mundo dá mais espaço para ele ser assim. É divertida a edição e acrescenta nessa historia da Liga que é uma das melhores em anos.


Liga da Justiça 3001 por Keith Giffen/J.M DeMatteis e Howard Porter

Alex: A colorida e bem desenhada história maluca de Keit Giffen consegue, neste capítulo, trabalhar múltiplos personagens dando mais espaço e mais sentido para eles dentro deste grupo bizarro da Liga. O problema? Infelizmente, a confusão é muita nessa revista, deixando o leitor perdido de vez em quando. Isso, nem de longe, é motivo para não ler a revista; mas a torna uma das mais cansativas leituras da semana. Com a vida da Guy Gardner virando de cabeça pra baixo; é muito legal ver como, após um grande evento, o grupo todo está desconexo. A revista também traz uma "tirinha" no final, que dá um pouco mais de graça para personagens que não apareceram no capítulo - a Flash e a Mulher Maravilha.

Novo Esquadrão Suicida #13 por Sean Ryan e Phillip Briones
Alex: Cara, que capítulo maneiro! Mudando completamente o foco e iniciando uma história nova; o estilo da revista é relativamente o mesmo: uma leitura rápida de ação-pipoca com um bocado de vilões tentando fazer o que concluíram necessário. A revista mostra como a Arlequina está depois da sua incrível última edição; mostrando como o grupo precisa passar a trabalhar junto. Não é a melhor plot do mundo - muito menos a melhor que o Esquadrão já teve - mas é incrivelmente competente e funciona.


Prez #5 por Mark Russel e Ben Caldwell

Alex: Presidenta Beth decide, finalmente, se desculpar ao redor do mundo por tudo o que o seu país já fez de errado contra outras nações. Do Viatnam ao Japão: o pedido de desculpas é formal - mesmo após ter feito drásticas mudanças em sua estrutura presidencial. Mark Russel aposta em um roteiro que continua acertando na criatividade e crítica aos EUA; de uma forma que torna a revista incrivelmente atual e divertida; junto com a impressionante arte de Ben Caldwell. Gosto de como a revista mostra o trabalho da presidente, mesmo em decisões polêmicas e suas reações, e como todos os lobbies e grandes grupos do capital funcionam; escondendo seus rostos, tentando dominar somente para conseguir manter-se no poder. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência...?


Robin Filho do Batman #5 por Patrick Gleason (roteiro e desenhos)

Alex: Olha só, essa foi inesperada! Encontramos aqui os "irmãos" do Damiam; os outros Filhos do Batman. Com um conceito novo que expande mais a mitologia do novo garoto-prodígio; o capítulo tem um clímax entregue com a aparição de, bem, a verdadeira vilã da história: Talia Al'Ghul; mãe de Damian. Essa briga familiar é muito bem roteirizada por Gelason; de forma que tudo acontece de forma natural e inesperada. Os desenhos também estão espetaculares, combinando muito com as cores e estilos de pintura que combinam com um ar mais misterioso da revista. A primeira parte da revista, o Ano de Sangue, termina com este quinto capítulo; mas a continuação direta já virá mês que vem. Leitura essencial!


Sinestro #16 por Cullen Bunn e Brad Walker/Ethan Van Sciver

Alex: Outra ótima revista da semana. Sinestro #16 mostra como o vilão deve reger seu grupo agora que eles tem poder - graças à omissão da tropa verde. Na procura por aliados ou novos e melhores planos; Sinetro encontra com Adão Negro a ajuda que deseja; mas não imagina o que pode estar por trás disso. Bunn faz uma história simples e coesa; sem muitos twists até a ultima cena, enquanto Brad Walker e Ethan Van Sciver conseguem desenhar muito bem a multiplicidade de personagens em uma única cena. A revista é misteriosa e promete muito nas continuações.

Superman #45 por Gene Luen Yang e Howard Porter
Alex: O único resquício de John Romita Jr. ficou na arte de capa; porque ao abrir o capítulo se percebe duas grandes mudanças: além de desenhos mais bonitos e mais detalhados - principalmente quando o comparamos com o do Romita Jr. - vemos uma história que começa  a se desenvolver de forma mais original, começando a mostrar o que Gene Luen Yang realmente quer com o super. A revista está muito divertida e interessante; aumentando alguns dos mistério em torno do Super mas sem tardar para iniciar algo novo - mexendo com mitologia e fanatismo. Com Howard Porter nos desenhos a revista é outra, e o roteiro também ficou mais eficiente e diversificado neste capítulo.

The Flash #45 por Robert Venditti/Van Jensen e Brett Booth/Vicente Cifuentes/Ale Garza
Cuba: É a primeira vez em muito tempo que leio algo e penso 'Isso sim é uma história do Flash', bom, pelo menos até a metade. Correndo para salvar todos de uma explosão, arriscando a própria vida e até pensando que falhou, esse é o bom Barry Allen. Porém, do meio para o fim, vemos um belo clichê, Zoom revelando todo o seu plano, um de seus capangas ouvindo a verdade e, ao que parece, a próxima edição contará com um team-up, sem dúvida. Com uma mistura de traços, Flash continua, infelizmente, uma das revistas mais mal desenhadas do DCYou.

Nos Somos... Robin! #5 por Lee Bermejo e Jorge Corona
Alex: A forte revista trata de temas urbanos intensos e recorrentes junto à sombria realidade de Gotham. É um capítulo dos mais pesados desde o início da série nova, com um desfecho que chega a ser difícil de acreditar. Bermejo manda muito bem ao criar um clima de tensão e eles entregam o desfecho de forma hiper inesperada - por mais que o vilão não tenha muito trabalho em backstory, não é ruim para o quadrinho. Ótimo capítulo, muito bem desenvolvido e com desenhos mais do que ótimos.

Análise escrita por Alex Jacket, da colune O Limite, com contribuição de Cuba, da Primeira Edição.

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