Avançar para o conteúdo principal

#DCYou Junho - Segunda Semana - Análise

As consequências da morte de Bruce Wayne é o assunto da semana, enquanto o Superman, a polícia e a máfia querem saber o que realmente houve com o Batman. O bom humor também marca passagem com Harley Quinn, Section 8 e até com o Novo Esquadrão Suicida. Confira o que achamos desse segunda semana de publicações da #DCYou em junho!


Batman #41:
Cuba: Com um novo Batman, temos novos tipos de problemas. Como o fã de quadrinho já se acostumou, os vilões se originam de seu herói, agora com um Batman de armadura, outros tipos chegarão. Snyder explica o porque de Gordon, mostra ainda que não temos mais um vigilante em Gotham, mas sim um novo policial pensando como o Morcego pensaria, e já se prova um detetive tão bom quando o Melhor do Mundo. Toda a desconfiança gerada pela diferença vai pro ralo, Snyder e Capullo continuam a produzir uma continuidade incrível para o herói. A piada do coelho está presente, easter eggs nas cores do design e até mesmo outra opção de uniforme. Como era de se esperar, o final é surpreendente.

Alex: Quando anunciaram qualquer forma de mudança no 'status quo' de um personagem tão icônico, muitas foram as reclamações e polêmicas acerca da mudança. Ainda assim. Snyder e Capullo entraram em uma missão de contar uma história do Batman em uma Gotham de cabeça pra baixo - logo, o próprio Homem Morcego deve estar invertido também. Jim Gordon como Batman é refrescante: a história é bem pensada e faz momentos de flashbacks e dias de hoje em um contraponto bem calculado e  divertido. Jim é, realmente, a melhor escolha para o Batman; porque, afinal, o trabalho dele sempre foi paralelo ao de Bruce - mas dentro do sistema. Agora que o Batman é um policial e uma extensão da cidade; será que o Jim Gordon conseguirá ver a realidade do mundo real - que, dentro dos olhos da polícia, ele provavelmente nunca teve tanto contato? Outro início incrível de Snyder e Capullo dentro do universo de Gotham.

Capuz-Vermelho/Arsenal #1:
Cuba: Comecei pensando que leria algo parecido com Capuz Vermelho e os Fora-da-Lei, com a dupla se metendo em altas roubadas, mas as páginas só mostraram um reclamando do outro, sem um roteiro consistente e nem apoio da arte, a HQ passa rápido e não segura o leitor.

Alex: A personalidade de Roy Harper está, bem, Roy Harper. O desenho é bonito e bem saudosista de histórias passadas. Infelizmente, a trama não tenta tratar de nada além da cativante personalidade de Roy. O capítulo é mais um "porque eles não estão mais juntos" do que o início de uma nova história - mas não faz isso muito bem, porque é muito rápido e sem muito conteúdo. A revista faz seu trabalho em entreter.
Constantine: The Hellblazer #1:
Alex: Finalmente, John está de volta. Com o estilo aguçado e pensamentos conflitantes; depois de muito trabalho para tentar encaixar o John no universo DC (e falhando nisso); John Constantine: The Hellblazer finalmente trás de volta tudo o que a antiga história do mago inglês tinha; com uma arte provocante e bem disposta - característica do selo Vertigo; no qual Hellblazer era originalmente publicado. Esse capítulo é uma introdução a um personagem antigo e promete iniciar a história só mês que vem; mas acerta em tudo o que trás aqui e finalmente solidifica John em uma nova revista própria.

Cuba: Melhor capa variante da semana! Com o melhor tipo de arte suja, Riley Rossmo traz com maestria o estilo punk de John Constantine, plenamente esquecido nos Novos 52. E não é só esse detalhe, Rossmo consegue criar um ambiente incrível com seus quadros, detalhe para a sequência do Inferno. A personagem mais cuzona da Vertigo/DC finalmente está de volta em sua verdadeira forma, flertanto com homens e demônios!

Terra 2: Sociedade #1
Cuba: Mostrando passado e presente, 'Sociedade' é a continuação direta de Convergência, depois de Telos ceder a Nova Terra-2. O artista Jorge Jimenez, que ilustrou algumas edições anteriores da revista, continua com um excelente trabalho. Misturando passado e futuro, a HQ mescla a história, estabelecendo um possível vilão e retratando Dick Grayson como o novo Batman. O grande passo na história é a tentativa de estabelecer um novo mundo, com novas regras e governo, a exploração desses tópicos pode render uma bela revista.

