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#DCYou Setembro - Quinta Semana - Análise Completa

Mais uma semana final marcada por várias anuais, a quinta semana de Setembro traz poucas revistas, mas, em sua grande maioria, com uma qualidade muito boa! As anuais de Esquadrão Suicida, Grayson, Batman e Lanterna Verde, o vexame ficou por parte de Romita Jr, com sua péssima 'atuação' nos desenhos de Superman. Confira o que achamos!

Aquaman #44
Cuba: A capa original destrói tudo o que o casal Mera/Aquaman representam, mas a variante, feita pelo Manapul em comemoração aos 75 anos de Lanterna Verde, essa vale a revista toda! Mas agora, o
conteúdo? Dessa vez temos um pouco mais de qualidade, Cullen Bunn volta a contar uma história digna do Rei de Atlantis, revelando a nova inimiga e colocando Arthur em grandes apuros.

Alex: Que capítulo ruim. A capa é a melhor coisa - tanto a regular quanto a variante - porque o que tem aqui dentro é bem, bem fraco. Enquanto a arte de Alex Morgan consegue ser competente, o roteiro exagerado e comercial de Bunn cria uma história previsível mesmo nos twists e essencialmente chata. Sei lá, não gostei do que vi aqui, e achei a cena do Aquaman com a "Mera" bem exagerada e desnecessária. Quem sabe agora que sabemos quem é a vilã as coisas entram nos eixos? Vai que.

Superman #44
Alex: O "Before Truth" termina de uma forma impressionantemente interessante. Com um Clark Kent público, a reação dele em relação ao mundo real é divertida e natural. Gene Luen Yang consegue trabalhar bem este personagem, explicando a drástica mudança por trás do símbolo. O capítulo é ótimo em história e ao introduzir um novo Super e suas relações; mas falha miseravelmente na arte. Com uma terrível expressão de profundidade, estruturas assimétricas, rostos esquisitos e indicações de movimentos travadas; Romita Jr. entrega seu pior trabalho na revista, conseguindo falhar em praticamente todos os quadros em que toca. É uma pena, pois Gene está fazendo um bom trabalho aqui - mas parece que está ficando jogado de lado.

Cuba: Romita Jr conseguiu se superar nessa... Lembra a falta de movimento que ele consegue deixar marcado em Demolidor? Bom, esse talento dele foi muito bem representado aqui. E anatomia então? Dedos faltando, cabeças achatadas, pescoços explodindo, sem falar da colorização. A história segue o rumo da revelação de quem é o Superman e a contínua deterioração dos seus poderes, enquanto, atrás das cortinas, o provável verdadeiro mal pode surgir.

Novo Esquadrão Suicida Aual #1
Cuba: A conclusão da infiltração terrorista mostra um Arraia Negra crianção e egocêntrico, enquanto todo o resto do time (que só tem Pistoleiro e Reverso em pé), trabalha junto pra sair dessa vivos. Embora o humor esteja presente na maioria das páginas, algumas falas da Arlequina nos faz parar e
pensar sobre a personagem, o que geralmente costuma acontecer quando ela tem uma recaída e para de pensar como uma assassina maluca. Com um final excelente, com direito a redenção e adeus de uma personagem, teremos uma nova integrante no time nas próximas edições.

Alex:  Uma revista excepcional. Com personagens bem trabalhados; momentos de incrível tensão aparecem do nada, e são fortes e sentimentais. O discurso da Arlequina acerta em cheio ao caracterizar a personagem; assim como o Reverso. O grupo está desestabilizado novamente, mas entrando em ordem. É uma conclusão ótima que nos inicia logo no final pra algo ainda maior. A revista tem um desenho regular e cores regulares também, mas o preciso roteiro acerta na ambientação dos super vilões.

Grayson Aual #2 
Alex: Inesperada surpresa ao perceber que esse capítulo é divertido e interessante. Eu tinha realmente esquecido que o Dick e o Clark não se viam há tempos; e que esse encontro entre eles fora, acima de
tudo, calmante para ambos. O papo entre eles é muito legal, a corrida de carros é maneira e o desenvolver é animador. Sério, é uma revista "super-espião-com-ação-e-poderes". Com um desenho muito bem feito de Álvaro Martinez, a revista "Grayson" só se supera.

