sábado, 24 de outubro de 2015

#DCYou Outubro - Terceira Semana - Análise Completa

Em mais uma semana de Outubro, a Darkseid War entra em seu Ato II com novos artistas, Batman e Robin Eterno continua com seus mistérios e vemos a estreia de uma nova revista - Caçada aos Titãs - ao mesmo tempo em que sensacionais edições estream -


 Batman & Robin Eterno #3 por James Tynion IV & Scott Snyder, Tim Seeley e vários artistas.
Cuba: Em tempos sem Bruce Wayne, é muito bom ver a bat-família reunída, e quase completa, sob as estalactites da Bat-Caverna. A 'conversa' com Cassandra mostra como cada um dos Robins faz o trabalho, pois as diferenças entre Dick, Jason e Tim são importantes para o que está por vir, principalmente a verdade sobre o passado de Cass.

Alex: A história de praticamente uma reunião de side-kicks continua, com o roteiro de Tim Seeley apostando no vai e vem de flashbacks e dias atuais. É legal ver os detalhes das memórias com atualmente; mas admito que não era isso o que eu esperava da revista. Nos dias atuais a trama continua interessante e misteriosa; com o retorno de Cassandra Cain. A arte e as cores do capítulo estão em sintonia, mas a revista segue com os problemas de uma publicação semanal: tem muita enrolação.

Bizarro #5 por Heath Corson, Gustavo Duarte e Pete Pantazis.
Alex: Bizarro e Jimmy Olsen em Las Vegas é tudo o que a gente podia esperar: um bocado de tiro, sobes e desces na vida dos cassinos mais famosos dos EUA. Com a divertida arte do Gustavo Duarte ainda encantando a aleatória dupla - e com o Rafael Albuquerque sendo o convidado da vez - a revista faz referências à cultura pop até dizer chega e brinca com os mistérios dos EUA. A revista de comédia chega, em seu segundo (penúltimo, na língua do Bizarro) capítulo quase como um início de adeus; e diverte deixando o leitor empolgado para o vindouro final.

Cuba: Com a participação de Mulder e Scully, a invasão a Área 51 fica sensacional, incluindo o primo do Killowog e arte do convidado Raphael Albuquerque, a road trip vai chegando ao fim e já deixa saudades. Duarte consegue colocar algumas coisas que, todo fã de cultura pop, e até seguidores do seu trabalho, podem achar durante a revista, cheia de easter eggs.

Canário Negro #5 por Brendan Fletcher, Pia Guerra & Sandy Jarrel e Lee Louhridge.
Cuba: A vibe Scott Pilgrim ataca de novo, com uma batalha das bandas para decidir a melhor da noite! E dessa vez a Canário realmente encontrou uma adversária a altura. Os segredos de Ditto ainda estão no ar, o ex-marido de Dinah também adiciona ao mistério, mas ele vira uma personagem que Y: O Último Homem.
não gera muita atenção, tendo diálogos desnecessários e, as vezes, até deslocados. A arte de Guerra é muito bem vinda, ainda mais quando nos traz memórias de

Alex: Canário Negro continua sendo uma revista que cria um novo status quo pra Dinah, deixando ela com um estilo divertido, simples e animado. A revista tem traços e cores ousadas que contrastam muito bem entre si, fazendo a leitura ser muito dinâmica, inclusive por seus enquadramentos diferenciados. O roteiro de Brendan Fletcher acerta em mostrar o estilo "lobo solitário" de Dinah; mas é uma pena que não é tão original assim: já vi essa coisa de batalhas de banda antes (no filme de Scott Pilgrim, não nos quadrinhos.). Ainda assim, diverte e empolga, criando expectativas altas para que a série continue com um "quê" tão próprio.

Senhor Destino #5 por Paul Levitz & Sonny Liew e Lee Loughridge.
Alex: Que capa fenomenal! A arte de Sonny Liew é divertida e já representa bastante a maluca vida de Khalid. Fantasticamente bem desenhada, a edição mostra o turbilhão de pensamentos que Khalid
sente em relação ao destino que entrou - e que não tem certeza se quer ficar. A revista acerta tanto com o protagonista e suas dualidades que é interessante ver como o vindouro mal será enfrentado. Este quinto capítulo nos prepara para um clímax que está por vir; e expande muito mais a mitologia do poderoso capacete. O final é de cair o queixo e o capítulo acerta em cheio. Uma das melhores revistas já feitas dentro do universo mágico da DC Comics.

Cuba: Apenas quando sua família está em perigo é que Khalid começa a seguir em frente com os poderes do Elmo. É interessante, muito, pra falar a verdade, ver que Levitz e Liew estão pegando muito bem a cultura egípcia, incluindo termos, e implantando nessa nova run do Destino, trazendo um garoto que acabou de entrar na faculdade, de linhagem egípcia e sem uma forte crença em si mesmo. O novo Senhor Destino está aprendendo do pior jeito possível e isso forma uma leitura exemplar para quem acompanha a história.