Alex: Que desenho maravilhoso, caramba. As cores e os traços representam bem a mudança de Terra 2 World's End e Convergence para Terra-2 Sociedade. A história mostra exatamente isso: o fim da realidade anterior até a chegada no novo mundo. Para deixar a revista mais 'fácil' para novos leitores. Isso implica, claro, no fato de que não temos muitas novidades aqui - só (mais) um resumo de World's End e Convergence. Logo após, vemos o início de algo novo com o Dick de Terra-2 na NOVA Terra-2 atuando como Batman.

Section 8 #1:
Alex: Bem, é super escrachado, disso não precisa ter dúvidas. É um daqueles quadrinhos nojentos, exagerados e sem sentido que faziam sucesso. É divertido que a revista homenageia o Batman fazendo ele de bobão no ir e vir de seu próprio tempo. Parece então que o Section 8 vai fazer piada com todo mundo da Liga... É. Divertido, bacana pra quem gosta das revistas mais non-sense e humor 'negro'.

Cuba: A criação do próprio Garth Enis voltou, trazendo uma loucura absurda direto de sua mente. A premissa é simples, Six Pack quer 'juntar o time' novamente para parar um novo mal e, faltando um oitavo membro, ele vê o Batman e se dedica a recrutá-lo. Mas o melhor da revista é a homenagem a grandes momentos do Morcego, quando aparece uma ilustração de José Garcia-Lopez, no meio da página, ai você vai pra próxima e tem ele na posição em que Bane quebrou sua coluna. Em sua primeira edição, a mini-série em seis edições já vem chutando a porta.

Batman/Superman #21:
Cuba: Os melhores do mundo estão completamente diferentes, eles não se conhecem e nem deveriam. Iniciando seus primeiro e segundo encontros de uma forma violenta, a revista traz o velho clichê das amizades super heroicas. Mas o importante é a exploração da morte de Bruce, que continua um mistério até mesmo nessa publicação. Com um aparente novo dono da bat-caverna e uma nova moto em seu arsenal, ver o Superman chutando pernas e tomando facadas é realmente uma nova e surpreendente experiência.

Alex: Continuação quase que direta de Action Comics #41 e seu arco "TRUTH". Engraçado ver como o Super, que estava tão isolado, está cada vez mais se chocando com a realidade a sua volta. O que aconteceu com o Bruce? Porque um bat-robo está prendendo o Superman? A história é muito boa, porém, é um pouco forçada a tentativa de esconder a mão do Alfred... Enfim, opções de mistérios a parte, é interessante ver o que Clark está passando. Sensacional como funciona a discussão interna de Clark e até mesmo a 'briga' no telefone com a Lois. Nunca estive tão animado com o Superman como estou agora.

Estelar #1:
Cuba: Isso sim é uma revista solo. Amanda Conner e Jimmy Palmiotti conseguem contar uma nova origem para a personagem que não ia muito bem no gosto dos fãs ultimamente, depois das reclamações de Red Hood and the Outlaws. O traço magnífico de Emanuela Lupacchino é um dos mais bonitos da DC. Estelar finalmente deixou de ser retratada como um bloco de gelo e voltou a ser feita de emoções, como quando nas mãos de Pérez e Wolfman, falando sobre sua vida e os estranhos costumes da Terra. Lupacchino usa a confusão no entendimento de Kori para produzir balões de fala sensacionais, dando formas as expressões que não a são familiares. Da uma sensação boa ver, nas páginas da HQ, uma Estelar que gostávamos tanto no desenho dos Jovens Titãs.

Alex: A inocência e ingenuidade da Estelar é sensacional e muito bem trabalhada nessa primeira edição, que é quase que como se ela fosse uma personagem nova. Sabemos, primeiro, de onde ela é. Depois disso, a história começa de verdade. O desenho é lindo, realmente, é muito muito bonito. A história não tem muita coisa, e não dá pra saber se a revista quer ser só uma comédia ou algo com uma história por trás - espero que a segunda opção - mas finalmente a Estelar do grupo do Marv Wolfman está aqui, e não aquela personagem mal feita da revista anterior em que participava.

Detective Comics #41:
Cuba: Parece que, até agora, todas as edições da bat-família precisam tratar do mesmo assunto: a morte de Batman. Dessa vez a dupla Manapul e Buccellatto ficaram apenas no roteiro, mas uma briga entre policiais e motoqueiros dentro de um bar, enquanto rola uma conversa, ainda os deixa no pedestal de melhor dupla criativa. Com o plot girando em torno do novo Batman e a formação de sua equipe de apoio, a revista coloca mais uns poréns dentro do mistério do Morcego.

