sexta-feira, 26 de junho de 2015

#DCYou Junho - Quarta Semana - Análise

A DC termina esta quarta semana do seu mês de estreia do novo universo com algumas revistas muito boas - mas nem tudo são brilhantes. Por mais que tenha coisa legal aqui, uma ou outra revista decepcionou. Confira o que o Crise achou de todas as revistas da DC publicadas na quarta semana de Junho!

Aquaman #41:
 Cuba: Depois de ver Aquaman sendo desenhado por Ivan Reis, o traço de Trevor McCarthy chega a machucar a vista quando não está em um personagem em destaque, mas sua habilidade em construção de quadros é muito boa. Com um visual diferente, Arthur não lembra mais um rei galante e sim Snake Plissken, personagem principal de Fuga de Nova York! Em todo o mistério envolvendo ele estar fora de Atlantis, é só no final que descobrimos se tratar de mais uma revista que tratará do Multiverso. Dois reinos aquáticos estão convergindo e resta apenas a Arthur salvar os dois.

Alex : O desenho não é do mais bonito, mas está pior que antes. A história não é das piores, mas estava BEM MELHOR antes. O problema de Aquaman #41 é que a revista falhou miseravelmente em se manter tão boa quanto antes. Isso significa que ela é ruim ou feia? Não e não. A história desse novo arco está dando seus primeiros passos e o desenho é com certeza mais artístico que o anterior; e infelizmente para quem lia o Aquaman antes da edição #40, não é excepcional. Mas também não é ruim, e ver o Aquaman mais "solo" e menos ligado a sua terra pode ser bem interessante.

Batgirl #41:
Cuba: Frase de efeito do Robocop e uma zoada leve no novo visual do Gordon, Cameron Stewart, Brenden Fletcher e Babs Tarr continuam a arrasar com Batgirl. Além de tratar da relação entre Morcego-pai e Morcego-filha, a revista traz um balde de referência pop, o que aumenta muito a experiência de leitura.

Alex: O encontro da Batgirl com o Batman agora mudou um pouco o foco: é um encontro de Pai e Filha; mas nenhum dos lados sabe disso - por um tempo. É legal ver como a sinceridade do Jim acaba conflitando com a dupla vida da Barbara. O trabalho do Jim é de caçar e prender vigilantes de Gotham; o trabalho de Barbara é ser uma vigilante e basicamente fugir do pai - enquanto luta contra o crime. Interessante? Com certeza! Nunca pensei que a mudança do Cavaleiro das Trevas poderia trazer tanta coisa boa.

Exterminador #7:
Alex: O desenho é, com certeza, excepcional. E com muito, muito sangue. Adicionar um elemento mais místico a mistura do Exterminador com certeza agrega mais ao personagem; que está a tempos tentando consolidar uma revista própria. O final traz uma reviravolta muito da interessante (e cronologicamente confusa, mas tudo bem); e eu nunca pensei em estar animado para alguma história do Exterminador como estou agora. Slade agora é portador de uma espada enviada dos deuses - e sua missão é matá-los. Mas quem o deu essa missão? E essa espada é realmente o que ele quer?

Cuba: Essa é a Tardis, não? Fora isso e o desenho de Tony S Daniel, temos um roteiro bem Godo f War, o humano ‘fodão’ indo matar um deus mas, como todo conto grego, o humano acaba na pior. Não há um incentivo para que o leitor termine. A dúvida fica pra um futuro, já que o encontro com Rose trouxe algumas questões sobre seu irmão, Jericó.

Gotham by Midnight #6
Alex: O bonito desenho sombrio e a pesada narrativa de Fawkes continua na história que mostra o lado sombrio, esfumaçado, noir e frio de Gotham. Os mistérios por trás de assustadores fantasmas ou estranhas plantas cresce junto a uma Gotham cada vez mais diferente. Porém, o modelo "vilão do mês" da revista me irrita um pouco: quando que a história vai começar de verdade? A revista é bela e empolgante, mas depois de seis edições, não temos ainda uma história contínua...

