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Visitamos a Fest Comix 2015! Veja o que achamos.


A 21ª Fest Comix terminou! Com muito o que fazer, ver e comprar; o evento se promoveu como a "A mais tradicional feira de quadrinhos". E aí, realmente foi? De independentes à grandes nomes e com um pouco para todo mundo, não seria exagero dizer que a Fest Comix 2015 possa ter sido ainda mais do que o seu próprio título apontava. Confira o que achamos!


No atual São Paulo Expo - anterior Centro de Exposições Imigrantes - a Fest Comix 2015 aconteceu. Em uma época do ano marcada por outros eventos - Anime Friends, Anima Mundi, Festival Do Japão
- o que a Fest Comix tinha para conseguir consolidar-se como a escolha de muitos?

Não se engane achando que a Fest Comix foi um evento "grande". Claro, o espaço era ideal, mas falar do São Paulo Expo lembra automaticamente o tamanho massivo de todo o ambiente. A CCXP (que tem ingressos substancialmente mais caros) ocupa todo o espaço do estabelecimento. A Comix Fest, porém, é só parte do pavilhão. Isso torna o evento mais barato, menor e acessível.

Ao entrar no evento; a primeira coisa que você enfrentava era uma enorme estátua do Hulk, nervoso, já estreando as primeiras impressões com muitas fotos e sorrisos. 

Então tudo ficou cheio, não?

Não! Na realidade, o evento conseguiu manter uma diversidade interessante de atrações e propostas que acabou distribuindo melhor o público. Haviam palestras em ambientes fechados com quadrinistas e afins, espaços de exposições, estandes de vendas (além do da própria Comix) e propostas interessantes de parar, ver e ouvir; como o espaço das Minas Nerds ou os concursos Cosplay. Tinha, para ser sincero, um pouquinho para cada tipo de fã dessa atual cultura popular e artística.

O maior medo dos eventos: as filas.

É um medo comum. A CCXP, no fim do ano, Anime Friends na metade: os eventos de cultura "nerd" são sempre dominados por filas e mais filas, seja para entrar, comer ou comprar. A Fest Comix, de maneira surpreendente, não sofreu com isso. Mesmo no dia mais cheio dos três - no Sábado, 17 - o público era bem distribuído a ponto de nada ficar com uma fila imensa ou assustadora. Mesmo para pegar autografo das personalidades mais famosas era até que rápido, tendo em comparação outros eventos do gênero. A única exceção disso fora com o Nobuhiro Watsuki - autor de Samurai X - aonde, para conseguir um autógrafo ou algo do gênero, era mais complicado e requeria uma distribuição de pulseiras que aconteceu mais cedo nos dias de seu encontro.

As atrações

Palco Cosplay
A tradicional Fest Comix sempre apostou na venda de estoque de praticamente tudo o que dá pra vender da loja Comix (a maior vendedora de quadrinhos do Brasil) em um espaço específico para isso com descontos de 20 à 80%. Este ano, porém, a loja (que estava tão boa quanto dos últimos anos de evento) não foi o único foco. Tinha, como dito anteriormente, um pouco de tudo! Palestras, Cosplays, painéis, fotos, estandes... Mas o que mais me encantou no evento foi na não disparidade entre os quadrinistas independentes e novatos ao lado de pessoas mais experientes que trabalham para famosos selos; nacionais e internacionais, na ala dos artistas.

Na CCXP do ano passado; o quadrinista independente ficava um pouco mais longe daqueles mais famosos; que recebiam mais destaque. Por mais que tenha sido com um número menor de quadrinistas, os brasileiros independentes não estavam em disparidade em relação aos grandes nomes presentes no evento. 

