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#DCYou Julho - Primeira Semana - Análise Completa

O retorno de Kyle Rayner, a humanidade do Superman, a confusão e risos de Bat-Mite e Bizarro, o domínio futurista do Irmão Olho e muito mais na primeira semana de publicações do mês de Julho pela DC Comics. Acompanhe a análise completa de todo o DCYou.


Action Comics #42
Cuba: Eu não sei a história de vida do Greg Pack, o roteirista, mas pelo jeito que ele desenvolve esse Superman sem poderes, parece que o cara viveu, ou pelo menos sabe, a luta diária de pessoas que sofrem com a violência policial. Todo o esquema contra Clark é muito nítido, é o que as policias por aí, que aparecem em vídeos amadores, fazem, provocam e provocam mais, até alguém responder e começar a descer a porrada em geral. Action Comics se prova a revista mais humana da DC.

Alex: É bacana ver o Super lutando para valer quase que no mano a mano - chega a ser divertido de uma forma interessante - e é assim que a revista Action Comics (atualmente, a melhor relacionada ao super) começa. Mas Action Comics não fala só do enfraquecido Super Homem: o cenário de Metrópolis é tão interessante e contraditório quanto o do nosso próprio protagonista. Essa relação entre o humano Super e a desumana Metrópolis é emocionante! Ver como Clark trata a repressão policial é muito foda. A revista me impressiona a cada página, e começa a solidificar esse novo momentum de um dos heróis mais antigo dos quadrinhos - que mesmo após tantas mudanças, continua impressionando os leitores.

Batman do Futuro #2
Alex: Me pergunte sobre Batman Beyond no passado; eu nunca diria que Tim Drake seria o cavaleiro das trevas no futuro. Muito menos que esse futuro seria dominado pelo Irmão Olho. Disse a mesma coisa mês passado: sinto falta da Wayne-Power, do Bruce velho e do Terry McGinns; mas o que estamos tendo aqui não é nem perto de ser ruim. A história prossegue com mais mistérios e ficções científicas em um choque de realidade da que o Terry contou com a que o Tim está vivendo. Essa é uma envolvente distopia futurista que conta a história de um bando de anarquista contra o sistema em um mundo autoritário e praticamente controlado pelas máquinas. Tinha como não gostar disso? Claro, adicione vilões clássicos da série do Batman do Futuro - SIM, A INQUE!! - e personagem carismáticos: temos um trabalho impressionante e intrigante para ler e vibrar.

Cuba: Depois de desenhar Tropa dos Lanternas Verdes, Bernard Chang traz seu estilo inconfundível para o futuro tenebroso da Terra, quase completamente conquistada pelo irmão olho. O roteiro de Jurgens permanece prendendo, mesclando a história do antigo Morcego do futuro com as novas descobertas de Tim, o mistério também permanece, ainda mais com o 'rosto' na última página.

Bat-Mite #2
Cuba: O segundo volume da minissérie traz a conclusão da aventura com o Gavião Negro e coloca mais personagens no meio da comédia. São as referências a cultura pop e aos próprios personagens da DC que continuam a trazer o humor da revista, até porque, quem nunca pensou que o Gavião deveria depilar o peito?

Alex: A piada é sem limites: o Bat-Mite é quase como aquela consciência coletiva que lê a revista criticando inconscientemente os personagens. Ainda; a revista faz trocadilhos e piadas até mesmo com aquilo que é, pelos fãs, quase que intocável para o Batman: sim, a revista está fazendo zoeiragem com Cavaleiro das Trevas e muitas outras sagas 'importantes' do homem morcego; e isso é muito divertido. A segunda edição - de oito - continua com um humor afiado e é melhor que a anterior; não sendo tão forçado e deixando com brincadeiras mais livres e naturais.

Bizarro #2
Alex: Bizarro e Jimmy estão viajando não pela América, mas sim pela história editorial e audiovisual da DC Comics. Com diversas participações e momentos bem colocados, a revista continua com uma qualidade inacreditavelmente alta. Ninguém consegue escapar da piada: Batman do Adam West; o Flash dos Novos 52; Arrow (o seriado mesmo!) e até mesmo o Monstro do Pântano: Bizarro #2 é quase como uma piada-homenagem que te anima a caçar easter eggs pelas páginas.

Cuba: A recapitulação da edição anterior mostra o nível da aventura, desenhada em um guardanapo do Big Belly Burguer, temos a continuação da luta contra o Rei Tut, sim, aquele do seriado com o Adam West. As participações de Francis Manapul, Michelle Madsen e Kelley Jones, trazendo os traços de Flash e Batman pra zueira sensacional que o Gustavo Duarte faz é uma adição excelente pra experiência de leitura, assim como a página das fotos da viagem que Jimmy e B estão fazendo.

Detective Comics #42
Cuba: O foco claro é a polícia, a relação entre o esquadrão e o novo Batman e claro, a relação de Jimbo e Harvey com seu novo segredo. Embora sempre agindo como um auxiliar para o morcego, até ajudando em alguns planos, como o próprio Gordon diz, não há uma curva de aprendizagem para o Batman, ele tem que aprender na marra, e rápido. Funcionando como uma ponte, essa edição deixa pra dizer o que quer na próxima, mês que vem.

Alex: É uma história praticamente do Esquadrão Batman. Ainda assim, é tudo meio rápido e a revista serve mais para dar um background de Gotham e de como a sociedade está refletindo ao novo herói. Ainda assim, o capítulo trata um pouco mais sobre o formato desse novo Bats: seria a água sua maior fraqueza? Será que Jim consegue segurar o tranco sem a armadura? Enquanto Montoya e Harvey mostram que a força-tarefa esquadrão Batman pode ser conflituosa, Jim Gordon começa a mostrar os traços de um arrependimento de ter virado o novo cavaleiro das trevas - mas talvez seja um pouco tarde demais para arrependimentos.