Doomed #5 por Scott Lobdell, Javier Fernandez e Ulises Arreola.
Cuba: E de repente, BANG, tudo faz sentido, principalmente o título dessa revista. Com Clark Kent Doomed -, por ter se exposto naquela sala de pesquisas, logo na primeira edição. Mas bem, ele ta 'controlado', não? Será que teremos um novo herói, nascido a partir de um dos maiores vilões da DC Comics? Juntando com uma capa das futuras edições de Jovens Titãs, parece que sim!
como convidado especial, nos explicando que nosso protagonista é, nada mais nada menos, do que uma cria do Doomsday - daí o nome

Academia Gotham #11 por Becky Cloonan & Brendan Fletcher, Karl Kerschl e vários artistas.
Alex: Como é Gotham aos olhos de uma criança? Para os nossos protagonistas; é uma cidade
sombria, vermelha e noturna. Que instiga a imaginação e que dá vontade de vasculhar. Quando a Academia Gotham acaba tendo uma excursão para o centro; é isso o que os roteiristas conseguem representar, com maestria. A introdução do Red Robin e a história sobre a maternidade de Olive começam a ligar os pontos, preparando o terreno para o próximo capítulo, que finalizará dois ciclos completos (doze edições). A revista é muito boa, mas é pra quem gosta de histórias de aventura infantis - não ache que o Gotham na capa deixa, automaticamente, a revista mais madura. É uma boa e divertida edição, entretanto, sólida e bem desenhada.

Cuba: A busca pela mãe de Olive, a vilã Calamidade, continua. Revelações do passado, participação do Robin Vermelho e até amigos desaparecendo, montam o mote da revista, que volta a trazer um ar mais aventuresco, principalmente quando se tem várias pistas e um lugar comum para desvendar tudo isso. Há também uma mescla com We Are Robin, mostrando que Gotham agora, com a falta de um Batman, é dos Robins.


Lanterna Verde Tropa Perdida #5 por Cullen Bunn e Jesus Saiz
Alex: É engraçado como uma revista que começou também consiga ter caído tanto. Com desenhos bem feios, a revista conta a repetida história de John Stewart de novo, sem se preocupar muito com o que aconteceu com a Tropa. E, quando não fala de John, gasta tempo com trama que mais parece enrolar do que acrescentar. É engraçado notar como, desde que chegaram aonde estão, a revista piorou drasticamente, perdendo o momentum criado pelos dois primeiros capítulos.

Cuba: Sempre fui fã do John como Lanterna, ainda mais pelo fato dele estar na animação da Liga que eu assistia quando criança, mas uma coisa que sempre me incomoda, é quando usam seu passado no exército, glorificando o 'valoroso soldado americano', o que houve com o arquiteto? Eu adorava quando os construtos dele eram perfeitinhos e Geoff Johns, na época escritor de LV, sempre tinha uma desculpa pra mostrar as habilidades arquitetônicas de John. Começo a gostar da ideia de Bunn, unindo os antigos vilões (ainda bons aqui) com a Tropa perdida. A procura pelos aliados nesse antigo universo deixa essa revista bem marcada como uma aventura espacial.

Liga da Justiça #45 por Geoff Johns, Francis Manapul e Brian Buccellato.
Cuba: O Ato II se inicia com a maravilhosa arte da dupla Manapul/Buccellato, essa edição é apenas tie ins de cada um dos 'novos' Novos Deuses que deram as caras nessa Guerra. Johns começa a tapar, bem rápido, os buracos deixados pela morte de Darkseid (na edição anterior), colocando profecias, e mostrando os novos poderes corrompendo seus hospedeiros. Quanto a arte, é um baile de cores, formas e efeitos que só essa dupla conseguiria fazer. Digna das páginas da mais maluca história de Sandman, a arte de Buccelatto e Manapul consegue ser, por sí própria, uma integrante dos Novos Deuses e, sem desmerecer a arte de Fabok, da uma nova vida a revista.
uma ponte para os, aparentemente, 6

Alex:  Começamos o ato dois, finalmente! Com Manapul nos traços, a revista perde um pouco do ar épico para entrar numa vibe mais artística, muito bem aceita, já que o segundo ato tem uma cara diferente. O capítulo é simplesmente maravilhoso, em arte, história, roteiro e cores. Vemos a queda de um Deus e a ascensão de muitos outros; vemos que a briga só começou e que a liga nunca esteve tão destruída - mesmo após sair "vencedora'. Teremos seis 'tie ins' com os Novos Deuses que aqui nasceram e o que eu queria mesmo é que a dupla Manapul e Buccellato estivessem em cada uma delas; pois os desenhos são realmente estonteantes. Com uma reviravolta inesperada, a revista empolga e anima, mantendo a qualidade inacreditável desde o início. Leitura essencial.

