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#DCYou Novembro - Segunda Semana - Análise Completa

Confira mais uma semana de lançamentos do #DCYou, com análise completíssima aqui no Crise. A segunda semana de Novembro traz a estréia de Superman: Alien Americano, mostrando a vida adolescente do escoteiro azul, algumas revistas concluindo arcos, como Mulher Gato, e mais para a Darkseid War. Veja o que achamos:


Batman - Superman #26 por Greg Pak, Ardian Syaf & Cliff Richards e Vicente Cifuentes.
Cuba: Greg Pak consegue conectar as duas revistas que escreve, mostrando que Vandal Savage está por trás de vários ataques decorrentes em Gotham e Metropolis, juntando uma bela força de ataque para, bem, dominar o mundo, porque é o que ele quer. É uma bela e clássica história do Savage, sempre misturando épocas e personagens - vide integrantes da batfamília e o Gordon, ainda desconfiado de Clark. Com um começo de arco ainda sem pegar no tranco, acho que a história ainda promete muito.

Batman #46 por Scott Snyder e Greg Capullo
Alex: Que revista fantástica. Mais longa que o de costume, a revista acerta - E MUITO - em caracterizar o Mr. Bloom. Acho que ele é um dos primeiros vilões de Batman que realmente dão medo. Mas engana-se quem acha que a revista é só aquele panorama unilateral "herói" vs. "vilão": com um Batman que era do governo - e que, agora, foi demitido - como funcionará aquela extensão do sistema; se agora não existe mais? A revista consegue, de forma inacreditavelmente bem feita, caracterizar e definir momentos interessantes e reviravoltas inesperadas; tornando "Superheavy" uma saga que praticamente supera tudo posto pelo Batman desde o início dos Novos 52; e olha que estou fazendo a comparação inclusive com Endgame. O capítulo é fantástico, e o clímax - que acontece na próxima edição - promete tanto que é até difícil de dizer se será possível suprir o esperado.

Superman: Alien Americano #1 por Max Landis e Nick Dragotta
Alex: Eu, bem, não esperava por isso. Max Landis entrega, na primeira edição de Alien Americano, uma história até que fofa sobre a infância de Clark; sobre a aceitação de seus pais por ele ser um garoto diferente. Sinceramente, pouco aconteceu. O capítulo tem uma essência de introdução - e faz isso bem - mas não apresentou nada de novo. Acho, é claro, que isso irá mudar; tendo em vista inclusive o formato da revista (que serão 7 edições, com começo, meio e fim); mas de início não é nada que faça o leitor receber algo novo do Homem de Aço. A arte  de Nick Dragotta é enjoada e esquisita, não combina muito com o Super, e lembra mais um estilo mangá colorido com olhos e bocas esquisitos. A revista introduz pra algo que tem, como premissa, acrescentar e revolucionar a história do Super; e eu espero que consiga.

Batman & Robin Eterno #6 por James Tynion IV e Tony S. Daniel e diversos artistas
Alex: Em um ótimo capítulo - finalmente! - descobrimos um pouco mais sobre os mistérios de Mother; o/a vilão/vilã que aparentemente fará uma ponte entre o passado de Dick e Bruce; ligando com um presente com muito mais gente. A revista tem traços muito bonitos de Tony S Daniel; e Tynion trabalha em roteiros que conseguem aprofundar mais os personagens. Batman & Robin Eterno é, com certeza, uma revista diferente do que todos estavam esperando; mas começa a definir seus rumos com o passar das semanas.

Batman do Futuro #6 por Dan Jurgens e Bernard Chiang
Alex: A saga "Brave New Worlds" continua em um futuro que cada vez mais está aos pedaços; apresentando o capítulo final da aventura. Tim não é o cara com as melhores escolhas do mundo; mas o caminho que ele faz confunde até mesmo aquele que tudo vê. A edição conta com uma frenética e intensa ação entre o Batman do Futuro e o Irmão Olho. Com um final inesperado; percebemos como Dan Jurgens conseguiu construir bem a história até aqui; dando um rumo interessante e distópico para a série. Chiang acerta nos traços também, conseguindo fazer a luta ser visceral e intensa - tal como o roteiro que a segue. Temos aqui um novo Batman do Futuro, um novo Futuro e uma nova Gotham.

