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#DCYou Outubro - Primeira Semana - Análise Completa


A estreia de Batman & Robin: Eternal vem acompanhada de outras fantásticas revistas, como Action Comics, Batman do Futuro e Omega Men. Confira a análise completa de todas as publicações da DC Comics em outubro!


Action Comics #45 por Greg Pak e Aaron Kuder.
Alex: Uma nova história começa com "Justiça Cega"; iniciando assim mais um trabalho com este novo super em uma revista que tenta colocá-lo de volta na sociedade de Metropolis. Admito ter
achado um pouco bobo o papo do 'refrator de luz da waynetech', a história toma proporções muito legais com a nova vilania da Wrath. Greg Pak é o único que consegue, efetivamente, colocar o Super no mundo real. Uma pena que a arte de Aaron Kuder não é das melhores  - consegue representar bem o quadrinho, mas não é suuuuper bonita.

Cuba: Greg Pak finalmente transformou o óculos de lente kryptoniana em tecnologia Wayne, agora fazendo muuuuito mais sentido, claro. Archie Clayton? Seguimos uma vida cotidiana de Clark, tentando se mesclar novamente no mundo e bancando o detetive, vemos mais a fundo alguns dos mistérios de Wrath e claro, Pak consegue deixar muito mais perguntas no ar. Me sinto seguro de afirmar que, mesmo com o inimigo alienígena, Greg Pak consegue ser o roteirista que coloca o Superman mais perto de nossa realidade, até mesmo aumentando, e muito!, a empatia da personagem com o público.

Detective Comics #45 por Peter J. Tomasi, Marcio Takara e Andrew Robinson.
Cuba: De Francis Manapul pra Marcio Takara, a arte da revista se mantém numa qualidade muito boa, agora nas mãos de um conterrâneo brasileiro. E do mesmo jeito que houve a troca na arte, uma
nova aventura começou em Detective Comics, saímos da Gotham policial e entramos na Gotham de capa, onde a Liga procura um detetive para ajuda-los, já que o Morcegão ta fora da jogada. Ver a nova vida de Bruce e os pensamentos de Gordon com a Liga nos fazem querer afundar na nova história que, mesmo conseguindo um substituto, ainda nem começou.

Alex: Saiu o Manapul e entrou o Tomasi - antigo conhecido da revista Detective Comics - que inicia uma nova história dentro do título. Com um começo impressionante; a revista que outrora deu nome à editora acerta em nos colocar numa situação mais verossímil em relação ao Bruce Wayne e à Liga - tal como Gordon e a Liga também. A revista está com um ar novo que é muito, muito agradável e eu recomendo ela à qualquer leitor cético-chato-"oldfag" que não quer aceitar esse novo batman. Ótima revista. 

Batman do Futuro #5 por Dan Jurgens e Bernard Cheng.
Alex: Mergulhada numa ação que não para, Batman Beyond #5 é divertido, empolgante e intenso. A armadura de Bat-Gordon aparece inesperadamente e, com algumas mudanças, consegue conquistas
do coração de Gotham. Com um roteiro trabalhado na nostalgia e aventura - e uma arte que não fica para trás - estamos caminhando para um aparente fim de primeiro arco com muito estilo.

Cuba: Essa edição é um coquetel de muita ação e mistério, a última batalha de Gotham é marcada com o retorno da Armadura do Batman - agora com outra cor! -, e pequenos detalhes que, podemos esperar, farão uma diferença incrível no futuro. Depois de fechar a anterior mostrando a armadura e deixando todos em fervorosa, Jurgens quase repete a mesma fórmula, mas segura muito bem o mistério! Mas o destaque mesmo foi o Tim contanto que o Dick tinha, sim, uma quedinha pela Babs.

Ciborgue #3 por David F. Walker, Ivan Reis, Eduardo Pansica, Scott Hanna, Albert Oclair e Adriano Lucas.
Cuba: Não precisa nem de 4 páginas pra mostrar o quanto a arte do Ivan evoluiu de uns tempos pra cá, posso até arriscar que a revista não seria a mesma com outro artista, quase que a mesma experiência que ocorreu em Aquaman, não? Com participação especial dos Homens Metálicos (podia mudar esse nome ein?), o panteão robótico da revista aumenta cada vez mais. Walker começa a fechar alguns pontos do roteiro, como a morte de Vic e até seus sonhos estranhos.

Alex: Com um desenho bem acima da média; Vic continua a sua relação de dominação à máquina; enquanto sua vida fica de cabeça pra baixo e seus sonhos aterrorizantes. É bem legal ver agora que a revista joga os mistérios e os deixa mais visíveis; dando espaço para continuações. Diferente de outras revistas da DC You, ciborgue está somente na terceira; logo, na metade do primeiro ciclo de publicações. A cara "começo de revista" ainda não desapareceu, mas é uma leitura bem satisfatória.

Omega Men #5 por Tom King & Barnaby Bagenda
Alex: Omega Men  retorna o seu desenhista regular e com os característicos nove quadros apostando em explicar mais das religiões envoltas nessa guerra entre o universo. Revista divertida, bonita,

animada e com ótimos personagens; Omega Men #5 é um dos melhores até agora, e continua bem a história que estava sendo contada. Leitura recomendada para fãs de Sci-Fi e de uma boa aventura.

