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#DCYou Setembro - Quarta Semana - Análise Completa

A quarta semana do DCYou em Setembro traz muitos feels em Gotham, com os reencontros de Grayson e a vilã dos anos 80 em Batgirl. A incrível conclusão do embate de Slade contra um Titã(?) em Exgterminador e os interrogatórios de Gotham a Meia-Noite. No entando, algumas escorregadas em Flash e, até mesmo, na comédia Arlequina e Poderosa. Mas não se preocupe, confira nossa análise completa dessa semana da DC Comics!

Batgirl #44
Cuba: Com a vilã mais anos 80 possível, temos os pingos nos is da investigação dos tigres e a resolução de mais um arco dos talentosos Stewart e Fletcher. Com o esquema Knight Rider (que foi irado) e todo o lance amoroso, mesmo que a Batgirl seja uma vigilante solitária, é bem possível que teremos uma nova parceira na luta contra o crime. O trabalho artístico está incrível, aquela sequência de luta entre Babs e a vilã foi sensacional de acompanhar. Por favor Panini, traduza o nome da vilã para Tigresa de Veludo, nunca te pedi nada!

Alex: Impecável arte e roteiro sagaz traduzem uma edição que finaliza um dos arcos mais divertidos que Batgirl já teve. Com cores leves e cenas de ação intensas; a história se finaliza criando novas amizades, namoros e inimizades; ao ponto que já prepara tudo para um vindouro novo arco. É divertido ver como essa Barbara Gordon funciona, mantendo-se como protagonista de uma promissora história da Batfamília.

Exterminador #10
Alex: Foi-se criado um ambiente de clímax para esta edição que foi entregue, de forma divertida, violenta e bem desenhada. Um final inesperado conclui uma das melhores etapas que o grande mercenário passou desde o reboot - talvez, eu diria, a melhor. Com uma luta fantástica e reviravoltas incríveis, Exterminador se posiciona como uma das melhores da semana!

Cuba: Acho incrível a evolução de Tony S Daniel de, um puta desenhista daora, pra um bom roteirista, que consegue te prender na leitura e fazer até um personagem que, mesmo gostando dele, não tinha histórias boas faz um tempo, voltar a te fazer ler algo com vontade. E o melhor? Com um final surpreendente! Morte, filhos, olhos, todas as marcas registradas de Slade Wilson.

Gotham a Meia-Noite #9
Cuba: Puta merda! Estava me acostumando com o chove-não-molha dessa revista, mas a pressão que Fawkes e Ferrera conseguiram montar nessa edição foi fora dos padrões. O jeito que o interrogatório foi escrito e desenhado casou maravilhosamente bem com as revelações e padrões emocionais de cada um dos que ali estavam. A ‘explosão’ final deixa aquele famoso gosto de quero mais pro próximo mês.

Alex: É de terminar o capítulo e pensar "caraca, quando o Fawkes decide escrever, o cara escreve pra cacete". E realmente! Esse capítulo foi muito bom. O interrogatório com o vai-e-vem e a descoberta de quem é o Espectro é cru e direto; contando com traços e cores de ponta que criam o verdadeiro ambiente "à meia-noite". É uma pena que a revista só se mostrou excepcional agora - antes, ela prometia; mas não dá pra prometer por quase um ano, não é mesmo? Enfim, ótima edição.

Grayson #12
Alex: Não é o Batman, o Robin, o Asa Noturna ou o que mais der: é o Dick Grayson. E depois de uma suposta morte, o Agente 37 vem para se desculpar e pedir ajudas em uma das suas grandes missões: conseguir vencer aquilo que não enxerga. A revista segue com a plot de Grayson; mas acerta ao mostrar o choque do Tim Drake, Jason Todd, Damian Wayne e Barbara Gordon ao reencontrar o garoto. É impressionante e de ficar arrepiado do início ao fim - tudo tem um significado, um porque; e é perfeitamente humano e real o que todos sentem - mesmo pulando de um prédio ou invadindo uma rede de segurança. Capítulo excepcional.

Cuba: Essa edição é toda cheia de feels. Quando você acha que já lembrou o suficiente da Bat-família pra se trancar no quarto e chorar a noite toda, BANG, só virar a página que tem mais.  Mas claro, tudo o que Grayson e vários anos de publicação com um garoto chamado Dick, tem, a revista mostra, piadinhas, o Código do Mestre das Pistas (pena que eles revelam o truque a todos haha) e altas revelações do espião de Gotham.