Caçador de Marte #5 por Rob Williams e Eddy Barrows; com Diogenes Neves e Marc Deering como artistas convidados.
Alex: A revista, querendo ou não, mudou um pouco nessa edição, tirando o clima caótico e deixando tudo mais em ordem, ao que tudo indica. É uma revista, estranhamente, divertida. Acho que por não esperar isso, acabei sendo surpreendido; mas infelizmente não fora para melhor. Rob Williams faz um roteiro confuso e com muitos vais e vens que, infelizmente, estão mal colocados, deixando o leitor um pouco perdido durante a leitura. A história do paradeiro e destino de J'onn J'onnz ainda é interessante e, claro, um capítulo mais fraco não tira nossa fé na revista; mas esperava mais. Os desenhos de Eddy e dos outros artistas convidados estão, como de costume, muito bons; combinando com as cores e dando sensações boas. Foi o roteiro mesmo que, infelizmente, decepcionou um pouco esse mês.

Super Homem/Mulher Maravilha #22 por Peter J Tomasi e Doug Mahnke
Alex: E quando as ações de quem você achou que amava começam a destoar do que você pensa? Do seu senso de Justiça? Essa edição traz as dúvidas muito bem colocadas; principalmente pelo fato do
Super Homem ser menos super e mais homem hoje em dia. O desespero de ser quem você era reflete ao mesmo tempo com o pesar de notar quem você é, e o Clark começa a se mostrar cada vez mais forte, ao mesmo tempo em que Kal'El se enfraquece. Essa dualidade do personagem é interessante e acrescenta muito a mitologia dele, ao mesmo tempo em que Diana permanece mais forte e mais pé no chão do que nunca, sem se abalar pelo que pode ou não pode ouvir. Capítulo com enfoque maior na dupla; mas continua com a história, mantendo-a interessante.

Jovens Titãs #12 por Scott Lobdel/Will Pfeifer e Ian Churchill
Alex: Os titãs sempre representaram algo para mim: amizade. É interessante que, mesmo em momentos de extrema desestrutura e falta de coordenação aonde tudo parece estar dando errado; os
titãs permanecem tentando se ajudar - mesmo depois de tantas brigas entre si. Encontramos fortes e intensos diálogos que emocionam o leitor; como o de Tim Drake e Kon; fazendo mostrar a grande amizade que permeia o super grupo. É uma edição emocionante que começa a introduzir o fim dessa história; que parece que não será tão positivo assim. Sinto saudades de antigos desenhistas da revista, mas Churchill não faz o trabalho de forma ruim e entrega uma arte bacana.

Caçada aos Titãs #1 por Dan Abnett e Paulo Siqueira/Geraldo Borges
Alex: Caçada aos Titãs é a terceira e última nova minisérie baseada nas histórias de Convergence; mas é com certeza a mais distante. Esperava ver uma revista sobre a equipes anteriores; mas na realidade tem mais cara de ser uma história paralela de ex-titãs que estão vivendo suas vidas e enfrentaram uma ameaça. Pareceu genérico, não? É... Não se engane pela bela e nostálgica capa; o primeiro capítulo não entrega o que o leitor espera. Claro, para quem é fã dos Titãs, talvez tragam bons momentos aqui, mas a revista não é muito boa e muito menos criativa.

Mulher Maravilha #45 por Meredith Finch e David Finch
Alex: Com revelações de quem é a verdadeira vilã; queria muito dizer que é a Eriene; mas na realidade são os roteiros de Meredith Finch. Com uma Diana Prince extremamente mal representada - sendo fraca e não fazendo nada durante o capítulo todo - a trama parece se esforçar para descaracterizar a personagem. Colocar este título ao lado do Super Homem/Mulher Maravilha que saiu também essa semana chega a dar pena; porque aquela revista era competente e essa nem tem desenhos que possam justificar algo. Inclusive, os traços de Devid Finch estão de mal a pior, com rostos estranhos e corpos esquisitos. Me irrita profundamente como a Diana não faz NADA na revista, sempre tem alguém que aparece e resolve as situações por ela... Que saco! A revista é da Mulher Maravilha, deixe-a útil aqui, pelo menos. A comparação com a equipe anterior (Brian Azzarello, Francis Manapul e Brian Buccelatto) é inevitável; e a queda de qualidade da revista é visível. Sinto falta da Mulher Maravilha dos novos 52; porque o que eu li essa semana foi terrível e eu não recomendaria para ninguém ler.

Sexteto Secreto #7 por Gail Simone, Dale Eaglesham & Tom Deremick e Jason Wright
Cuba: Um panteão mágico de peso se encontra logo nas primeiras páginas desse novo arco do Sexteto, mas não se engane, um pouco mais e você volta a ver toda a equipe esculachada de Gail Simone, colocando comédia onde não existe nenhuma. Bom, Simone entrou num novo grau de loucura, não da pra entender, principalmente com a página final, como conseguem continuar com esse trabalho.

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Análises feitas por:
Alexandre "Alex Jacket" Giachetta, autor da coluna O Limite
Rodrigo "Cuba" Castello, autor da coluna Primeira Edição

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