Cuba: Desde sua primeira edição, Gotham by Midnight traz uma arte fenomenal. O time policial das noites de Gotham começam a revelar seus segredos e poderes, não só o Espectro é conhecido agora. Mas é isso, o verdadeira atrativo é a arte, juntando com uma outra exploração da Gotham sobrenatural.

Grayson #9
Alex: A revista é divertida? Bem, até que sim. O desenho é competente e os personagens são carismáticos. Mas é tudo muito... Simples, rápido e raso. Dick 'agente especial' é esquisito, e ver ele como um galanteador que troca beijos e danças para pegar uma joia ou outra parece mais a descrição da Mulher-Gato do que do Garoto Prodígio. Bem, querendo ou não, esse é o novo Dick. A revista melhorou bastante, o charme do Dick é bacana e mantém o leitor interessado, mas ainda precisa de uma plot que convença que pode ter algo legal aqui. Não consigo ver o potencial dessa revista - mas ela já esta na nona edição.

Cuba: É uma pena saber que as piadinhas geniais de Grayson vão se perder na tradução quando forem publicadas pela Panini. Discordo completamente do Alex, acho que a pegada 007 encaixa perfeitamente no Dick (olha a piada ai haha), deixa até portas abertas para uma exploração de sexualidade que, conhecendo o público de quadrinhos, geraria muito ódio. Mas em meio a todos os lançamentos, Grayson continua uma boa leitura.

Lanterna Verde: Tropa Perdida #1
Cuba: Quando tem 'Perdida' no nome, a tropa sem diminui e alguns membros são cortados, eu tava bem preocupado com isso, pensando que meus preferidos seriam deixados de lado o que, em parte, aconteceu. Gostei da Lanterna 3-6 desde sua estréia e ela continuou, mas Mogo, o Planeta Lanterna Verde, ainda não deu as caras. Mas o mais impressionante, é a participação de Krona, o ex-guardião que mexeu com o Multiverso e já foi um dos maiores inimigos da Tropa, Liga e até dos Vingadores (what?!). O ex-vilão parece ser uma versão mais jovem, anterior ao seu tempo de loucura maligna. quem também da as caras em novo estilo é o Guy Gardner, agora com anel verde e vermelho. Como sempre Cullen Bunn representa com seu roteiro de alto nível e o desenho de Jesus Saiz deixa tudo mais bonito ainda.

Alex: A tropa está muito longe de casa. Porque? Quando isso aconteceu? Quem fez isso? Bem, isso não será respondido agora. O que sabemos é que a tropa inteira está perdida, e alguns restantes estão jogados em um setor longínquo que a maior dúvida é "o que eles vão fazer agora". Vimos o grupo inteiro: John Stewart, Killowog, Arisia, Xrill-Vrek, Two Six, Krona e, é claro, Guy Gardner. Será que são eles quem vão salvar a tropa inteira? Ou aquele Hal Jordan, o último e único restante no universo conhecido? Revista promete bastante.

Liga da Justiça 3001 #1
Alex: O Multiverso está de volta! E com isso vem toda a confusão e "o que está acontecendo" junto. Bem, claro, com exceção disso, Liga 3001 é uma história incrivelmente bela e lotada de personagens que consegue ser interessante em muita coisa. Com um grupo que só discute entre si e não chega em um acordo; a Liga do século 31 é imprevisível, e seus vilões são ainda mais. A Guerra de Starro está chegando e ver esse grupo lutando junto vai ser divertido.

Cuba: Heróis clonados, com personalidades diferentes e o melhor, nas mãos de Giffens e DeMatteis. Mas apesar de uma boa aventura, o roteiro traz uma grande infelicidade, nas conversas de Superman e Batman sobre a transsexualidade de Guy Gardner (agora uma mulher) deixa um tom bastante preconceituoso. Fora que essa edição está longe de passar no Teste de Bechdel. Mudando a questão, temos uma luta contra Starro a começar e até um easter egg(?) do Besouro Bisonho.