Alex: Detective Comics tenta se sentir como o fã geral de Batman está se sentindo com tantas mudanças; e tirar algumas dúvidas dos leitores. Não, ninguém sabe que o Jim Gordon é o novo Batman. Sim, existe um novo comissário na cidade Além disso; parece que Gotham - que está, como eu disse, de cabeça pra baixo - está lotada de inesperados desencontros. Renée Montoya é a da vez: e, como digno da Questão, os pensamentos e críticas são sempre afiados.

Catwoman #41:
Cuba: Tudo nessa revista pode ser tido como arte. A capa de Kevin Wada, a variante de Javier Pulido, a história mafiosa de Genevieve Valentine (que nome!) e a mais incrível, a arte de David Messina. O artista tem um traço único, diferente tanto do comercial quanto dos mais artísticos, não é algo que depende da arte final, mas um estilo que deixa bem claro seu gosto por tracejados. Catwoman #41 mostra o efeito da morte do Batman nas famílias da máfia de Gotham.

Alex: Outra revista com um impressionante desenho, com certeza. Se todos refletem de uma forma esperada sobre a "morte" do Bruce; a Selina Kyle com certeza é com a reação mais viva e real - mesmo sendo uma justiceira mascarada. Eles eram tudo: adversários, amantes, guerreiros; mas, principalmente, amigos. Amigos de verdade. Quando o Bruce precisava de alguém diferente, a Selina era a primeira opção. Belíssima arte com uma história bem real sobre como é perder um amigo - mas não podendo, mesmo assim, deixar todo o resto de lado. Fraquezas momentâneas a parte: Selina sabe a que veio e com certeza não vai descansar tão cedo.

Harley Quinn #17:
Cuba: Da mesma dupla de roteiristas de Estelar, temos aqui mais uma revista focada na comédia, são referências a cultura pop e até a particiapação do Popeye que arrancam um sorriso na leitura. O desenho de Chad Hardin e cores de Alex Sinclair casam muito bem com a Guangue de Harleys.

Alex: Diferente do visto em Estelar, a arte aqui é bem inexpressiva e regular. Tem bastante piada e muita coisa aleatória acontecendo - é bem aquelas revistas para quem é mais fã de uma comédiazona que quebra a quarta barreira, sabe? Tipo Deadpool. Não é o meu tipo de revista, mas acho que consigo entender quem gosta.

O Novo Esquadrão Suicida #9
Cuba: Chega a ser engraçado o quão rápida é a leitura dessa edição, mas não de uma maneira ruim. O Esquadrão de Waller entra em mais uma missão maluca para matar os inimigos da América, indo ao Oriente Médio pra fazer isso. Com um bom toque de humor, esse edição acerta em seu power trio, Pistoleiro, Capitão Bumerangue e Arraia Negra.

Alex: A nova formação daqueles que se corrompem para fazer aquilo que os "não-corruptos" não teriam coragem. A leitura é cheia de ação e conflitos entre as personagens e o ambiente; o que torna tudo interessante e afiado. O desenho é bonito e o roteiro pode impressionar; mas é um início bem seguro e sem muitas reviravoltas.

Academia Gotham #7:
Cuba: A arte digital de Mingjue Helen Chen lembra os filmes 2D que ainda se sustentam nesse novo mercado de animações, parece que os quadros vão saltar das páginas e virar um pequeno curta metragem, contando a história da revista, que mostra uma aventura de Maps e Damian, que tem sua primeira e última aparição(será?) dentro do título.

Alex:  O segundo arco da muito bem recebida Gotham Academy finalmente começa. Algo aconteceu com a Olive; ao mesmo tempo que Damian entrou na escola de Gotham. Em uma história digna de dia dos namorados - as personagens, cada vez mais características e divertidas - apresentam um ar mais "leve", sem deixar toda a goticidade de GOTHam de lado. É divertido e inesperado; como Gotham Academy sempre foi, e com certeza promete muito nesse segundo arco da revista.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Invasão - Por onde começar a ler X-Men

O grupo mutante X-Men é um dos maiores títulos da Marvel e sempre compete pela liderança de maior número de edições vendidas da editora e isso é um reflexo da qualidade de seus personagens e histórias.

ESPECIAL: Constantine - Ordem de leitura!

Com tanta série vindo por aí, querer conhecer um pouco mais do que está chegando pode parecer uma boa ideia. Saiba o que ler para ter um conhecimento sobre o  mago inglês mais famoso da DC Comics e estar preparado para o que pode vir a ter na série.

Sweet Tooth #02

Estava bastante ansioso para saber o que sairia desta HQ no segundo episódio. A primeira edição foi boa, e poderia esperar tanto uma estagnação da história, como uma reviravolta. Felizmente, o melhor aconteceu.