domingo, 18 de outubro de 2015

#DCYou Outubro - Segunda Semana - Análise Completa

Mais uma semana de Outubro nas publicações do DCYou, com outra leva de novidades, incluindo a estréia de Superman: Lois e Clark, a continuação de Batman e Robin Eternal, o caminho do novo Batman e a alta quantidade de bom humor em Estelar, Capuz Vermelho e Bat-Mite. Veja o que achamos de mais uma semana com nossa análise completa:


Batman #45 por Scott Snyder, Greg Capullo e Danny Miki.
Cuba: Parece que agora, a festa começou de verdade, Bloom finalmente floreceu, perdão pelo trocadalho. Snyder traz mais um dos vários adeus que Bruce vem soltando por Gotham, ele quer apagar as memórias que não são mais deles e até largar mão de muita coisa que pode lembra-lo de tudo, até os ícones mais pops da Batcaverna, agora, viraram um parquinho para as crianças. Enquanto Bruce se afasta do ideal do Morcego, quem não quer soltar é Gordon, depois de toda a negação e esforço, o velho Comissário finalmente quer ser o Encapuzado. Tudo isso te faz torcer por ambas as personagens, uma coisa que Snyder está fazendo muito bem. Não sei se é só nessa semana, mas percebi uma certe evolução na arte de Capullo.

Alex: Uma das coisas que mais me agradam com o atual Batman é a troca na arte do quadrinho - principalmente, nas cores. O capítulo as usa muito bem, deixando o capítulo bem característico em relação ao Batgordon. Finalmente um "Quem diabos é Bloom" nos introduz ao capítulo que Gordon e Bloom finalmente se encontram. "Superheavy" continua com um capítulo quase que político e cheio de reviravoltas no papo. É um dos melhores deste arco, com certeza, e mostra como o sistema pode ser canibal quando se menos espera; e agora que o Batman faz parte do sistema, o que acontece quando decidem fazer uns cortes? Ótima edição.

Batman & Robin Eternal #2 por James Tynion IV e Scott Snyder; Tim Seeley e Paul Pelletier.
Alex: Começando no exato mesmo ponto aonde a ótima edição anterior parou; Eternal traz mais do humor de Dick em uma Gotham lotada de "gente mascarada". Mostrando um pouco mais da briga de Cassandra Cain; o capítulo é marcado por um novo roteirista - Tim Seeley - mudando bastante o estilo da revista, para algo com mais ação. É importante lembrar que maxiseries (revistas semanais) comumente revezam roteiristas, seguindo com a história proposta em arcos. A revista é como uma caçada à Cassandra com alguns flashbacks que lembram um pouquinho do Batman que conhecíamos no passado.


Batman/Superman #25 por Greg Pak e Cliff Richards.

Alex: Com uma capa linda e um desenho interno bem esquisito (e até que feio); a história "Savage Hunt" começa na revista da dupla que outrora era de amigos mas que agora é formada quase que por inimigos entre si. O capítulo é bem aleatório, aparecendo gente de repente para lutar contra o Clark... A história promete um Batfamília/Superman que parece ser até que interessante; mas a arte feia e o roteiro com cara de filler acabam fazendo o capítulo ficar aquém do esperado.


Constantine: Hellblazer #5 por Ming Doyle/James Tynion IV e Scott Kowalchuk/Riley Rossmo.

Alex: A fantástica história de John finaliza seu passado com Veronica; e faz uma inesperada dupla para um exorcismo que tentará colocar os pingos nos is. Essa história inicial terminará mês que vem, e o capítulo dessa semana nos fez ficar animados para a conclusão que é, inclusive, difícil de prever. A história é muito bem desenvolvida e com traços belos e criativos que ornam muito com as cores. É, com certeza, a história que John merece.

Capuz Vermelho/Arsenal #5 por Scott Lobdell e Denis Medri.
Alex: Bem, tudo tem limites. Batgordon contra os garotos é divertido e, sobretudo, engraçado - mas, é claro, o foco da revista não está na briga entre a galera de Gotham, mas sim neles se unindo para um mal maior. Ao mesmo tempo em que tudo parece estar entrando em ordem, um novo grupo de super vilões começa a se formar - e é interessante notar que não é só nessa revista. Jason Todd encontrando o Bruce pela primeira vez é muito bonito e emocionante; trazendo uma finalização para essa etapa da dupla em Gotham de forma bem inesperada. Os detalhes nas sombras no final foram, inclusive, muito bem colocados. Capítulo muito bom.


Liga da Justiça da América #4 por Bryan Hitch.

Alex: O estilo "graphic novel" de LJA do Hitch continua com o templo de Rao e todos os mistérios possíveis a cada virar de página - porém, trazendo algumas respostas. A revista continua empolgante e interessante, com um ar de história clássica da Liga, apostando em um roteiro mais pé no chão e menos exagerado do que uma história da Liga é hoje em dia. A arte não fica muito atrás e é bonita, mas não sai muito do mediano. Empolga para as continuações, com certeza. Leitura recomendada!

