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#DCYou Novembro - Primeira Semana - Análise Completa

Começando novembro com mais Darkseid War e o encerramento de Bat-Mite, as publicações do DCYou dessa semana estão sensacionais! Detective Comics mostra uma Liga da Justiça sensacional, Arlequina e Poderosa vai chegando ao fim e Batman & Robin Eternal continua com sua comemoração de 75 anos do Robin. Veja o que achamos nessa análise completa!


Batman & Robin Eternal #5 por James Tynion IV & Scott Snyder, Steve Orlando e vários artistas.
Cuba: Que vontade de enquadrar essa capa do Francis Manapul! Tynion e Snyder realmente 'reescreveram a história' de Tim Drake, juntando mais ainda aquela correção dos Novos 52, dizendo que ele foi o Robin Vermelho desde sempre, agora, a morte de seus pais - motivo do Batman te-lo pego como Robin - nunca aconteceu. Apesar de ser uma salada, consigo ver isso como mais um dos detalhes dessa grande comemoração dos 75 anos da personagem, pois já aprendermos que nada é imutável nas HQs.

Alex:  A revista caminhou para aonde deveria: uma briga, violenta, entre os Robins. Claro, da forma corrida e esquisita que a revista está apresentando. Admito: esperava mais dessa maxiseries. Ao mesmo tempo que é legal ver os personagens interagindo, a necessidade de ação constante torna tudo um pouco enjoado, e acredito que não precisava disso para tornar a revista interessante. Queria menos pancadaria e mais trabalho nos personagens...

Bat-Mite #6 por Dan Jurgens, Corin Howell & Andres Ponce e Mike Atiyeh.
Cuba: Estava esperando TUDO, menos uma crítica bem humorada do cenário político pré-eleições dos Estados Unidos, estou, genuinamente, de queixo caído! A melhor e última edição de Bat-Mite conclui a aventura contra Gridlock e ainda tem um retorno triunfal da personagem ao seu mundo, dando uma bela brincada com o mundo editorial dos quadrinhos. Apesar de simples e ingênua, Bat-Mite pode fazer falta.

Detective Comics #45 por Peter J. Tomasi, Marcio Takara e Chris Sotomayor.
Cuba: Achei incrível como a participação do Gordon na Liga é exatamente como o detetive que ele é em Gotham, analisando a cena de um crime com gigantes, é fenomenal. E não foi só ele, essa é, sem dúvida, a melhor representação da Liga da Justiça que eu já vi em um quadrinho, sem a aura emburrecedora que o Batman tem como 'superpoder'. Cada um faz a sua especialidade, é a primeira vez que vejo o Flash soltando conhecimentos científicos enquanto conversa com o pessoal da Liga, Billy é o garoto que ta aprendendo. Depois dessa, não da pra confiar numa pessoa que não gosta do Bat-Gordon.

Arqueiro Verde #46 por Benjamin Percy, Patrick Zircher & Fabrizio Fiorentino e Gabe Eltaeb.
Cuba: Adoro como a Canário Negro (banda) foi inserida em quase todas as revistas da DC, incluindo Arqueiro, o que deu uma cena sensacional. Ainda na caçada ao seu lobo, não foi nem o roteiro que me pegou nessa edição, mas sim sua arte. Sei que já faz um tempo que essa equipe criativa trabalha em Arqueiro, mas parece que houve alguma coisa especial nessa, a arte está exemplar e parece viva, mesmo no estilo mais simples de Zircher e Fiorentino.

Lanterna Verde #46 por Robert Venditti, Billy Tan e Mark Irwin.
Alex: Bem, a história intergalática com o Mão Negra termina aqui de forma... Chata, esperada e repetida. É infeliz dizer isso, afinal, esses seis primeiros capítulos que formaram essa história pareciam prometer algo decente; mas acabou tendo essência e formato de filler, que não acrescentou nada; e poucas foram as respostas e personalidades que eu esperava ver nessa história. Com o proposto retorno de Hal para Coast-City; será que a história vai finalmente trabalhar o "lobo solitário" Hal Jordan ou vai ficar na mesmice intergalática que foi agora?

Cuba: Depois de 6 edições, o primeio arco se encerra. Quase achei que a Darlene ia se sacrificar na luta final, não sei porque pensei isso, talvez de tanto relacioná-la com o Marvin, do Guia do Mochileiro das Galáxias, eu esperei algo parecido, mas podemos ver que Venditti desenvolve ela muito bem como personagem. Outra surpresa foi a parceria com o Relíquia, vilão que já virou 'da galera' nas revistas do Lanterna. Finalizando bem e já apontando para uma nova direção, LV pode explorar a Era de Prata do herói.