Superman #41
Alex: Diga o que for, tente me convencer da sua maneira: eu não consigo achar o desenho do Romita Jr. bom. Eu acho, na realidade, péssimo. Tipo, bem ruim mesmo, a ponto de tirar MUITOS pontos da revista. Enquanto Action Comics #41 começou a história "TRUTH", que foi continuada em Batman/Superman #21; a revista solo do kyptoniano vem para terminar esse primeiro novo grande momento do super. Espera, será? O problema: enquanto naquelas revistas o Clark é conhecido por todos e mais fracos, nessa - sabe-se lá o porque - ele ainda não foi descoberto. Essa cronologia acerca o Super é confusa e um pouco caótica, para ser sincero. Aparentemente, por mais que o logo da saga "TRUTH" esteja na capa, este Clark Kent não foi desmascarado por Lois e está igualmente forte a antes. É difícil de se situar com esse Super e suas revistas relacionadas - e é engraçado como Action Comics está MUITO MAIS LEGAL e mais bonita que Superman. Infelizmente, o super interessante e diferente não está na sua revista principal. Se alguém conseguir me explicar o porque, eu adoraria saber.

Cuba: Começo dizendo que a melhor coisa da HQ é a capa variante do Coringa. Todos os desenhos do Romita Jr parecem que a personagem ta tomando um impacto de bomba atômica na cara. Foi prometido o motivo dele ter perdido os poderes, mas só vemos que ele está enfraquecendo. Parece que vai demorar esse arco todo para descobrirmos o que realmente aconteceu ao Super. Com um roteiro misterioso, a estréia de Gene Luen Yang é bem tímida, enquanto Romita Jr continua a chutar o balde nos desenhos, não num bom sentido.

Jovens Titãs #9
Alex: O desenho é, de verdade, incrível; e a história é divertida e com personagens bem legais. Por mais que seja a nona edição, ainda tem cara de primeira: não rolou muita novidade desde o começo. Parece que só agora o grupo está realmente se unindo e tudo mais. O Superboy ex-exilado e que todos temem junto com Tanya - a 'aprendiz' de Power Girl - prometem acrescentar muito a história nas próximas edições, enquanto a Garota Maravilha está entrando na mistura de uma forma bem caótica.

The Flash #41
Cuba: Três coisas me incomodam: o desenho espremido e nojento do Brett Booth, o quadrinho cheirando a adaptação do seriado e fazerem de Henry West, um 'vilão'. Traços a parte, parece que Flash vai tomar o mesmo caminho que Arqueiro Verde teve, já que a série fez sucesso, bora colocar o quadrinho nesse rumo também, o que foi bem péssimo.

Alex: O Flash Reverso está de volta! E com momentos de pânico e medo de Barry; um dos maiores vilões de repente reaparece. Sem muita explicação ou detalhe, porém, mas com certeza tudo será explicado com seu tempo. Achei o quadrinho com uma pegada mais do seriado, e não sei se quero isso ou não.

We Are... Robin #1
Alex: Com desenhos de saltar os olhos; We Are... Robin era o meu hype desde o anúncio das revistas novas. Se eu gostei? Bem, acho que sim. O grupo é bem longo, e provavelmente as edições vão trabalhar cada membro até uma história aparecer para empolgar.
O problema de We Are Robin é a ideia de um grupo novo. Acho que estou acostumado com personagens antigas em grupos antigos; então ver alguma novidade é comum o estranhamento até começar tudo de verdade. Ainda assim, We Are Robin é uma revista divertida, diversificada e com desenhos bonitos e caricatos que promete muito. Promessa essa que convence a leitura e anima pras próximas edições.

Cuba: Medo de altura, não gosta de becos, prefere correr pelas ruas, tudo ao contrário dos melhores de Gotham, por isso Duke Tomas é o Robin perfeito. Na verdade, todos eles parecem ser, só esperar mais algumas edições para explorar a história de cada um. O roteiro de Lee Bermejo te prende, junto da arte fluida de Jorge Corona, casada com as cores de Trish Mulvihill.

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