sexta-feira, 19 de junho de 2015

#DCYou Junho - Terceira Semana - Análise

Chegou a terceira semana do DCYou, o selo que chegou pra substituir os Novos 52! Marcada por mais estreias, essa semana nos trouxe a excelência de personagens que nunca tiveram selo próprio, como o Caçador de Marte e Canário Negro. Nos mostrou novidades que vieram de antigas publicações, Prez e Doomed e claro, revelou o novo uniforme da Mulher Maravilha! Veja o que achamos dessa terceira semana de publicações de junho!


Liga da Justiça da América #1:
Cuba: São sete maravilhosas capas que formam um poster incrível e ainda tem a nova logo da revista, graficamente maravilhosa. E claro, a gloriosa volta de Bryan Hitch para a Liga! Qualé a do Flash ser retratado como um imbecil? Com umas 50 páginas nessa estréia, a Liga é atraída pra uma luta contra o Parasita enquanto o roteiro se cria por trás, uma aparente trama voltada para a cultura de Krypton, enquanto Aquaman está lá em Atlantis esperando pra ver o que vai rolar na superfície. Foi uma estréia confusa, mas que deixa a esperança do nome Hitch.

 Alex: Focado no Super; a edição não ousa tanto quanto a Liga de Johns em Darkseid War; mas faz um trabalho competente de apresentar o supergrupo em outra revista. O que é essa nova Corporação Infinito? Bem, enfim, a revista é interessante e parece que vai trabalhar bem o Clark; mas com certeza ela fica no "gap" de cinco anos entre Os Novos 52 e Convergence. Finalmente uma revista que aumente a mitologia de Kryptom


Robin: Son of Batman #1:
Alex: Damial Al'Ghul - e não Damian Wayne. Jovem e afiado, ele estreia sua revista com toda a imprudência e estilo pavio-curto que mais caracterizam o rapaz. A revista não trás novidades e é um início seguro para o leitor que não acompanhava muita coisa recente; mas a história parece que vai começar a ficar bem interessante - principalmente agora, que Bruce está ausente.

Cuba: O que esperar de uma HQ escrita e desenhada por Patrick Gleason? apenas o melhor, claro! O Filho do Batman já começa mostrando a que veio, com toda sua personalidade fortíssima, ele pega o que quer e ninguém pode impedi-lo. Repescando um dos primeiros arcos de Batman e Robin e construindo uma nova narrativa, Gleason consegue prender o leitor e ainda te deixar querendo a próxima edição.

Caçador de Marte #1:
Alex: Que alívio. Desde o anuncio de uma revista solo do Caçador de Marte; venho tendo medo. O personagem foi meio que esquecido durante os Novos 52; e eu estava com medo de terem perdido a essência do personagem no meio do caminho. Não esqueceram. Com uma arte fenomenal e um roteiro de ponta; o Caçador voltou. E com todos os seus problemas e diálogos que o tornam incrivelmente humano - mesmo sendo de Marte. Mas o agrado não vem só do personagem, porque a história é envolvente e competente ao seu máximo. Essencial.

Cuba: Finalmente uma revista solo do J'onn! Fiquei alegre desde que soube e foi uma das minhas leituras mais esperadas, ainda mais com um brasileiro, Eddy Barrows, nos traços que, diga-se de passagem, fazem jus as transformações bizarras do Marciano. Mas é o escritor Rob Williams que vem com tudo, mudando o status quo de uma das personagens mais queridas dos fãs (sim, todos gostam do homem verde!), deixando claro que tudo o que sabíamos, era apenas fruto de uma enganação alienígena. Novo uniforme também ficou maneiríssimo.

Canário Negro #1:
Cuba: A arte de Annie Wu cabe em cada centímetro da nova proposta gráfica que é essa revista solo da Canário, um traço riscado, deixando o punk rock underground da Banda Mais Perigosa na América, o título da revista, bem em evidência. Senti um pouco de Scott Pilgrim alí, enquanto uma nova página pra Canário é feita, com um feel de Mulher Maravilha, a personagem cresce desde seu primeiro momento e, em apenas um balão, acontece uma possível referência ao Arqueiro que, espero, demore muito a aparecer. É apaixonante.

Alex: Um pouco Spider-Gwen; um pouco Scott Pilgrim e muito estilo próprio: Dinah agora faz parte de uma banda e sua vida é quase como uma pink rock opera contra o crime - e contra o sistema. Ao invés de sete ex namorados do mal; são um bocado de espíritos malignos com uma personagem que é quase como uma montanha-russa de emoções. A revista é divertida e promete MUITA história boa; só espero que não tenham medo de ser menos mainstream e apostar em desenvolvimento de personagem e não em briga toda edição.

