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#DCYou Julho - Segunda Semana - Análise Completa

A inocente Koriand'r enfrentando um furacão, Constantine em sua mais pura e mesquinha origem, a Liga America finalmente trazendo o esplendor de uma publicação de Bryan Hitch, o mundo da máfia de Gotham no comando de Selina Kyle e muito mais nessa segunda semana de publicações de Julho da DC Comics. Confira a análise completa de todas as revistas!



Constantine: The Hellblazer #2
Alex: O que acontece quando o que não pode morrer... Morre? Isso, de acordo com John, é o que desafia praticamente tudo o que ele acredita conhecer; e nós, leitores, estamos tão dúbios quanto ele. A coisa é que tá todo mundo se ferrando por causa do John - isso é novidade? - mas, pela primeira vez, quem está se ferrando por causa dele são pessoas que já estão mortas. E, vamos lembrar de Newcastle e o quanto ele não é muito fã de mexer com fantasma? Bem, a revista é fantasticamente desenhada, muito bem feita e com uma comédia, gore e misticismo (com bastante simbolismo) muito bem ajustados. E cada vez mais John volta a ser quem ele é, principalmente agora que está voltando para casa para resolver um problema que ele nem sabe porque faz parte. Leitura indispensável.

Cuba: Ver um John perdido, quase traiçoeiro, pensando apenas em si mesmo é um passo enorme depois dos Novos 52, onde ele soltava magia a torto e a direito pela história. Consigo ver a volta de toda a graça, por assim dizer, das histórias do Hellblazer, com o desenho sujo, a personagem em seu potencial máximo e ainda voltando para solo inglês.

Liga da Justiça da America #2
Cuba: A premissa de Rao passa a ser interessante a partir do momento em que pode haver um conflito interno na Liga, onde Superman tem o retorno de seu deus e, no outro lado, Aquaman simplesmente não acredita em nada que se diz um deus e Bruce desconfiando de tudo. Bryan Hitch aborda um assunto pouco discutido em quadrinhos, a religião e constrói um palco pronto para um grande espetáculo.

Alex: Um mito de Krypton retorna - será mesmo? Ver Clark assim, ingênuo, é intrigante e desperta aquela sensação de "vai dar merda". O foco em Arthur Curry - o Aquaman - é bacana e nos faz lembrar do ceticismo do herói. Mas, afinal, quem é esse Rao?! Ele cura e ajuda, as palavras são cheias e belas, mas porque não consigo me convencer? Impressionantemente bem roteirizado e mais intrigante que a primeira edição, LJA está construindo um ambiente misterioso e envolvente no qual eu estou muito ansioso para saber como vai continuar.

Batman #42
Alex: A crítica ao sistema nos pensamentos de Jim Gordon nos levam a questionar se ele será o Batman da Polícia realmente por muito tempo. As cores nesse capítulo são intensas e diversas, deixando Gotham com uma nova cara na narrativa e no visual também. Batman #42 traz o primeiro super vilão do Jim - e também dos leitores. Gente nova no pedaço, finalmente! O Mr. Bloom! Mas nem tudo são flores (trocadilhos multi linguísticos!)... Achei um pouco rápido o encontro do Jim com o... Bruce? É, eu sei, a gente não sabe se é ele - até mesmo, pode ser o Bloom! Porque não? - mas um pouco rápido demais. Tirando a opção do Snyder; o quadrinho foi bem divertido, bem desenhado e bem colorido mantendo uma qualidade irrefreável para essa nova aventura do Batman.

Cuba: Adesivos de nicotina e cigarro de açúcar devem deixar qualquer um nervoso, até mesmo pra arremessar um bat-caminhão de 15 milhões de dólares na cabeça de um chefe do crime qualquer. Cada vez mais Snyder constrói o novo status-quo do Bat-bigode e desenvolve, por trás dos panos, lá nas últimas páginas, a história de Bruce que, pelo jeito, deve ter perdido a memória. Um novo vilão original está a espreita e é dever do time Batman combatê-lo. Posso dizer que a ansiedade está me corroendo pra saber cada detalhes dessa nova empreitada de Snyder e Capullo.

