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#DCYou Agosto - Primeira Semana - Análise Completa

Mais uma semana recheada do bom e velho sci-fi, com a distopia de Batman do Futuro, a aventura espacial em Lanterna Verde e a epopeia galática de Omega Men. O humor fica a cargo de Bat-Mite, enquanto Detective Comics continua a mostrar a polícia de Gotham por dentro. Veja o que achamos dessa primeira semana de publicações da DC Comics em Agosto:


Batman do Futuro #3
Alex: Não é só a vida de Tim Drake que está um furacão. Matt McGinns, o irmão do anterior Batman do Futuro' Terry McGinns, está cada vez mais duvidando do sucesso de Tim. O futuro é, realmente, assustador e brutal. O Irmão Olho é um dos maiores vilões da história dos quadrinhos; e a forma com a qual ele atua é assustadora. A história segue como um thriller sci-fi distópico interessantíssimo, mas a arte infelizmente não acompanha. Os desenhos são medianos com alguns quadros que deixam a desejar. Isso não é motivo para não ler a história, é claro, porque a aventura de Terry no futuro é muito bacana e cheia de mistérios que atiçam o leitor a continuar lendo.

Cuba: A infiltração de Tim acaba e as dúvidas também somem. Nova-Gotham enfrenta um novo perigo já que o Irmão Olho conseguiu sua localização, mesmo não tento assimilado Bárbara. Tim Drake vai ganhando experiência com o traje e familiaridade com Alfred, mesmo que possamos não vê-lo mais. A adição de um novo heroi nas últimas páginas ainda mostra a vontade de lutar da humanidade nessa linha temporal.

Bat-Mite #3
Cuba: Além de tirar sarro do clichê, briga de herois antes de virarem parceiros, ainda temos o Bat-Spray Anti-Tubarão em ação! Com a participação de Damian Wayne como Robin, os dois enfrentam um vilão que critica a juventude atual, com suas redes sociais e vida rápida. A edição ia ok até sua última página, com uma aparição especial e claro, sensacional.

Alex: Capítulo focado na ação e nos easter-eggs, Bat-Mite continua como uma espécie de homenagem "tira sarro" da bat-família. É divertido e inesperado, mas nada muito incrível. As críticas e indiretas e trocadilhos estão aqui, e tornam a revista legível praticamente somente em inglês (a língua que a edição foi lida.). É bem para fã mesmo, que quer ver um Batman "zoeiro" andando por aí fazendo piada e indireta.

Detective Comics #43
Alex: A força-tarefa Batman prossegue na missão de mostrar como é essa nova e inversa Gotham. A revista é mais como um "lado B" do Homem Morcego, mostrando vilões e personagens menores. Os desenhos são legais, mas a narrativa de Bucellatto é um pouco cansativa. Achei legal ver a psique de Gordon, mas a 'reviravolta' no final foi um pouco boba.

Cuba: A abordagem de Bucellatto com a polícia de Gotham continua incrível, com bons desenhos e uma boa leitura, DC43 consegue construir o background do novo Batman e sua atuação dentro do próprio batalhão, começando a explorar o psicológico de Gordon.

Lanterna Verde #43
Cuba: Ethan Van Sciver volta a desenhar o Lanterna depois de muito tempo e o cara ainda manda bem! A nave de Hal, Darlene, lembra muito o robô de Guia do Mochileiro das Galáxias, Marvin. A equipe que Robert Venditti está construindo pode marcar um novo passo para a revista, mesmo com aparições de velhos conhecidos, ela está conseguindo se renovar muito bem.

Alex: Acho que Lanterna Verde não tinha um ar novo desde o 'Renascimento', de 2011. Os desenhos clássicos voltam em uma história afiada que já nos apresentou, mês passado, o retorno do Mão Negra. Agora, este mês, conhecemos novas personalidades e revemos anteriores, porém estas misteriosas. O que aconteceu com os lanternas, afinal? Por mais que estejamos há algumas edições com esta pergunta na cabeça, não está enjoado, e o mistério e a tensão aumenta, nos deixando ansiosos para a próxima edição. Leitura essencial.

Lobo #9
Alex: É infeliz perceber que Lobo #9 não é a continuação de Lobo Annual - temos que esperar mês que vem para isso. Isso significa que a revista é, bem, um filler com uma história relativamente fechada. É quase como (outra) one-shot bem desenhada cheia de moças bonitas e um clima pesado, mas tristemente não prossegue com a promessa interessantíssima que o Annual #1 trouxe. É, bem, a história AINDA não começou, teremos de esperar mais um mês. É interessante ver, entretanto, as relações com Omega Men - a atual melhor revista da DC Comics.
Meia-Noite #3
Cuba: Acho incrível a interação das revistas, só nessa tem easter egg da Canário e do Bat-Mite. Meia-Noite não mostra apenas o lado sanguinário da personagem, a exploração da vida pessoal de Jason traz uma profundidade boa para a história, que consegue até ir ao seu passado com Apolo. A composição visual de Aco é de tirar o fôlego, os quadros soltos na página e as cores dão um toque especial na revista.

Alex: Uma disposição de quadros sensacional explora o lado social e o lado violento do Meia Noite. As cores e os desenhos são excepcionais e as aventuras do nosso herói ficam cada vez mais intensas. Sinto falta, porém, de uma pegada mais focada numa "história a longo prazo". Parece que os capítulos funcionam como um "vilão da semana". Parece que isso talvez mude, é claro, já que o Meia-Noite enfrentará o Grayson. Porque? Bem, teremos que esperar mais um mês.
Omega Men #3
Alex: Capa maravilhosa e capa variante sensacional, Omega Men voltou. Passei a amar as primeiras semanas do mês por causa dessa obra-prima. Conhecemos agora Kalista; princesa herdeira do trono de Alpha; o outro lado da história. Com uma luta insana entre Tigorr (Omega) e a Kalista, Princesa dos Alpha, a revista brinca MUITO com o leitor de uma forma sensacional, fazendo o roteiro de Tom King ser preciso e eficiente em todos os sentidos. A arte é de cair os queixos com uma proposta "9 quadros" sensacional. Omega Men continua como a melhor revista da DC Comics hoje em dia. Leitura mais do que essencial e obrigatória pra qualquer fã de ficção científica.

Cuba: É a primeira vez que temos algo concreto de Kyle, conversando com uma nova 'cativa' e até desenhando um busto de Carol. Finalmente temos algum 'plano' sendo comentado. É a junção da arte de Bagenda, com sua sequência de lutas e layout, com o roteiro de Tom King, que fazem de Omega Men uma das melhores revistas publicadas atualmente, prendendo o leitor até a última página.

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Conheça mais sobre o Cuba, autor da coluna Primeira Edição
Conheça mais sobre o Alex, autor da coluna O Limite

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