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#DCYou Agosto - Quarta Semana - Análise Completa

Com histórias afiadas e retornos triunfantes; a quarta semana de Agosto é marcada por uma qualidade impecável em novos títulos e antigos; mostrando que o selo DC You impressiona na criatividade, roteiro e arte. Aquaman, Batgirl, Grayson e Superman retornam de forma incrível, enquanto os novatos Grayson, Prez, We Are Robin e Liga da Justiça da América acertam em manter o leitor entretido. Confira a resenha destas e todas as outras revistas da DC publicadas na quarta semana de agosto!


Aquaman #43
Cuba: Melhor capa alternativa da coleção, sem mais. A reação da Mera ta muito estranha, ela sempre apoiou Arthur, mesmo quando não entendia dos assuntos da superfície, ou até mesmo de Atlantis, mas né, roteiros tão ai pra nos enganar e surpreender. Marcando uma volta para a qualidade narrativa de Aquaman, a linguagem dos quadros usada por Trevor McCarthy se comunica muito bem com o texto. Também é bacana perceber o uso da identidade de Poseidon que Chiang e Azzarello estabeleceram em sua run de Mulher-Maravilha.

Batgirl #43 
Alex: Um novo arco de história começa aqui. Uma história de mistério que une a vida corrida de Barbara Gordon com uma série de ataques em Gotham. A arte continua incrível como sempre - bem carismática - e uma nova trama (tanto para novos leitores quanto para antigos) é algo sempre bem legal. Batgirl é aquela coisa: charme, mistério e criatividade. Prossegue como uma ótima revista; com roteiros sólidos e arte sagaz a ponto de manter o leitor lendo.

Grayson #11
Alex: Grayson v. Grayson! Ou quase isso. Este é definitivamente o melhor capítulo da revista desde a
estreia e conta com uma luta intensíssima; tendo Dick de um lado e um vilão misterioso do outro - ou melhor, Vilã. A história tem esse twist interessante de antagonismo, mas não explica muito como as coisas funcionam - acho que o arco que entrará na sequencia tratará de explicar qual é dessa nova vilã, afinal, pouco sabemos dela. Independente disso, o roteiro é bom e brinca com o leitor. A arte continua sendo bem na média - com um desenho digital meio sem imaginação - mas não decepciona também.

We Are... Robin! #3
Alex: A verdadeira margem de Gotham City. O desenho afiado e o foco na intensíssima ação do capítulo nas mostra uma Gotham que é praticamente impossível de se ver aos olhos privilegiados das outras revistas - como Batman, Grayson, Batgirl e assim segue. O choque entre a gangue dos Robins contra o Bat-robô fazem tudo ficar muito mais interessante. É uma revista afiada e direto ao ponto, que nos quer mostrar uma realidade de Gotham que nunca antes fora trabalhada - una isso com uma arte bacana e o roteiro conciso e temos outra revista excepcional aqui. Leitura essencial.

Ciborgue #2
Cuba: Você começa a ler uma revista solo do Ciborgue e espera o que? Ele lutando contra máquinas,
atirando e destruindo construtos sem vida, mas é aí que somos surpreendidos. A exploração da humanidade, pelo menos o que resta dela e, até mesmo, está voltando, da uma pegada especial ao roteiro. Não estamos falando apenas da relação entre pai e filho, mas da relação de Victor com ele mesmo, a história ta lá atrás, dependendo das descobertas dele.

Arlequina #19
Cuba: Essa revista, oficialmente, perdeu o sentido. Ou fui só perceber agora, são um monte de Arlequinas fazendo nada e mais um pouco, aventuras aleatórias onde o desfecho não acrescenta nada pra ninguém. O traço continua bonito, claro, mas é de se pensar que Conner e Palmiotti se esforçariam mais pra nos dar um roteiro, pelo menos, agradável.

The Flash #43
Cuba: Continuamos com a fuga do pai, mas finalmente descobrimos o porque disso tudo: atrair a atenção do Flash. O desenho de Brett Booth ainda é insuportável, tudo esticado e com uma anatomia fora desse planeta. Provavelmente teremos mais 2 ou 3 edições dessa saga contra Thawne, o assassino da mãe de Barry e, possivelmente, podemos tirar algo bom disso, talvez ele consiga a prova pra sair da cadeia? Agora é confiar nas ideias de Venditti e Van Jensen, porque o desenho não tem salvação.

Exterminador #9 
Alex: Um capítulo de ação-pipoca que prossegue com os conflitos de poderes da espada com Slade. A adição de Diana, agora praticamente regular, na linha de frente adiciona bastante violência e torna o capítulo um emaranhado de boas lutas e enredo linear. A adição do Super nessa edição foi esquisita, admito, acho que não precisava; mas não ficou ruim - nem perto. É uma revista bonita e simples, gostosa e rápida de se ler, que pode agradar tanto fãs do Slade quanto os mais novatos nas histórias dele.