Mulher Gato #42
Cuba: Assim como a morte é certa, quando uma revista ganha capa de Kevin Wada, pode ter certeza que seu conteúdo interior é de primeira. Genevieve Valentine mostra a Gotham suja dos mafiosos, suas guerras sendo travadas, alianças feitas e desfeitas, a bagagem de Selina como cabeça de família cresce e o manto da Mulher-Gato consegue mais seguidores. É bom ver a Salteadora de volta a todo vapor.

Alex: Os desenhos e cores excepcionais não retiram o fato que essa edição de Mulher Gato é um pouco vazia e sem conteúdo. A edição passada nos trouxe os impactos da ida do Batman da vida de Selina, mas aqui não temos muitas novidades ou histórias novas para contar - mas é legal ver a Mulher Gato voltando com tudo para a cidade de Gotham. Um filler, talvez?

Liga da Justiça Unida #11
Alex: Uma liga da justiça alternativa, com certeza. O inesperado grupo de heróis (e anti-heróis) se unem para uma grande ameaça, talvez. São diversos estilos diferentes de desenhos e representações ao decorrer da revista, que instiga o leitor a continuar lendo. Engana-se, porém, se pensa que tem bastante coisa aqui para ser lida. Por mais que seja a 11ª edição, a história é meio que introdutória para algo grande que está por vir. A edição interessa sim!

Cuba: Nossa, que formação magnífica! E ainda coloca a Mera como uma figura poderosíssima, sem precisar do apoio (nunca precisou, na verdade) do Aquaman. O retorno dessa vertente da Liga traz uma coisa explorada na antiga Dark, ainda mais com o Monstro do Pântano no meio. A história envolve anomalias do espaço-tempo que lembram muito a saga da Podridão.

All-Star Section 8 #2
Cuba: Lanterna Verde contra um tiranossauro do espaço com braços mecânicos de sabre de luz? Obrigado Garth Enis, de verdade. Sério, a edição chega a ser tão engraçada, com um final tão inesperado que você simplesmente não sabe quando acabou, são 20 páginas de humor galhofa excepcionalmente escritas.

Alex: A zueira continua! O desenho trash e grosseiro que nos lembra aquelas revistas de terror dos anos oitenta/noventa continuam com muita piada e humor negro. O Six Pack brigando com o vendedor na loja de quinquilharias é simplesmente a melhor parte da revista, com um plano de fundo mostrando o tão sonhado Lanterna Verde.
Superman/Batman #22
Alex: Digo e repito: o super sem poderes é refrescante e animador. A saga Truth (a de verdade, não aquela da revista solo do Super...) continua mostrando as aventuras do herói mais forte do mundo... Sem tantos poderes assim. "Bem vindo à raça humana!". É FANTÁSTICO ver como um herói de longa data - Clark - reage com um novato - Jim, o Batman. O contraponto entre um e outro funciona muito bem e transforma Superman/Batman em uma revista imperdível.

Cuba: Greg Pak consegue mostrar direitinho como um Superman sem poderes, melhor dizendo, como apenas o Clark Kent consegue lidar com as situações de um outrora Superman, com o mesmo positivismo e até liderança que sempre teve, mesclando isso com o novato Gordon como Batman. Com uma parceria desajeitada e sem muita comunicação, uma amizade entre os dois pode crescer e, claro, deixa o roteiro ainda mais palatável ao leitor.

Academia Gotham #08
Cuba: A mãe de Olive, presa no Arkham, morreu, a revista rola com Maps e Kyle indo atrás de mais mistérios envolvendo a mansão e o que rola por lá. Cloonan e Fletcher conseguem prender o leitor nos pequenos mistérios da Academia, ainda mais com a arte de Karl Kerschl deixando tudo com uma pegada webcomic. Ainda ouviremos muito sobre a morte da mãe de Olive.

Alex: Traços inocentes e incríveis constroem um clima de tristeza que nos responde a dúvida da semana passada. A mãe de Olive se foi - e as consequências para a jovem garota e seus dois amigos não é das melhores, principalmente em um momento de tanto sufoco e correria. Academia Gotham tem um charme único: são personagens novos em histórias novas e cada vez mais vale a pena acompanhar esse ar novo da DC Comics. Os desenhos e o roteiro não ficam atrás.
Novo Esquadrão Suicida #10
Alex Caraca! A gente sabe que o Esquadrão é feito de intriga e reviravolta; mas aqui a coisa foi bem além. Uma boa apunhalada nas costas bem posicionada como esta mostra como um roteiro consegue ser afiado e perspicaz mesmo quando muitos personagens estão em cena. Quais os planos do Arraia? Ainda; o grupo é um pouco a parte um do outro, mas acho que é algo que a revista eventualmente ajustará. O roteiro é preciso e os desenhos estão na média, tornando o Novo Esquadrão Suicida uma revista interessante de se ler. Não é excepcional, mas faz seu trabalho.

