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#DCYou Setembro - Terceira Semana - Análise Completa

Com Prez, John Constantine: The Hellblazer, Doctor Fate e Canário Negro; a terceira semana de setembro acerta quando se fala de crítica social e temas mágicos, mas nem todas as revistas seguem a qualidade das quatro mencionadas. Confira a análise completa da terceira semana de setembro!


Arlequina #20
Cuba: No mínimo, estranho. Pegando toda a história da Gangue das Arlequinas e simplesmente deixando de lado, essa edição vai por um caminho totalmente diferente. Se aventurando pelas ruas de Hollywood, ela conhece um cowboy enquanto procura seu objetivo. Com todas as excentricidades da cidade bastante extrapoladas, a história passa em branco e não foca muito em algo concreto.

Bizarro #4
Alex: A dita road-trip de Bizarro continua e dessa vez está um pouco mais mágica. A participação da maga mais famosa dos quadrinhos - Zatanna - acrescenta um twist de inesperado em uma maluquisse bem desenhada. É realmente impossível prever a próxima página, e o Bizarro "nem tão bizarro assim" ao lado de um Jimmy Olsen ao contrário é simplesmente genial. Darwyn Cooke é o artista convidado da vez, emprestado seus traços aqui e ali. Ótima edição - e nos preparar para o início do fim dessa mini série.

Canário Negro #4
Alex: Temos aqui um pouquinho mais do backstory de uma das personagens simultaneamente com as viagens de Dinah. O inacreditavelmente bem desenhado e bem colorido quadrinho nos guia sobre a nova vilã dentro da história, tendo como consequência uma edição menos focada na ação que as anteriores traziam. Esse 'shift' é importante para a revista não cair na "ação pipoca" de títulos anteriores da Canário. Os roteiros são legais, mas nada que deixará o leitor boquiaberto.

Constantine: The Hellblazer #4
Alex: Diferente do volume anterior do mago, nos Novos 52, que tentou meio que "recriar" a história de John ignorando todos os acontecimento passados; aqui pegamos um ponto na história de John que nem mesmo Hellblazer tratou. Toda trabalhada nos flashbacks, esta edição de "Constantine: the Hellblazer" tenta mostrar a fase do mago dentro da Mucous Membrane, sua banda de punk rock no início de seu interesse como mago. Os quadros e falas precisas conseguem imergir o leitor em uma história que é misteriosa, sombria e depressiva - tudo o que John sempre foi, afinal. É um capítulo excepcional, com um final digno de plot twist e que te faz ficar ainda mais fã do grande Mago. Parabéns aos envolvidos. Constantine: The Hellblazer #4 é a perfeita descrição de um homem cansado, triste, sujo e querendo isso tudo de novo.

Senhor Destino #4
Alex: A sensação de que tudo vai dar errado é incrivelmente bem posta nessa revista. Khalid Nassour está seguindo muito bem enquanto tudo caminha para dar errado, e essa incerteza é divertida e agonizante (da forma boa)! O capítulo teve um foco maior em explicar mais dos poderes do Destino, e nosso novo protagonista consegue caminhar os passos da magia com uma inocência ímpar. A revista é divertida e simples, animando para o conflito prometido na próxima edição. As cores e os traços funcionam muito bem também.

Lanterna Verde: Tropa Perdida #4
Alex: Bem, a revista tomou um rumo inesperado, corrido e um pouco abaixo das expectativas para uma revista que estava indo bem até agora. A galera verde que está perdida em algum lugar sabe-se lá qual muda de guerreiros destemidos do espaço para prisioneiros de guerra em menos de duas páginas de flashback repetido. A arte esquisita - e visivelmente inferior a dos capítulos anteriores - e o roteiro corrido acabam tornando essa edição a mais fraca desde o início. Explica pouca coisa, mostra pouca coisa e corre para tentar explicar a história.

Caçador de Marte #4
Alex: O belo desenho de Eddie Barrows e o relativamente confuso e incrivelmente imaginativo roteiro de Rob Williams conseguem trazer uma história que é quase um drama policial envolvendo personagens que outrora conhecíamos mas hoje em dia parecem que são novos. A realidade confusa e deturpada da atual realidade de J'onn é emocionante e nos faz questionar como que essa história toda vai acabar. Muito boa a edição, seguindo com a qualidade do título.

Prez #4
Alex: A forte crítica social de Prez continua e cada vez mais ácida e direta. De lado, o luxo, de outro, o genocídio e xenofobia: não houve época melhor do que esta para a publicação da revista. O assunto aqui é como alguém que mal sabe qual posição está pode tentar fazer algo para ajudar. A revista acerta muito em um roteiro estrito e pesado, sem pecar nas entrelinhas. Uma revista fenomenal, digna do selo Vertigo, mas que está sendo publicada com o logo da DC na capa.

Robin: Filho do Batman #4
Alex: A revista é divertida, e mostra a luta entre Damian e Slade Wilson. Agora, o porque? Bem, difícil responder. A realidade é que o capítulo tem cara e gosto de "filler", mas não deixa de ser divertido ler. A revista foi bem passageira e rápida, sem muito conteúdo novo, e intensifica mais o laço dos dois protagonistas. A revista continuará boa, só este capítulo que, bem, não foi tão bom assim.

Super Homem/Mulher Maravilha #21
Alex: Ao mesmo tempo em que a revista faz a ligação com Batman/Super Homem e Action Comics; o capítulo finaliza a "dark truth" que tratava - relacionado ao status quo do super e daqueles à sua volta. Peter J. Tomasi consegue acertar em um roteiro de diversas faces e a arte não fica atrás, sendo bonita na maior parte das vezes - com exceção, talvez, da capa. A história dessa nova Diana e deste novo Clark Kent começará na próxima edição. Aqui, só tivemos um breve início.

Mulher Maravilha #44
Alex: Meredith e David Finch retornam ao quadrinho iniciando, de uma vez por todas, uma nova história com a Diana - e, principalmente, uma nova Donna Troy. A revista não desenvolve muito a história da nossa Mulher Maravilha, porém introduz uma antiga (e renovada) conhecida. A história começa a entregar seus mistérios e intrigas, mas o roteiro "vai e vem" não orna com uma história que é praticamente linear. David Finch também não consegue acompanhar, com quadros cheio de rostos e estruturas esquisitas. As cores, claro, prosseguem salvando o desenho da revista - parabéns, Brad Anderson. Enfim, a revista está melhorzinha, entregando uma história nova e umas intrigas que parecem interessantes em acompanhar.

Sexteto Sinistro #6
Alex: A revista é esquisita, e isso nem sempre é algo positivo. Os roteiros da Gail Simone não estão em seus melhores, definitivamente. Os traços e cores muito menos. A revista tem um foco maior no Nygma e em... Um dia de crime, talvez? Realmente não acontece muita coisa - seja em trabalhar os personagens ou situações, a revista celebra a vilania mas esquece de entregar alguma história palpável.

Análise completa feita por:
Alex, escritor da coluna O Limite;

E com breve contribuição de:
Cuba, redator da coluna Primeira Edição.

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