Green Arrow #42
Alex: Um vilão novo está nas ruas; e misturado com falta de senso e vontade de matar, o conflito está a frente da porta. Arqueiro Verde está, dentro dessa nova direção, voltando a suas origens. Um pouco mais sombrio e muito mais social. A revista do arqueiro esmeralda nunca fora sobre Oliver; normalmente é sobre a cidade e como ele pode tentar ajudá-la. Eles estão acertando nisso. Benjamin Percy e Patrick Zircher estão querendo trazer a qualidade de Jeff Lemire e Andrea Sorrentino de volta aos quadrinhos do Oliver Queen. Por mais que não tenha o artístico ou o subjetivo da dupla anterior; a nova equipe consegue fazer uma revista interessante e que pode melhorar bastante.

Cuba: Claro, porque um robô pra fazer o trabalho da polícia da super certo... Esse pessoal não assistiu Robocop? Outra coisa, o vilão me lembrou muito o Síndrome, de Os Incríveis. A capa não tem nada de mais, mas passa uma sensação engraçada, o foco maior na arquitetura, deixando Oliver apenas como um detalhe. O roteiro traz um inimigo maior que ele, como nas melhores histórias do Arqueiro Verde, algo que um simples arco e flecha não derrotaria facilmente, mas é preciso fazer pelo bem da cidade.

Lanterna Verde #42
Cuba: Darlene, a nave de Hal, pega o papel de um Mogo deturpado, traz um pouco de humor a revista junto da aventura espacial. Mas não é só isso, detalhes das sagas anteriores dos Lanternas começam a aparecer, o universo está sofrendo com, o que parece, estilhaços da Muralha da Fonte. Temos até o Mão Negra pelo espaço, deixando um antigo inimigo em destaque. Uma das revistas que mais dá vontade de acompanhar.

Alex: O fim do universo como conhecemos. Talvez a maior mudança no status quo de personagens da DC não ficou com Clark, Diana ou... O Batman. Mas sim com Hal: Lanterna verde está muito diferente. E muito intrigante, bem desenhado, interessante e ousado também. A ausência de uma cor pode trazer de volta elementos que Hal não esperava - e eu estou muito animado para ver como tudo vai se explicar. Lanterna Verde voltou a ser animador e empolgante.
Lobo #8
Alex: É sombrio, cheio de sangue, bem desenhado e bem exagerado. Perceba: é quase que a mesma coisa que a revista do mês passado. Na oitava edição da revista, ainda parece que eles querem mostrar como o novo lobo é "bad ass" e deixam de lado qualquer resquício de história que interesse. A revista ainda falha miseravelmente em apresentar uma linha de história ou saga que convença que esse cara pode ser legal.


Meia-Noite #2
Cuba: Representatividade é uma cosia sensacional, e é o que essa revista faz. Meia Noite já é conhecido por fãs de quadrinhos, tem algumas histórias, já foi casado como Apolo e tudo o mais. Mas nessa revista, podemos ver uma exploração do lado pessoal, de sua sexualidade e do seu modo de vida, temos uma personagem levada a sério, com uma revista excelente em mãos. Já vi Nuclear, Flash, até os Titãs lutando contra o Multiplex, mas o Meia-Noite em todo seu balé anti-herói? Essa eu to esperando! Ah, e teve Apolo.

Alex: Com desenhos maravilhosamente colocados e traços grosseiros e belos; Meia Noite prossegue. A história começa a mostrar mais dos vilões e dos ambientes em volta do herói. A edição é brutal: a luta é de tirar o fôlego e os movimentos do Meia-Noite são inesperados (e irônicos!). Mas revista não deixa de lado quem o Meia-Noite é de verdade - o violento, vingativo e intenso herói que outrora participava do The Authority. Infelizmente, a linha narrativa do quadrinho pode ser um pouco confusa, forçando o leitora a ir e vir de vez em quando.


Omega Men #2
Alex: O que posso dizer dessa equipe que mal conheço mas já considero a melhor da DC? O roteirista Tom King, o desenhista Barnaby Bagenda e o colorista Romulo Fajardo Jr. entregam uma definitiva epopeia de ficção científica em 24 belíssimas páginas. O capítulo é incrível e continua como a melhor revista de toda a DC You. A saga de Kyle Rayner prossegue como uma guerra interna de desespero e confusão; em um ambiente aonde ele não tem escolha. Kyle, porém, não é contra o que está acontecendo consigo mesmo; ele só não sabe o que deve fazer, mesmo sendo obrigado a isso. A última página é de deixar os pelos arrepiados e é uma imensa tristeza ter de esperar mais um mês para a continuação da aventura do ex-Lanterna Verde Kyle Rayner em um universo que ele nunca conheceu antes.
 
Cuba: Roteiro, desenho, cor, simplesmente não sei o que dizer. Cada página que passa penso em alguma coisa metalinguística, que Tom King quer dizer alguma coisa que Bagenda não traça, mas deixa claro em seus desenhos. Acho que nem explicando isso consigo me fazer entender. Kyle Rayner está sendo usado como nunca antes, é um salto gigantesco da maneira em que ele era retratado no final de Novos Guardiões - que era uma versão mais nova, tão babaca quanto o Hal Jordan. É bom ver uma personagem voltando a ser bem aproveitada.


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