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#DCYou Julho - Quarta Semana - Análise Completa

Finalmente temos a estréia de Ciborgue, pelas mãos de Ivan Reis e Joe Prado, os brasileiros que chutam bundas na DC. Veja a luta de Diana contra o Exterminador, uma adolescente sendo eleita presidenta dos EUA em Prez, Sinestro pegando o controle da proteção do universo e o Flash caçando o próprio pai! Tudo isso e mais nessa Quarta Semana de publicações da DC Comics em Julho!


Aquaman #42
Cuba: Puts, o Aquaman não curte Magic, como pode! Esse Aquaman com cara de marrento, com um traço pesado e que evidencia muito a preferência digital do artista chega a sujar a arte, de um jeito diferente de Constantine, que a 'sujeira' completa a experiência de leitura. Arthur não é mais aquele rei interessado por toda vida, mesmo salvando a vida dos inocentes, ele quer destruir um mundo e sua postura não lembra em nada a do Aquaman que estamos acostumados a ver, como um embaixador entre mundos. O roteiro é ok, o incomodo maior é a arte, a nova roupa com placa peitoral romana, na página 12 tem uma menina com a mão mais mal desenhada que eu já vi num quadrinho.

Alex: É mal desenhado, confuso em um vai-e-vem enjoado e joga fora o trabalho feito nas edições anteriores em Aquaman. Em compensação, o capítulo é melhor que o anterior. A história se mostra minimamente interessante para tentar compreender qual é do Arthur com a Mera - o que será que aconteceu com ela? É uma pena, entretanto, este ser o único motivo para ter vontade de continuar lendo uma revista que brilhou tanto no passado. Tempos mudam.

Ciborgue #1
Alex: Desde que o Ciborgue entrou na Liga; era esquisito ser  o único personagem sem uma revista própria. Isso acabava deixando-o um pouco raso. Bem, tudo isso mudou. Com desenhos e cores incríveis; a revista vem pra expandir o personagem. O corpo do ciborgue está muito menos humano e muito mais robô - como? Isso a gente vai descobrir ao decorrer de sua história. Um novo mal surge, claro, mas o foco principal é na humildade de um personagem que o físico se torna cada vez mais metálico mas a psique cada vez mais humana.

Cuba: Ivan Reis já vinha desenhando máquinas bem maneiras desde Vilania Eterna e aqui parece que ele acertou em cheio. Sim, fisicamente Victor está cada vez mais robótico, mas por dentro vemos que ele está sendo retratado cada vez mais humano no roteiro de David F. Walker. A vida pessoal, novos poderes, os Laboratórios STAR e uma aparente guerra das máquinas, vão se juntar para formar o primeiro arco dessa nova revista solo.

Exterminador #8
Cuba: Porque team-up sempre faz bem. Slade fez o trabalho errado, em vez de matar o titã Iápeto, ele o libertou pela Ilha das Amazonas. Ai tem toda aquela ladainha, trocar uns murros pra depois se aliar contra o mal maior. Comparando a antiga revista, que tinha o mestre Liefeld, a nova entretém muito mais, tem um roteiro mais completo e claro, desenhos do Tony S. Daniel. A dupla Diana/Slade promete dar uma leitura cheia de porrada.

Alex: Alguns duvidaram dessa nova fase do Exterminador, mas essa edição veio para comprovar que ele como um "god-killer" é bem interessante. A luta contra a Diana é insana da melhor forma possível! É incrível ver quando a Diana solta tudo em cima de alguém, e foi exatamente isso o que ela fez contra o mercenário mais eficiente do mundo. O capítulo, ainda, não se trata só de uma briga; até porque a história tomou mais consistência. Fazia tempo que Exterminador não estava tão legal.

Gotham à Meia-Noite #7
Cuba: Uma das duplas criativas mais perfeitas pra esse tipo de trabalho, Juan Ferreyra consegue levar o texto de Ray Fawkes numa linha do mistério que a DC não explora em seu selo mainstream há um tempo. O lado sobrenatural de Gotham está perigando, uma investigação com o Distrito 13 pode desmantelar o grupo e deixar a cidade no caos das aparições e demônios sem controle.

Grayson #10
Cuba: Quem está matando os agentes? Também não é nessa edição que saberemos, pois Tom King e Tim Seely conseguem roteirizar um filme do 007 com Dick e seus aliados. O inesperado é ver Lex Luthor tentando adquirir o colar roubado na edição anterior, que é um pedaço de kryptonita. Imagina o câncer de garganta que esse colar deve ter causado por aí.

Arlequina & Poderosa #2
Cuba: Luxúria e humor, tudo se resume a essas duas palavras nessa segudna edição da minissérie. A caminho de salvar Vartox, Poderosa se encontra com a Força de Ex-Namoradas do figura e se unem na empreitada. Arlequina consegue um par de luvas que, ao meu ver, é tão forte quando um anel de Lanterna Verde, mas faz luz sólida, o que parece só mais forte que os construtos que dependem da força de vontade, quero logo ver uma treta entre ela e um verdinho!

Liga da Justiça 3001 #2
Cuba: Com Supergirl na parada, a luta contra a entidade Starro tem um fim bem pacífico. O humor intrínseco dessa nova 'Liga Internacional' continua muito bom, porém, o tratamento ao Guy transgênero ainda peca, e muito. É bom saber que na quarta edição isso será consertado, depois que fãs conversaram com Giffen e DeMatteis pelo Twitter. A quebra da 4ª parede no final é bem interessante, explicando as coisas pra quem é novo leitor da Liga 3000 e até zoa um pouco a série de TV do Flash.