Arlequina e Poderosa #4
Cuba: Errr, eu acho que não sei o que escrever? Bom, Arlequina e Poderosa pode ter sido uma jogada nos dados que alguma cabeça da DC fez, juntou as duas em certa aventura e, depois de um bom resultado em vendas, decidiu simplesmente, fechar um crossover. Ela consegue te puxar um riso ou outro, até mesmo com um gato que ronrona e cura a personagem que virou vilão e, mais nessa parte, quando Arlequina tenta alertar sobre a referência de Star Wars.

The Flash #44
Cuba: O pôster escondido da Canário Negro foi a coisa mais bem desenhada da revista que, digamos, falha miseravelmente tentando emplacar uma nova galeria de vilões. A única coisa que se salva foi o foco em Wally e, até mesmo, a possível origem dos poderes dessa nova encarnação do Jovem Titã. Infelizmente, a capa comemorativa do Lanterna Verde, teve o easter egg com o Surfista Prateado e Galactus, cortado.

Liga da Justiça 3001 #4
Cuba: Mais parecendo um edição fill in, contando uma história da Teri enquanto ela e Diana estão se embebedando, essa é a primeira das novas edições que não conta com o desrespeito anterior com pessoas transgênero. Vale lembrar que, depois de uma conversa no Twitter, os escritores prometeram rever seus conceitos a partir dessa edição, então, parece que deu tudo certo. Divertida e sem compromisso, 3001 #4 se deu muito bem no humor.

Alex: A revista, depois da explosiva introdução, agora trata de tratar (há!) os personagens pertencentes dessa única e esquisita Liga. Toda trabalhada no humor e no desenvolvimento da Teri - a Flash dessa liga - a revista conta com um novo (e relativamente menos talentoso) desenhista; mas prossegue com um ar explosivo e cheio de texto. Acho que Liga 3k1 vai começar a tratar mais dos personagens novos antes de entrar em um arco: um passo consciente e saudável, garanto. Continua divertida e interessante!

Nós Somos... Robin #4
Alex: De ficar sem ar. Nós Somos... Robin! #4 tem um foco em em R-Ika; uma das integrantes regulares do grupo. Porém o conjunto da obra é o que mais impressiona: a arte "zine" e narrativa ousada marcam um capítulo que acerta em mostrar que qualquer um pode ser o que quiser. É um capítulo lindo, hiper bem desenhado e colorido e editado; que celebra uma marginalidade de Gotham que é impossível achar em outro lugar. Fantástica e impressionante edição, de ficar sem ar - repito.

Cuba: Uma das experiências mais bacanas de leitura que eu já tive. Foi como ler um zine misturado com um mangá das antigas e uma publicação dos quadrinhos dos anos 60, uma mistura incrível e muito bem executada por toda a equipe criativa, traço, arte final, cor, execução, está tudo muito bonito. Com a morte de Troy, essa edição conta uma história solo de Rika, uma das Robin.

Sinestro #15
Cuba: Ver o Lobo com o uniforme Amarelo é um pouco esquisito, e vê-lo com o Santo Andarilho? Mais ainda. Cullen Bun faz um trabalho majestoso, mostra um lado de Sinestro que, talvez, nunca tenhamos visto, mas igualmente inesperado, prova o contrário. A ascensão do líder da Tropa Amarela em, mais uma vez, um líder louco e fascista, está começando.

Alex:  A ascensão de um fascistinha! Sinestro mostra qual o plano agora que a tropa verde - sua principal inimiga - está sumida; e com isso, prossegue com seus planos, mesmo tendo que enfrentar um problema ou outro. Melhor dizendo, enfrentando o Lobo. A revista acerta muito em construir uma progressiva história que culminará no vindouro e esperadíssimo clímax. A arte é bacana, mas não muito criativa, mas o que mais impressiona é o quão o roteiro é sólido e conveniente, principalmente com o Sinestro no meio da brincadeira.

Análise feita por:
Rodrigo Castello, o Cuba, escritor da coluna Primeida Edição
e
Alex Jacket, redator da coluna O Limite.

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