Arlequina e Poderosa #5 por Amanda Conner & Jim Palmiotti & Justin Gray e vários artistas.
Cuba: Se já não bastasse um diálogo completo, em outra revista, confirmando que Arlequina e Hera tiveram um caso no passado, nessa edição temos a prova desenhada! Com uma pontada em Guardiões da Galáxia, zoando Luganenhum e tudo o mais, o vilão da vez é uma cabeça-espacial-gigante que traz caos por onde passa. Com o lado maníaco da Arlequina tomando conta, a revista parece ter chegado ao fim, com apenas mais uma edição pra encher um pouco de linguiça e dar mais um pouco de risadas e referências a cultura pop.

Lobo #12 por Cullen Bunn/Frank Barbiere e Robson Rocha
Alex: Que edição interessante! O Lovo fica louco por causa de Condessa, e através de suas intensas viagens; o czariano acaba, por alguns instantes, retornado à face do clássico Lobo. Será que este é o personagem que precede a loucura do Lobo que a galera tanto gosta? Bem, a edição é bonita e faz cenas de ações interessantes; colocando o personagem numa loucura que talvez o leve à total insanidade: será que ele aguenta contra o "toda-tropa-em-um" Hal Jordan?

Liga da Justiça: Darkside War - Superman #1 por Francis Manapul, Bong Dazo e Hi-fi.
Alex: Eu REALMENTE não esperava uma comédia na revista do Super deus - e, por mais que este não seja o aspecto principal da revista - eu caí de rir com o ME TRAGA TORTA DE MAÇÃ! do super! Porém, quando o leitor menos espera, a mudança de roteiro atinge quem lê de forma exímia, tornando a leitura principalmente inesperada. O medo toma conta quando a esperança vai embora. E quando o Clark não consegue mais se conter? Ótima edição, de verdade.

Cuba: O surto de comédia no começo me assustou um pouco, principalmente por sair do lugar comum do Super. A história é muito boa, Manapul consegue dar uma torcida fenomenal no roteiro, mostrando, de um jeito preto no branco, o porque do Superman ter uma identidade secreta. Mas o que realmente me deixou um pouco preocupado foi a arte, de volta com o início dos anos 2000, com todo mundo truculento e com musculos na testa, até o ET diminuto do começo era hiper musculoso.

Liga da Justiça: Darkside War - Flash #1 por Rob Williams, Jesus Marino e Guy Major.
Cuba: Arrepiado, essa é a sensação que a revista me deu com o seu fim. Eu tinha uma coisa na cabeça, o Flash nunca mataria ninguém, estava esperando ele tirar a própria vida pra salvar o universo, como já aconteceu antes, mais de uma vez. Mas não, a revista explora isso de um jeito exemplar, trazendo a morte da mãe de Barry, um dos principais motivos para virar o Flash, de um jeito nunca antes explorado. Admito que a aparição da Mulher Maravilha, logo no final, me tirou o fôlego.

Alex: Uma corrida contra a morte - ou seria atrás da vida? O desejo de Barry de controlar - ou fugir - da morte em pessoa é interessante, a partir da dualidade da forma que o Corredor Escarlate pensa ou age. A revista aposta num fato crucial da história de Barry: a morte tornou o que ele é hoje. Eu nunca, na minha vida, iria pensar que o Black Racer podia ter emoções; mas fui pego em cheio com o seu discurso - claro, brevemente, enquanto a corrida de Barry parece chegar à um fim próximo. Fantástica edição, com a arte e cores inimagináveis e roteiro preciso que consegue entregar a dualidade entre a velocidade da vida e o mínimo instante da morte.

Meia-Noite #6 por Steve Orlando, Aco e Romulo Fajardo Jr.
Cuba: Tudo estava normal, no padrão Meia-noite, claro. Muito sangue, murro e briga, mas o que não enxergamos desde a primeira edição vem a tona, e gente, que surpresa! Ouso afirmar que Meia-Noite é a revista com a melhor noção de linguagem gráfica da DC atualmente, a dança dos quadros, a fluidez das sequências, tudo é tão lindo que consegue se juntar ao roteiro excelente e formar uma revista ímpar. Já com água na boca com o que pode ser o próximo volume!

Análise feita por Rodrigo Castello e Alex Jacket, escritores da Primeira Edição e O Limite, respectivamente.

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