Alex: A salada non-sense continua em um supergrupo que mais parece experimental que qualquer outra coisa. A história é divertida e a interação de um personagem com o outro torna esse pessoal no século 31 emocionante; mesmo com uma história genérica-pastelão. A arte é, também, excepcional; apostando em traços pontudos e cores fortes que destacam os "heróis" do resto. Estou gostando bastante do que está acontecendo aqui.

Prez #2
Alex: Prez prossegue mostrando a campanha presidencial acidental de uma garota que não faz ideia no que está dentro. O desenho e o roteiro mantém a cara de série da Vertigo; e é legal ver como o selo da DC hoje em dia está apostando até nas séries mais alternativas. É um achado divertido e empolgante no meio de tanto herói de colant.

Cuba: Por uma confusão de quem ganharia mais, a garota que virou um viral de internet no ano 2036 é a presidenta dos Estados Unidos! E quem melhor que Preston Rickard, o Prez original, para ser seu vice-presidente? Com uma primeira edição mostrando o cenário 'atual' e localizando o leitor nas loucuras do futuro, a revista continua com a primeira presidenta adolescente num mundo a beira do colapso.

Sinestro #13
Cuba: Sinestro se conecta com o sumiço dos Lanternas Verdes e sem a tropa da Força de Vontade por aí, o Medo toma conta de proteger o universo. Com cada amarelo em seu setor, já que em LV temos Jordan sozinho e, em Tropa Perdida acontece a investigação do sumiço, uma nova Tropa representante  aparece pra ser a revista mainstream dos Lanternas.

Alex: Caraca, que edição! O Sinestro nunca foi bobo; e parece que ele está mais do que dentro de tudo relacionado aos mistérios da tropa. Será que ele é a razão disso? A questão é que, pela primeira vez desde o volume 4, o Sinestro tem a oportunidade de, junto a sua tropa, conseguir o controle do universo. A questão que fica é em relação a sua sanidade: será que ele aguenta o tranco? Desenhos e quadros, também, muito bons.

Jovens Titãs #10
Alex: Caraca, quanta tensão. Tá tudo preparando pra explodir quanto mais a briga em torno do Superboy prossegue. Mas, também, é um ótimo momento para lavar a roupa suja. A história prossegue entregando uma luta aquém do que a eu esperava, mas ainda assim interessante. Quero saber como tudo irá se desenvolver, principalmente entre a Moça Maravilha e o Superboy.

Cuba: Mais ação da melhor dupla, Moça Maravilha e Poderosa descendo a porrada no Superboy, junto dos Titãs, claro, pra prender o menino descontrolado. Cada vez gosto mais da Tanya, a nova Powergirl. Com esse arco terminando, quero ver o que Pfeifer vai fazer na próxima, com essa super equipe ficando cada vez mais maneira de se ler.


The Flash #42
Cuba: A volta de Zoom deixa ele por trás de tudo, fazendo de Henry um 'vilão' maior do que ele já está sendo por escapar da prisão por n motivo. Claro que Barry não acredita em ninguém, até entrevistar o policial que ajudou seu pai a fugir. Ainda sem sentido, a fuga é apenas metade da história e a aparição de Zoom ainda está muito solta no desenvolvimento do arco.


Alex: O desenho é feio, a história é meio repetida e uma sensação de dejà-vu é irritante ao perceber que Flash, no início dos Novos 52, era original e empolgante; e agora parece só uma revista com histórias que já vimos antes. O esquisito desenho de Brett Booth prossegue deixando tudo com um físico além do normal; mas as cores dão uma salvada em uma página ou outra. Flash passou de uma das melhores revistas da DC para uma das mais passáveis.


Mulher Maravilha #42
Cuba: Acho que alguém começou a ler Percy Jackson ein? Aegeus é loiro, descendente de Poseidon e tem um pégaso negro, só que aqui ele é o vilão da história. Diana ainda tenta a conversa de redenção com Donna, mas acredito que ainda temos um ou dois arcos pra ela se redimir e voltar a usar aquele traje preto estrelado. Além de libertar Donna, parece que Discórdia está por trás de tudo, até porque, ela sempre gostou de atiçar a Mulher Maravilha.

Alex: Bem, os rostos continuam esquisitos e tudo mais - grande Finch - porém, além do desenho, a história da nova Mulher Maravilha começa de verdade aqui; e as críticas e indiretas sociais também. Porque a Diana está na mira? Quem são estes aparecendo para atrapalhar a vida da Amazona? A história começa de maneira segura. O clássico "vilão misterioso tentando te matar". A parte interessante é ver a aposta na mitologia (no caso, Poseidon) para as histórias da Diana - afinal; a origem da personagem é igualmente mitológica.  
 
Nós somos... Robin! #2
Alex: A edição prossegue mostrando como o subúrbio cultural de um universo de super-heróis é sombrio e violento. We Are Robin é uma das séries novas que apresentam novos personagens e ideias, e faz isso muito bem. Apostando na diversidade de gênero e cor, a revista consegue mostrar um ambiente hostil e unicamente desenhado; que nos aproxima da sociedade de Gotham como nunca antes outra revista fizera.

Cuba: Será o Bruce ali? O time parece estar completo, a primeira missão 'perigosa' foi iniciada e os Robins precisam salvar a cidade, procurando e desativando bombas espalhadas por ai. A resolução de Duke ainda é achar seus pais, mas claro que o ramo de vigilante é atrativo o suficiente pra mante-lo por perto.

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