Liga da Justiça da América #3
Cuba: Uma qualidade excelente em revistas boas, a leitura passa e você nem percebe. Dos acontecimentos da última edição, Diana, Barry e Hal foram jogados pelo tempo e os acontecimentos nos estão sendo passados. A reação do mundo para com Rao ainda está na defensiva e ele até cai nas graças do povo mas, como de costume, os governantes não acham muito bom. Bryan Hitch consegue desenhar tão bem quanto roteiriza, a história de prende, te faz querer saber mais e deixa perguntas, mas do tipo que não ficam querendo explodir sua cabeça.
Essa nova run de Liga América vem com um contraste enorme com a antiga, que servia só pra começar um arco de história.

Alex: Bryan Hitch volta no roteiro e na arte de uma das histórias mais afiadas da Liga. Não é tão grande quanto a Darkseid War; mas ainda é uma digna história que nos relembra o grupo do pré novos 52. O roteiro é fenomenal e não tem o que dizer mais do que isso. Com um mistério em volta de Rao e sua seita, em quem acreditar? Uma história que brinca com o leitor de forma sensacional. Hitch está de parabéns (e, também, está de volta!) e está conseguindo fazer algo digno e impressionante. Arte e roteiros fenomenais.

Liga da Justiça 3001 #3
Alex: Depois de tanta bagunça - na maior parte das vezes, positivas - nas ultimas edições; a revista dá uma pausa para explorar mais os personagens. E, nossa, como eles são interessantes. Essa liga 'do avesso' trata muito bem de assuntos delicados - e não tem medo de soltar o verbo. A revista continua com o roteiro de Giffen sendo confuso e com mais falas do que deveria - mas não estraga o quadrinho, só o torna difícil de ler. DeMatteis manda muito bem no pontudo traço, também. Está sendo construído esse universo 3001 do zero, então entendo a necessidade excessiva de conteúdo no começo. A revista ainda é boa; mas a leitura é difícil. Sinto que algo bom está vindo por aqui.

Gotham a Meia-Noite #8
Cuba: Seria o fim da equipe? Continuamos com o esquema das raízes malignas, mas parece que jajá teremos resposta. Uma investigação acontece em cima de todos os envolvidos, então algo vai acontecer. Não consigo pensar muito no que escrever, a revista passou rápido, mas não de um jeito bom, tudo foi acontecendo e ponto, acabou. Espero que ainda consigam desenvolver mais.

Jovens Titãs #11
Alex: Tudo era, como esperado, muito maior do que estávamos esperando. Ao mesmo tempo em que Machester mostra a que veio; o grupo dos titãs está desestabilizado para caramba - mas a culpa,
afinal, é de quem? A resposta é difícil de dar, mas eles precisam fazer algo rápido. Com outra troca de desenhista nessa edição; o roteiro continua direto e forte. É, afinal, a penúltima edição para a conclusão da história que promete colocar o Superboy de volta no grupo - ou não. Eu sou fã dos Titãs desde a #1; então minha opinião talvez seja um pouco deturpada, mas continuo dizendo que essa revista é fenomenal e mostra um super grupo amigo de verdade. Ótima edição.

Sinestro #14
Cuba: Sinestro realmente virou a nova revista oficial dos Lanternas, ainda mais com Hal bancando o Han Solo. Com a adição de uma nova membro para a tropa, vemos que não é só de Medo que essa série vai viver, até porque já temos a Soranik na parada. Sobrepujando os outros e formando um exército, a centralidade da Tropa Amarela, não abordando mais ninguém e trazendo cada vez mais personagens novas e sensacionais.

Prez #3
Alex: Já começa muito bem com essa capa fenomenal - e consegue manter a qualidade; apresentando novos personagens e realidades que nos fazem refletir sobre a dura modernidade e como duas realidades podem ser diferentes entre si. Cara, na metade da revista, só conseguia pensar "caralho, que revista boa!" e realmente; é impressionante. A qualidade dos desenhos ou a sagacidade do roteiro ao apresentar o que eu
desconfio ser o vindouro vilão - A Smiley Enterprises - ao mesmo tempo em que a revista faz referências a cultura pop atual e tudo mais. MUITO bom o capítulo, extremamente bem posicionado, com temas sociais arrojados e desenhos excepcionais. Uma das melhores revistas sendo hoje em dia publicadas.

Superman #43
Alex: Afinal, porque Lois contou? Depois de MESES de espera para a resposta; temos aqui, o porquê. Os rostos esquisitos de Romita Junior agora são ajustados pelo roteiro mais pé no chão de Yang, fazendo a leitura ser, ao menos, simples. Olha, admito que esperava que a Lois tivesse sido bem mais "vingativa"; fiquei impressionado com esse capítulo e eu... Gostei? Acho que sim.Não acho que ela estava certa, claro, mas a discussão é aberta ao mesmo tempo que BEFORE TRUTH, o primeiro arco desse novo Super, acaba. A culpa é dela, sim, mas o que ela poderia ter feito? Talvez não soubesse o poder dele o bastante... É uma edição interessante, com desenhos feios e cores bonitas, que consegue introduzir bem esse novo Super.

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