Senhor Destino #1:
Cuba: Apenas outro místico da DC? Não! Agora o representante egípcio em publicações da DC Comics, Paul Levitz e Sonny Liew conseguem trazer o clima do país africano e os mistérios egípcios pra dentro da publicação, apresentando o novo escolhido para o Elmo de Nabu, que defenderá o mundo da ira de Anúbis. Mais uma personagem da Sociedade da Justiça que ganha uma repaginada para o público jovem.

Alex: Com uma arte maravilhosa; um dos mais poderosos artefatos da história da DC Comics volta a ter espaço em um título próprio. As cores e as disposições dos quadros nos iniciam em uma nova jornada quase que aventurosa em um título que não era trabalhado há tempos. A revista promete MUITO, e com o backstory que o Destino tem, podemos ter acabado de encontrar outro representante do universo mágico da DC - junto com Constantine the Hellblazer. Espero crossovers sim.

Mulher-Maravilha #41:
Cuba: Depois das conclusões de Donna Troy, a edição traz a tentative de redenção da personagem. A nova roupa vem com uma promessa de nova Mulher Maravilha, de menina para mulher, assim como ela diz. Você sente que o roteiro de Meredith Finch vai te levar pra algum lugar, pra uma nova luta entre deuses, mas o traço de David Finch, embora melhor do que já foi, ainda age como uma âncora, afundando a qualidade da revista.

Alex: A arte estranha com 'rosto de pato' da dupla Finch ainda me irrita; mas a história parece promissora. Todo o papo de "se tornar realmente uma MULHER" é curioso; ao meu ver, Diana sempre foi uma mulher MUITO forte; independente de Donna Troy ou não. A nova roupa, por outro lado, é maravilhosa e abraça muito bem o conceito de amazona que a revista quer tanto defender. Infelizmente, ainda sinto falta do Azzarello por aqui... 


Sexteto Secreto #3:
Cuba: Uma total mudança de ambiente, de um caixão no oceano para um subúrbio colorido. Do traço incrível de Ken Lashley, essa nova edição traz a arte de Dale Eaglesham, que muda completamente o estilo anterior e até a caracterização das personagens. Tentando muito fazer algo 'engraçado', Gail Simone só não falha em uma página. A única coisa positiva que ela alcança é retratar um pitbul como um cão firmeza e dócil.

 

Doomed #1:
Cuba: Tem poster da Canário espalhado pelo metrô e Clark Kent é vizinho do protagonista. A história tem os laboratórios STAR no meio, logo, é claro que vai ter alguma coisa dando muito errado e alguém envolvido num acidente. Da mente de Lobdell, temos a história de um estagiário que respira um pouco de radiação e bem, você sabe o resto. O desenho de Javier Fernandez completa a leitura.

Prez #1:
Cuba: O queeee? Prez mostra uma corrida presidencial em 2036, com candidatos não muito bons, até que a protagonista, vítima de um viral na internet, vira a celebridade do momento quando hackers a colocam na disputa para presidente. Numa confusão estranhíssima, Mark Russel tenta contar um começo de origem para Beth e a caracterização do futuro em que vive.

Superman/Mulher-Maravilha #18
Cuba: Capa alternativa de Chiang e arte interna de David Mahnke. Além de mostrar o novo uniforme de Diana, apresentado em MM#41, temos o novo status quo do relacionamento dos dois integrantes da Trindade. Clark sem poderes e Diana cada vez mais poderosa. A história mostra Clark tendo tudo com que se importada, sumindo misteriosamente, você vai lendo e esperando algo com Lex ou uma organização por trás de tudo, mas a última página te deixa de queixo caído.

Harley Quinn e Poderosa #1:
Cuba: Mais uma da dupla Conner e Palmiotti, com a adição de Justin Gray! Essa galera ta podendo. Harley é a sidekick de Kara numa aventura espacial envolvendo o grandioso Vartox numa confusão multiversal. É mais uma revista de pura diversão que a arte de Stephane Roux consegue completar.

Sinestro #12:
Alex: A revista marca a estreia de uma nova integrante para a tropa amarela ao mesmo tempo que tenta forçar uma luta e um desenho manjado. Não temos, de fato, o início de uma nova aventura aqui; mas temos problemas de continuidades a torto e a direita. Os Lanternas Verde não tinham sumido? Bem, enfim, Sinestro sempre foi muito carismático e com certeza esse segundo arco - admitiremos, primeiro, porque as 11 primeiras edições tiveram de tudo menos história - talvez traga um gás a tropa amarela; que vem apagada desde a grande batalha, lá em 2008; no volume 4.

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