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#DCYou Junho - Primeira Semana - Análise.


Chegamos a DC You! Depois da épica Convergência nos mundos da DC Comics, o mais novo não-reboot da editora já deu as caras nessa quarta, 3 de junho, trazendo novíssimas números 1 e a continuação de grandes revistas da linha. O espetáculo de Liga da Justiça, o sci-fi de Omega Men, os risos de Bizarro e Bat-Mite e a volta triunfal de Batman fo Futuro. Confira a análise completa dessa primeira semana de publicações!


Liga da Justiça #41 (3/6/2015):
Cuba: Que comece a Guerra! Jason Fabok nos apresenta uma nova cara para o Senhor Milagre, enquanto Geoff Johns nos dá sua origem dos calabouços de Apokolips. E não é apenas um começo para Scott Free, Diana recebe uma atenção especial e, ao que parece, Johns traz um pouco da infância de cada membro da Liga. Geoff continua a explorar com maestria a pouca idade de Shazam, deixando um belo contraste entre ele e os outros membros. Fazia tempo que Johns não deixava uma edição desse jeito, são tantas revelações que a lembrança de qualidade de Noite Mais Densa vem a tona, são novas personagens, incluindo a volta de Hal Jordan, que deixam essa edição 41 num ápice que Liga da Justiça não via há algum tempo.

Alex: Não é uma simples briga com o Darkseid. Provavelmente uma das mais belas edições que Liga já teve em alguns anos; Darkseid Wars não é pouca coisa. O capítulo trás um ar novo para toda formação da Liga, que mais do que nunca precisa estar junta. Porém, entenda: A liga aqui é um pouco diferente dos seus personagens em suas próprias histórias. Uma saga de peso sem tie-ins (anunciados), uma arte excepcional e o retorno de alguns personagens marcam a primeira parte de um grande evento. O foco em Diana e pequenos trechos do passado de membros da Liga... Impressionante. Tem tanta coisa aqui que é inesperada que cada página é uma agradável surpresa! A relação com Super e Lex finalmente é trabalhada dentro da Liga! Acredito, sem exageros, que esta é uma das melhores edições de Liga da Justiça. De. Verdade.

Omega Men #1 (3/6/2015):
Cuba: Um belo dum sci-fi. Acho que essa frase resume bem, também posso falar que essa é uma leitura pra quem curtia os bons tempos de Jack Kirby e suas epopéias espaciais. Tom King adiciona mais mistério a 'queda' dos Lanternas, enquanto traz uma ficção científica carregada de origem pulp. Já Barnaby Bagenda, que veio da Titan Comics, traz um traço único que casa muito bem com a proposta da edição. E Trevor Hutchinson faz uma das capas mais legais da semana.

Alex: Capa principal e variante de cair os queixos; Omega Men promete algo desde seu anúncio. O retorno do grupo de fugitivos políticos está mais misterioso do que nunca. A arte não fica para trás; dando um ar de ficção científica impressionante. O que aconteceu com Kyle Rayner? Aonde ele está? Não se preocupe, somos amigos. Omega Men acerta definitivamente em iniciar uma história que tem tudo para ser fantástica, com uma ambientação interessante e uma arte de brilhar os olhos. Um ótimo primeiro capítulo que trás tanto potencial que será difícil tudo seguir como deve; mas assim esperamos.

Batman do Futuro #1 (3/6/2015)
Alex: Tudo é o mesmo, ao mesmo tempo em que tudo é diferente. Não espere Terry ou a Dana; mas saiba que ainda se passa em Neo Gotham e conta com a gangue dos Jokerz. Graças aos eventos de Future's End; Terry McGinns fora substituído por Tim Drake - e alguns elementos chave da série original do Batman do Futuro, na TV, e na web-série Batman do Futuro 2.0 foram trocado. Ainda existe a Wayne-Powers, mas é tudo diferente. A história é outra, e por mais que o ambiente seja o mesmo; é tudo novidade. Mas os traços com os eventos de Future's End ainda são fortes, e isso é algo muito bom. O irmão-olho é um dos mais tenebrosos e fortes vilões que a DC já teve: combina com uma dos Batmans mais fortes, também. O futuro distópico da DC nunca esteve tão vivo; e com uma história de Sci-Fi para deixar qualquer fã animado: Batman do Futuro promete, e muito, histórias maravilhosas.