Galera da MSP
E, realmente, dos grandes nomes, muitos também eram brasileiros! Deodato Jr. (Punisher: War Journal) , Ivan Reis (N52: Aquaman e Ciborgue), Eddy Barrows (N52: Asa Noturna e Martian Manhunter), a galera da Graphic MSP: Danilo Beyruth (Astronauta), Vitor e Lu Cafaggi (Turma da Monica Laços), Gustavo Duarte (Chico Bento: Pavor Espaciar), Eduardo Damasceno e Luis Felipe Garrocho (Bidu), Paulo Curumbim e Cristina Eiko (Penadinho). Na ala de gente de fora; tínhamos Bernard Chang (Batman do Futuro), Steve Engleheart (Criador do Starlord!), Salvador Sanz (Noturno, Legião) e Nobuhiro Watsuki (Samurai X/Rurouni Kenshin)

E, com exceção do Watsuki, era legal ver como os grandes e atuais nomes da indústria estavam sentados na mesma região que uma galera nova, independente e vibrante; que estava apresentando novos trabalhos excepcionais e ousados, deixando clara a diversidade entre um título e outro - e entre os próprios autores. Gente de todo canto do Brasil estava lá para apresentar novos e excitantes títulos independentes que gritam criatividade, estilo e narrativa própria. Era impossível não encontrar
algo de seu agrado. Diferente da CCXP, os olhares estavam próximos. Muita gente teve a oportunidade de conhecer coisas novas e legais que estão saindo de gente daqui mesmo, com um grau artístico incomparável. O evento está de parabéns ao apresentar a galera dessa forma.

Parte dos independentes na Artist Alley!
De toda a galera da cena independente, muitos são os nomes, e é impossível falar de tanta gente! Pessoal este que fora super educado e simpático com a gente, do Crise. Eram titãs desconhecidos com um talento inacreditável dando aulas de simpatia e humildade sem nem perceberem. O ponto mais alto do evento, com certeza. Confirmando essa Artist Alley maravilhosa - e até mesmo expandindo-a - a ida para o próximo evento é garantida. 

Outro post será feito falando mais sobre essa galera independente apaixonante. E, é importante ressaltar que essa outra postagem terá, digamos, uma surpresa para o leitor do Crise. Bem, teremos tempo para falar sobre isso.

Nem tudo estava perfeito, porém.

Conseguir informações sobre as vindouras palestras era difícil e a praça de alimentação era uma imensa piada. Com poucas opções - por sua vez, caríssimas - comer no evento era mais caro do que comprar revista de luxo. Muito mais caro. Os banheiros, também, não eram dos mais limpos.

A "praça" de alimentação.
O estacionamento e a passagem para pedestres estavam bem mal cuidados e mal sinalizados, também. Outra grande crítica é sobre a galera com pranchetas fora do evento; que perguntava de forma invasiva se você ia entrar na Fest Comix e, em seguida, já metralhava de perguntas sobre seu
celular e nome para te colocar numa promoção. Poxa, um pouquinho mais de simpatia na entrada do evento, por favor.

Para comprar quadrinhos o evento era sensacional; mas para colecionáveis, uma tragédia. Não tinha praticamente artefato algum para comprar; o que acabava deixando de lado um grande público de consumo. Uma boa era apostar em mais colecionáveis para a próxima!


Ano que vem? Com certeza.

A comparação com a CCXP é óbvia. Mesmo com uma faixa de preço para entrar gritante de diferente, os eventos compartilham de mesma alma e espírito. A Fest Comix parecia uma "mini" CCXP; que apostava na compra de quadrinhos com descontos e na aproximação do leitor com o quadrinho independente. Acaba que a Fest Comix foi uma mistura de FIQ com CCXP; um curioso meio termo com descontos em revistas e comida cara.

O evento se mostrou impressionante. Mesmo sendo menor que os outros eventos do mês; foi um evento muito maior em conteúdo. Tinha um pouquinho para cada um e sempre algo novo para ver, fotografar, ou conhecer. O evento não é o mais amigável do mundo para quem não é fã de quadrinhos; mas pode ser aproveitado por qualquer um que tenha interesse em começar nesse hobby e paixão. Segue as fotos do evento! Clique em uma para entrar em modo de exibição.

Matéria por Alex Jacket, autor da coluna O Limite 
Fotos por Luiz Antonio Vassimon 


















































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