sábado, 1 de agosto de 2015

Revisitando Batman: A Máscara do Fantasma

A obra-prima de 1993. Considerado pela IGN como o melhor filme de super herói já feito, pela TIME a 7ª melhor adaptação de super-heróis e Wired o melhor filme do Batman; vamos revisitar o filme que estreou Bruce Timm nas animações para o cinema.

O primeiro filme de animação do Batman para o cinema foi algo delicado. Um fracasso de bilheterias e um sucesso de críticas que fez o filme seguir como uma obra cult que inaugurou o vindouro sucesso das adaptações da DC para animações. 

A Máscara do Fantasma compartilha os mesmos atores da popular Batman: The Animate Series. Isto é: Kevin Conroy como Batman e Mark Hamill (o eterno Luke Skywalker) como Coringa. Comentar isso é importante: a The Animated Series foi um GRANDE marco para a DC nas adaptações para animações; principalmente por mostrar como desenhos não precisam ser somente para crianças e que a dublagem é vital para o personagem conseguir se solidificar. 

Muitas são as discussões sobre "qual ator é o melhor Batman" e "qual ator é o melhor Coringa". Respeito a Michael Keaton e ao Jack Nichelson; mas Kevin Conroy e Mark Hamill seguem como os melhores. Uma história que começou na década de 90 e prossegue até hoje, com Batman: The Arkham Knight (Videogame).

Mas vamos voltar a fatídica Máscara do Fantasma. Não é somente a boa história ou a atuação que deixa o filme uma obra prima. Os elementos sombrios, as lutas, os enquadramentos diferenciados, os focos... Tudo foi muito bem pensado. Afinal, o filme custou quase seis milhões de dólares em 1993 - muito, muito dinheiro, para a época.

O filme não nos mostra somente o Batman; mas se preocupa em mostrar Bruce Wayne, sem cair no repetido e enjoado conto de origem do personagem. Trabalhar bem ambos os personagens é vital para que o filme funcione; e A Máscara do Fantasma faz isso muito bem.

Assistir de novo o filme me faz ficar animado e relaxado ao saber que Bruce Timm - um dos diretores dessa obra - estará no projeto de A Piada Mortal - e, mesmo assim, acho que não conseguirá chegar na majestade dessa  obra em questão. Quando as pessoas falam de Batman, pensam no homem morcego, sombrio, sem falhas, lutando contra hipervilões. A Máscara do Fantasma nos faz lembrar que a parte humana também conta.

Ter encontrado o DVD jogado dentro de uma gaveta esquecida foi divertido e me fez lembrar de quão boa essa obra pode ser. Se você nunca assistiu: termine essa matéria agora e vá ver. Hoje em dia é baratinho e fácil de encontrar. E se você já assistiu, concorda comigo quando acredito que esta é a melhor adaptação do Batman já feita? Deixa aí nos comentários!

Escrito por Alex Jacket, escritor da coluna O Limite

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