Cuba: Meu background de Batman do Futuro é o desenho, que assistia há tempos e não lembro de muita coisa, e a história de Future's End. Entendido como uma continuação da saga pré-Convergence, a primeira edição já inclui personagens interessantíssimos e claro, a mais magnífica de toda a Bat-família, uma versão futura e alternativa de Bárbara Gordon! Na história, veremos Tim Drake com o manto do Batman, tentando prevenir que a Terra seja, de novo, totalmente conquistada pelo Irmão Olho.

Lanterna Verde #41 (3/6/2015)
Alex: Caos. Se pudesse descrever o que está acontecendo com os Lanternas - e com o Hal - seria apontado que tudo está caótico. Em uma reviravolta de eventos misteriosa e com muito a explicar; Lanterna Verde é o dossiê de um lobo solitário - em um universo que pode ser mais sujo do que pensamos. O que o futuro reserva é a verdadeira dúvida que fica: por mais que essa edição tenha sido ótima, será que o planejado manterá a qualidade?

Cuba: Hal Jordan cabeludo? Já sabemos que o negócio fica bom por aí, foi assim que Guy Gardner melhorou em Red Lanterns. Uniforme novo também é sempre uma boa, Hal ta misturando bastante, um pouco de Kyle, e com o manto, lembra aquele Lanterna que tinha um dragãozinho, não? Prevejo muitas comparações com Guardiões da Galáxia. O mistério maior tá jogado no ar, Jordan é um renegado sem anel, usando um protótipo no lugar da arma mais poderosa do universo (ou multiverso?) é de se esperar que saia uma boa história disso tudo.

Lobo #7 (3/6/2015)
Alex: A primeira página grita exagero; mas a arte excepcional mantém o interesse para continuar lendo. Mais uma história de ficção científica, e daquelas com o protagonista fodão. Por mais cheia de sangue, violência e atitude malandrona que seja; Lobo #7 ainda peca um pouco na história. Sério mesmo que vai ser tudo sobre um cara fodão estourando uns miolos?

Midnighter #1 (3/6/2015)
Cuba: Violência em sua mais pura forma. A composição de quadros é um detalhe impressionante na arte de Aco, ele consegue passar tudo o que Steve Orlando escreve magistralmente. Um vigilante a procura de seu passado, de tudo que já li com o Meia-Noite, esse é um bom rumo para o vigilante. A ausência de Apolo e a integração de outro homem na vida do encapuzado ajuda mais ainda o clima da revista. Um outro detalhe importante, essa é primeira revista solo de um herói homem homossexual. DC sendo linda de novo, porque a primeira mulher gay a ganhar uma solo, foi a gradeosa Batwoman.

Alex: Arte de capa sensacional; e marca o retorno de um herói-nem-tão-herói-assim. Consegue? Bem, com desenhos MARAVILHOSOS, cores muito bem colocadas, quadros ousados, momentos inesperados, histórias novas, um ar de criatividade que faltava... Sim, a revista consegue - e ainda mais, é muito boa. Nunca pensei ficar animado para uma revista do Midnighter - mas estou, e quero muito saber como isso tudo irá continuar.

Action Comics #41 (3/6/2015)
Cuba: Nunca pensei que ler algo do Superman, em que ele estivesse sem poderes, fosse uma experiência tão bacana. Você tem um medo real de que, agora que ele não é mais tudo o que foi, ele vá ser espancado a cada nova virada de página. Depois de perder os poderes, usar o soco-inglês mais forte já feito (a capa enrolada nos dedos), a história de Greg Pak e Aaron Kuder vai parecer tratar de um assunto bem sério, a violência policial.