Constantine: The Hellblazer #6 por James Tynion IV/Ming Doyle e Riley Rossmo
Alex: Aqui começamos uma história nova do grande mago - e, caralho, que início foda!! John é, bem, um acabado na vida. Mas, mais importante que isso: ele é um "exorcista que faz freelas" por aí. A revista acerta MUITO em criar essa ambientação despojada e largada do mago; ao mesmo tempo em que ele tenta não sucumbir ao eterno tédio. Apostando em um início guiado pela agridoce comédia; a revista não fica pra trás em questão de criatividade ou destinos duvidosos. Com uma arte inacreditavelmente única e linda de Riley Rosmo; Ming Doyle e James Tynion IV entregam uma história que consegue ir além, mostrando o "dia-a-dia" do John. O quadrinho encanta, também, com sua arrojada disposição de quadros; quebrando limites e formas que normalmente são encontradas nas revistas da DC. A revista manda muito em trabalhar o dia a dia do mago; e quero ver para aonde vão as coisas: será que Oliver é só uma amizade, um possível romance ou uma vindoura tragédia?

Estelar #6 por Amanda Conner & Jim Palmiotti, Emanuella Lupacchino, Ray McCarthy e Hi-fi.
Cuba: Finalmente mostrando o poder de Kori, temos uma bela demonstração de força Tamaraniana. Enquanto nada é uma ameaça para ela, ainda estamos cercados de mistério quanto a personagem de Soren. É estranho ver algumas falas da Estelar, geralmente as que ela se vê conhecendo coisas novas, mas ao pensar que ela não tem algumas memórias, já da pra relevar. A próxima edição será uma boa leitura, já que, sem mais nem menos, Grayson aparece logo na última página.

Liga da Justiça - Darkseid War - Lanterna Verde #1 por Tom King e Doc Shaner
Alex: E se o Hal pudesse ser um Novo Deus? "Deuses podem ser o que forem; mas eles não tem força de vontade." E é assim que temos nossa resposta. Diferente das outras tie ins de Darkside War - que continuavam os acontecimentos da própria revista da Liga - aqui, em Lanterna, temos uma proposta diferente; que consegue trabalhar mais da psique de Hal. Não é uma leitura obrigatória e nem muito boa, mas diverte, e trabalha bem quem Hal é e o que ele poderia ser; junto com uma arte quase que clássica de Doc Shaner.

Liga da Justiça - Darkseid War - Shazam #1 por Steve Orlando e Scott Kolins
Alex: Outrora eram seis deuses antigos. Agora; seis novos deuses - como fica Billy Batson, o Shazam? Com essa proposta que o personagem aparece; conflitante, em um momento de grande mudança nas origens de seu poder. Após uma passagem de troca; Billy tem novas fontes de poder - muito além do anterior. Em uma belíssima edição que expande mais do universo dos Novos Deuses;  Billy se posiciona como o Deus dos Deuses; tendo sua força advinda de seis  grandes personalidades dos Novos Deuses. Ótima edição que vem para amparar aqueles que sentiam falta de uma boa história com o Shazam.

Jovens Titãs #13 por Will Pfeiffer e Ricken Pantalena/Paolo Pantalena/Noel Rodriguez
Alex: Um novo poder para Tanya, uma nova intriga para o grupo e um novo vilão para os jovens mais atarefados da DC Comics. O roteiro corrido e confuso de Pfeiffer prossegue aqui sem muitas melhoras; forçando releituras para perceber que não há muito a ser acrescido. Os três desenhistas acabam criando uma sintonia falha ao decorrer da revista; com rostos esquisitos e trocas bruscas entre páginas, que tornam a revista esquisita. Porém; a diversidade e profundidade do grupo ainda deixa a revista intrigante e interessante; pelo principal fato de ser legal ver as personagens interagindo entre si. É uma pena, porém, que a plot não melhora; não saindo da mesmice "ação do mês" que tanto enjoa.

Capuz Vermelho/Arsenal #6 por Scott Lobdell e Denis Medri
Alex: É, bem, essa revista foi uma enrolação ímpar. Enquanto a Filha do Joker prossegue metendo o caos por aí; o Capuz Vermelho e o Arsenal se encontram depois de uma breve distância entre eles. O verdadeiro foco do episódio era em preparar terreno para a Robin War; evento que acontece mês que vem e que tem Capuz Vermelho/Arsenal como uma das tie-ins da saga. Logo, foi mais ou menos isso, eles conhecendo o grupo de Robins que agora estão por Gotham depois de uma desalmada luta. Os traços de Denis Medri acompanham o roteiro de Lobdell; mas não tem muito o que dizer sobre essa edição que mais enrolou do que aconteceu.

Mulher Gato #46 por Genevieve Valentine, David Messina, Gaetano Garlucci e Lee Loughridge.
Cuba: É, provavelmente, o fim da máfia na revista da Mulher Gato, com as ações de Eiko, parece que as ruas de Gotham finalmente ficarão limpas. Um arco que definiu muito bem uma nova cara para a gatuna, mostrando, mesmo que mafiosamente, um lado muito mais humano da personagem. Sua saída da cidade do Morcego pode render um excelente roteiro para o próximo arco, se bem trabalhado.

Análise feita por Alex Jacket e Rodrigo 'Cuba' Castello.

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