Cuba: Nossa, até para os membros do Esquadrão, eu não imaginava uma reviravolta tão intensa! Claro, é de se esperar uma traição/faca-nas-costas do Bumerangue, mas uma ação tão, vamos dizer, ousada, quando a do Arraia? Isso é novidade pra mim e claro, inovar em revistas desse tipo sempre é bom. Porém, a outra parte do time serviu apenas pra encher páginas, com Reverso e Harley envolvidos numa conversinha de bar.

Estelar #2
Cuba: Engraçado como Conner e Palmiotti conseguem trazer a preciosa inocência de Kori de volta a persoangem, ainda mais com os balões de 'dúvida' que Lupacchino tão habilmente insere na história. Ainda estamos nas apresentações de personagens, mas agora que Key West, a ilha em que Estelar decidiu viver, está segura, no meio do caos fomos apresentados, ao que parecia, um vassalo do primeiro grande mal que Kori enfrentará.

Alex: A narrativa dividida da revista faz ser uma leitura gostosa e consegue trabalhar muito a personalidade da Estelar. Personalidade esta que tinha sido esquecida no passado; mas está com tudo de novo. Ela é inocente e corajosa, fazendo o que quer e como quer e - principalmente - quando quer. O desenho acima da média e a distribuição de quadros torna Estelar uma prazerosa novidade. E, ainda, a ascensão de um novo vilão (mesmo que de forma descontraída) pode colocar chão pra uma história que já está boa. Finalmente! Se você gostava dos Titãs do Marv Wolfman, a leitura aqui é necessária.

Capuz Vermelho/Arsenal #2
Alex: Olha, o desenho dessa edição não está nem perto da beleza do dá antiga; mas é divertido ver como o Jason e Roy são tipo uns amigos com armas de fogo. Enquanto Jason é muito mais sério, Roy sempre foi mais... Porra louca. Digo, ele não é o cara mais sério do mundo - é quando precisa ser, mas no fundo ele é aquela criança que só faz besteira. Depois de tantas coisas que aconteceram com o Roy Harper - virar pai, perder a filha, perder o braço e tudo mais - esse Roy dos Novos 52 (que não tem muita relação com o do passado) é uma diferente linha do Roy que conhecemos. As linhas artísticas na revista são divertidas - com lutas em oito bits e tudo mais - mas o desenho não deixa de ser feio. Eu ainda continuo gostando da revista. Ela não é incrível, mas é divertida.

Cuba: Quando transformaram o Roy Harper num completo idiota? Cadê aquele cara que virou pai, amava a filha, queria vingança e, acima de tudo, era mais sério que o Arqueiro Verde? Mas o que me foi um, não diria incômodo, mas é a palavra que vou usar, foi o traço de Paolo Pantalena, lembrando muito o de Keneth Rocafort, mas misturado com uma pitada de Hokuto no Ken, todo mundo tem corpão e olho amendoado, me estranhou muito.

Terra 2: Sociedade #2
Cuba: Ainda estabelecendo passado e futuro depois que as naves da extinta Terra-2 caíram no novo planeta, já temos o vilão principal, Terry Sloan, que quer mudar o mundo e deixa um sentimento de Maxwell Lord. O Bat-Grayson é bem diferente do que já vimos no passado, com novo estilo e outras abordagens, ele parece ainda se acostumar com sua volta ao super-heroísmo, e até mesmo a 'Sociedade' ainda não se formou.

Alex: Que. Desenho. Maravilhoso. Um novo grupo de vilões começa a aterrorizar a nova sociedade de Terra-2; mas a revista não deixa de ser bem introdutória, apresentando os personagens. A história começa de verdade na próxima, mas a leitura daqui é bem competente em mostrar como o "approach" dos personagens dessa Terra-2 é bem diferente do que está acontecendo nas outras revistas. A revista não é a melhor de todas da semana, mas é bem sólida e garante que a leitura pode melhorar nos próximos meses.

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