Alex: Triste, talvez? Humano? Com certeza. O Super nunca esteve tão... Não super. Essa mudança pode parecer estranha de longe; mas é fantástica quando vista de perto. Um dos seres mais famosos dos quadrinhos, um titã da força e poder, fraco. Descoberto. Fugindo... É muito legal ver como Action Comics está tratando um dos maiores heróis do mundo - e, com certeza, ele ter menos poderes aqui vai acrescentar muito ao que ele pode fazer; ou até mesmo ser. É divertido e refrescante ver como o Superman está sendo mais Clark Kent "pós poderes". Edição essencial, divertida, criativa e que entrega muita novidade.

Arqueiro Verde #41 (3/6/2015)
Alex: Um novo dia, uma nova equipe criativa em Arqueiro Verde. Um novo vilão, um novo herói e um um novo tom - tudo isso em Seatle. Arqueiro Verde aposta em uma história introdutória dividida em três partes; contando um pouco mais sobre o Arqueiro Esmeralda em seu novo momento. Uma pena que essa edição de estreia não tenha toda a beleza que merece - muito mesmo o carisma que devesse ter. Pouco descobrimos sobre a história e,  para ser sincero, o que é contado não é do mais empolgante. Será que essa nova fase de Arqueiro consegue superar a de Lemire com Sorrentino? Difícil; mas possível.

Cuba: Tem um poster do Robin Hood na casa dele. Bom, fora isso, a qualidade da revista está em sua nova equipe criativa, dando um novo respiro para o Verde, depois que o pessoal da série quis invadir a genialidade de Lemire e Sorrentino. O que é de se esperar de uma revista do Arqueiro, é o que recebemos, a escuridão de uma cidade, não no estilo Gotham, mas num estilo mais humano, talvez, mostrando as pessoas e não a loucura dos vilões.

Bat-Mite #1 (3/6/2015)
Cuba: Com o maior clima de Batman '66 desde, ahn... Batman '66! Bat-Mite traz as trapalhadas e bat-coisas do grande ícone que foi Adam West, mas com aquele humor que você encontrar quando o Cartoon decide passar Looney Tunes na madrugada.

Alex: Divertido e bem desenhado, Bat-Mite é o momento engraçado que o Cavaleiro das Trevas precisava. Afinal, não é de noir e escuridão que se faz gotham! Com um desenho caricato e uma história digna de looney-tunes; Bat-Mite é charmoso, mas força um pouco demais. Claro, é uma primeira edição, precisa chamar a atenção de todo mundo; e acerta no que propõem: uma risada sincera saiu aqui e ali lendo. Espero que eles consigam investir o charme na revista de maneira positiva. Tenho certeza que vão conseguir. Pode não ter sido a comédia que prometia, mas provavelmente a mini-série ainda vai melhorar bastante.

Bizarro #1 (3/6/2015)
Alex: É um lixo. Com desenho bobo, roteiro chato, é uma revista muito séria, nada dá certo, a piada é ruim e o Bizarro é muito bonzinho para estar em uma revista tão séria.
Bem, vale lembrar que xingar para o Bizarro é elogiar, então; no nosso dialeto: a revista é um deleite. Engraçada, trocada e divertida - Bizarro acerta em cheio no que é proposto: para ser BIZARRO! Cheio de easter eggs e piadinhas escondidas; a comédia (que também é uma minisérie de 6 capítulos, como Bat-Mite) é das mais trocadas; e isso é super legal.

Cuba: Como não se apaixonar por algo do Gustavo Duarte? Sério, Jimmy Olsen, Bizarro e um Chupacabra. Tem como melhorar, eu me pergunto, mas a resposta tá na próxima folha, numa loja de carros usados no Egito?! São a simplicidade, piadinhas e referências que deixam essa minissérie com a maior vontade de quero mais.

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Cuba: Temos aqui a conclusão da primeiro grande arco de David e Meredith Finch, contra a sumida desde o começo dos Novos 52, Donna Troy, agora uma vilã da Amazona. Na segunda história da revista, podemos ver uma história de ascensão da Rainha Hippolyta.

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