Cuba: Cuba: Sem palavras pra descrever essa edição, de tudo o que eu li, tudo o que senti nessa leitura, tanto de texto quanto de imagem, não da pra ser traduzido em palavras melhores do que as do próprio William James ao fim do capítulo. Tom King consegue passar o que é sofrer verdadeiramente por uma religião, uma crença, enquanto outrem que se diz o mesmo, pensa apenas em dinheiro. É muito difícil discutir ou, até mesmo, escrever sobre tal assunto, mas ele simplesmente consegue, e com maestria. Bagenda volta depois da ausência na #4, mantendo o estilo indiscutível e a layoutagem ímpar, comparável com as páginas excêntricas de Watchmen. É impossível aceitar que pensaram em cancelar Omega Men.

Lanterna Verde #45 por Robert Venditi e Billy Tan

Cuba: Finalmente Hal acha o Mão Negra e vai enfrenta-lo, deixando Darlene, sua nave, no comendo dos outros dois tripulantes, o que forma uma das melhores partes dessa edição, enquanto Billy Tan
cria um layout misturando os dois lados narrativos, variando quadro a quadro entre Jordan e Darlene. Apesar de passar bem rápido – a leitura te prende -, Venditti parece estar concluindo esse arco inicial de ‘aventura espacial’.

Alex: Ficamos um bom tempo numa enrolação para este capítulo, e o que aconteceu aqui foi bem esquisito. O roteiro opta pelo famoso "vai-e-vem" pra dar uma empolgação, mas acaba gastando muito tempo na introdução, fazendo a luta de Hal com o Mão bem rápida. Os desenhos são bons e a história ainda é interessante, mas gastou-se muito tempo aonde não deveria - em todas as revistas desde a #40 até a atual.

Meia-Noite #5 por Steve Orlando e Stephen Mooney
Alex: Meia-Noite é uma obra que a arte casa muito bem com os roteiros - fazendo a revista ser bem intuitiva e gostosa de se ler, mesmo estando lotada de violência e correria. O quinto capítulo prossegue com uma cara de one-shot, mas acho que falei disso em todas até agora, não? Bem, a
aparição de Dick é muito divertida, e os dois lutando juntos é mais legal ainda, deixando a revista como uma série de ação-pipoca bacana para aqueles que são fãs de Duro de Matar - porém, com super poderes e menos explosões.

Cuba: É incrível como Mooney consegue pegar o roteiro de Orlando e passar tão bem para o papel, criando uma composição e combinação balão/imagem bem concreta. Midnighter consegue não ser apenas sobre porrada e sangue, é uma caça a itens perdidos e o roteiro passa isso de um jeito bem compreensível. A adição de Dick nas últimas edições ainda faz a imagem fluir, juntando seus malabarismos com a brutalidade de Jason. Até close na bundinha do Agente 37 teve!

Telos #1 por Jeff King e Carlos Paguyalan
Alex: Uma das coisas mais interessantes da Convergência fora Telos. O perdido e poético vilão acabou tendo seu papel um pouco descartado quando o grande plano foi revelado - mas sem problemas, porque finalmente veremos o desenvolvimento que ele merece nessa mini-série. A arte de Paguyalan continua fantástica - assim como fora na própria Convergência - e o roteiro de King tem
mais tempo para respirar fora do ciclo semanal que outrora Telos estava imerso. Revista bem legal!


Batman & Robin: ETERNAL #1 por James Tynion IV/Scott Snyder e Tony Daniels
Alex: Começamos, então, a nova maxi-series do Batman com MUITO ESTILO MESMO. Tynion IV
acerta MUITO no script, conseguindo entregar uma longa história que nos coloca ao lado de muitos parceiros do Batman e, inclusive, antigos conhecidos que há anos não apareciam. Com uma arte excepcional de Daniels; a história é bem divertida e empolgante e promete muito - principalmente por colocar personagens adorados ao lado um do outro. História recomendadíssima para qualquer fã do morcegão e sua família.

Arqueiro Verde #45 por Benjamin Percy e Patrick Zircher/Federico Dallocho
Alex: As caveiras de Seatle. Arqueiro está sombrio e tenso como nunca, nos fazendo lembrar à
grandes histórias do esmeralda. Muito bom o capítulo, com um roteiro e script muito bem posicionado, aumentando a tensão de uma maneira divertida e escura. O desenho é na média, mas momentos se sobressai e combina muito com o tom da revista. Bem divertido e bem empolgante, dando um ar que arqueiro precisava e continuando com a qualidade das edições anteriores





Arqueiro Verde Anual #1 por Benjamin Percy e Szymon Kurdanski
Alex: Bem, se o #45 foi ótimo, o anual... Não foi. As revistas anuais tem o problema de serem muito maiores que o normal - e isso pode ser muito ruim quando você não sabe que história contar. Percy está mandando bem na história regular do Arqueiro mas aqui tudo ficou chato e longo demais - sem dizer na arte "não sei se quero ser cartoon ou sombrio" de Kurdanski. Não gostei muito.




Lobo #11 por Culen Bunn/Frankie Barbiere e Robson Rocha
Alex: A impressionantemente violenta saga do novo Lobo continua, agora contra os lanternas
vermelhos. A revista é, provavelmente, a mais violenta publicada pela DC hoje em dia, e passa dos limites, trazendo diversas ideias criativas de lutas e batalhas em momentos inesperados. Eu realmente gosto desse final de Lobo, aonde Bunn está tentando encontrar novas formas de fazer o Lobo matar. Mas não é uma revista ÓTIMA, é só divertida... Bem, leitura recomendada para os fãs do maioral e para quem gosta de muito sangue e armamento pesado.



Análise feita por:
Rodrigo "Cuba"; Autor da coluna Primeira edição &
Alexandre "Alex Jacket"; autor da coluna O Limite

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