Bat-Mite #5 por Dan Jurgens, Corin Howell e Mike Atiyeh.
Cuba: Rumando para sua edição final, dessa vez o Bat-Mite decide ajudar um grupo de heróis não tão super assim, é uma galera que tem uns poderes bem 'faça esse teste e descubra seu poder inútil', sabem? Ele da poderes reais ao grupo e se junta a eles, formando os Seis Superiores, com isso, Jurgens passa uma história só pra mostrar que o poder corrompe. A comédia suave com situações banais continua e mantém a proposta desde sua primeira edição.

Superman: Lois e Clark #1 por Dan Jurgens e Lee Weeks
Alex: saindo direto das páginas de Convergence; a história do filho de Lois e Clark é, finalmente, contada. Jomathan Kent não é qualquer um; nem seu tempo, nem sua história. É legal ver como o quadrinho se preocupa em alocar a história em um período do multiverso que faça sentido - justificando não só a cueca em cima da calça (e a troca de roupa!) mas muitas outras cosias que divergem com o atual Clark Kent. Uma vindoura ameaça do espaço com uma galera antiga porém com elementos novos? Parece uma boa. Ótimo início, principalmente para quem estava com saudades de um Super mais queixudo e parrudo.

Mulher Gato #45 por Genevieve Valentine, David Messina e Lee Loughridge.
Cuba: Velórios, acertos de contas, traição, caçadas e tudo, mas tudo mesmo, o que uma história de máfia precisa pra chegar em seu clímax e terminar sem cansar. A ascensão de um novo vilão também é importante, não? Tirando todo o roteiro e definição do arco atual, podemos ver uma Selina ausente há muito tempo, sua essência do lado negro da força apareceu e a vilã - nada de boa moça ajudante do Batman e da Liga, está de volta. De roubo de jóias, para a máfia, a evolução da revista da Mulher Gato acompanha uma trajetória estranha, mas de igual novidade.

Arlequina #21 por Amanda Conner & Jimmy Palmiotti, John Timms e Paul Mounts. 
Cuba: Agora já da pra perceber que essa revista, principalmente essa edição, está totalmente voltada para a promoção da personagem, já que ela terá um grande e importante papel no filme do Esquadrão Suicida, até com o próprio Pistoleiro ao seu lado. Arlequina virou tudo o que pessoas que não gostam do Deadpool (euzinho), desprezam. Ela tem tudo para ser uma boa personagem, se bem desenvoldida, mas Conner e Palmiotti, que vão muito bem em outras revistas, acabaram dando bola fora. Quanto ao desenho de John Timms, tudo parece corrido e sem importância.

Estelar #5 por Amanda Conner & Jimmy Palmiotti, Emanuela Lupacchino, Ray McCarthy e Hi-Fi.
Cuba: Lendo Estelar, você pode até esperar aventuras adolescentes, muita pizza e combate ao crime, mas o que realmente conseguimos é uma fatia de nossas próprias vidas, como se fossemos turistas em um país de cultura muito diferente da nossa. Criando novas amizades e, até agora, pequenos perigos, é a primeira vez que teremos uma exploração maior do que, pode ser, um novo inimigo, ou até dois, já que o irmã de Kori sempre resolve se intrometer na história. Uma das leituras mais gostosas, com humor leve e o traço maravilhoso de Lupacchino.

Liga da Justiça Unida #14 por Jeff Parker, Paul Pelletier, Rob Hunter e Jeremy Cox.
Cuba: A mistura de eras e linhas não para de rolar em LJU, passado, presente e futuro guerreando num campo de batalha travado no tempo. Mas é muita mistura. O grupo se separou, cada um tenta entender um pedaço da trama desse 'dia da toupeira' e até mesmo o OMAC, protagonista da pior revista dos N52, da as caras. Liga Unida deixa um gosto de tapa buraco que não era sentido faz tempo.

Terra 2: Sociedade #5 por Daniel H. Wilson, Jorge Jimenez e Alejandro Sanchez.
Cuba: A Terra 1 é cheia de felicidade, os heróis não tem muitos problemas e são lindos, limpos, cheirosos. A Nova Terra 2 é o contrário disso, todo mundo é problemático, todos tem traumas e grandes limitações, vemos as do Flash nessa edição e o quanto o poder afeta a vida de um adolescente que, até ter o deus Mercúrio caído em sua frente, era um ninguém. Mas é por trás disso e dos ataques de Anarquia, que um novo inimigo, antigo conhecido de toda a Sociedade, se mostra. O roteiro finalmente vingou, ainda temos a interação passado/presente, mas agora H. Wilson está conseguindo passar respostas e uma história que segue em frente.

0 crises:

Enviar um comentário