Cuba: Comecei a ler com uma certa nostalgia, mas o humor de Grayson me atingiu no peito inesperadamente! De um salvamento e conversa entre Dick e Clark, surge uma surreal perseguição pelas ruas de Gotham nos moldes de Mad Max e sim, é uma loucura total. Um dando forças ao outro, temos uma dupla exímia e muito bem formada, com a explicação original do nome Asa Noturna e mais. A edição Anual conseguiu seguir a qualidade da passada e Grayson caminha muito bem.

Lanterna Verde Anual #4
Cuba: Venditti consegue nos passar a solidão de Hal Jordan, também construindo toda uma reputação/lenda por trás do ex-Lanterna Verde perdido pela galáxia. Dessa vez o clima Star Wars fica de lado, o envolvimento de Hal com a Tropa, antes de virar um fugitivo, ganha mais destaque e até vemos algo (mesmo que não esclarecedor), sobre o sumiço dos Gladiadores Esmeralda.

Alex: O divertido e excessivamente longo capítulo conta com um desenho esquisito, mas o roteiro
continua bacana e efetivo. O mistério por trás do sumir da tropa é interessante; ao mesmo tempo que ver esse Hal diferente é chocante e agradável. O herói está sozinho, afinal, e a gente consegue sentir isso bem. Em questão da história, porém, o capítulo não evolui muito: não vemos quase nada do Mão Negra. Precisamos logo dessa conclusão, gente.

Batman Anual #4

Alex: Não gostei do capítulo. Com mais texto do que deveria e uma história com cara de filler; achei
o capítulo fraco. Tem tanta coisa fantástica acontecendo em Gotham; e não acho que a escolha de James Tynion tenha sido sensata ao falar do Bruce sem memória. A edição funciona, é sólida e bem desenhada, mas não fala o que interessa o leitor.

Cuba: Nada de Batman ou morcegos, temos uma história do próprio Bruce Wayne que, mesmo sem memória, enfrenta o cara de Barro, Sr. Frio e Charada para salvar seus conhecidos. Recuperando a Mansão Wayne que estava nas mãos de Gotham. James Tynion IV consegue montar um roteiro concreto em 40 páginas, retratando um Bruce sem memória, mas que lembra e se identifica com o que seu antigo eu fazia. Fugindo do arco atual, essa anual vem trazer uma folga agradável ao leitor, mas mesmo assim, continua com o selo de qualidade do Morcego.

Liga da Justiça #44

Cuba: É Johns, nessa você se superou mais uma vez. Superman e Luthor estão em desavença, Bruce e Hal procuram respostas pelo Multiverso e é a vez de Barry hospedar um deus dentro de si e ajudar um dos lados dessa guerra. Temos uma conclusão para essa primeira parte da nova saga da Liga, com a queda de um de seus pilares, Jonhs e Fabok conseguem criar uma coisa que reúne tudo o que um verdadeiro fã da DC gosta, pega os maiores panteões de personagens da editora e os colocam contra, os juntam, fazem de tudo e, principalmente, prendem o leitor numa epopeia sem igual.

Alex:  Mas que fodendo capítulo maravilhoso. O fim da primeira parte da Darkside War é de ficar sem ar, de querer engolir as páginas. Com uma arte, cores e traços fantásticos; a edição é um instantâneo clássico. Geoff Johns entrega uma série de reviravoltas e fantásticos encontros e brigas que resulta num bocado de ação, explosão, aventura e conteúdo. É muita coisa rolando ao mesmo tempo, e o roteiro consegue ser bom o bastante para trilhar tudo com imensa clareza e graça. O ponto de vista de Diana continua à acrescentar conteúdo na revista que mostra tudo quebrando. Fantástica edição.

Análise completa por Alex & Cuba.

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