domingo, 17 de maio de 2015

Convergence: Sexta Semana - Análise


Tie-ins sangrentas e uma saga principal cada vez melhor e mais inesperada: Convergence chega na sexta semana terminando histórias de maneira sanguinária e inesperada, enquanto evolui parte do evento principal. Confira o que nós, aqui no crise, achamos sobre a sexta semana da mega-saga.

Convergence #6:
Alex: O universo, novamente, se unindo. Kara Zor'El ao lado do Parallax? Super da era de prata lutando junto com o do pós zero hora? Talvez Convergence tenha sido, até agora, trabalhado para chegar nessa edição. Quanta gente junta... Sensacional. Capítulo muito bacana que desenvolve mais do plano do Deimos, ao mesmo tempo que prepara para uma luta COLOSSAL entre os maiores heróis do universo contra os vilões; igualmente ameaçadores.

Cuba: O que dizer dessa capa que mal vi e já considero pacas? Na edição anterior, a revista passou o sentimento de que Telos é apenas mal compreendido, deixando essa e as duas últimas edições para a redenção da personagem, dividindo o bem e mal com Telos e Deimos, que tem os universos da Terra 3 e Flashpoint ao seu lado. King e Lobdell trazem uma linda referência a primeira reunião de duas personagens de diferentes universos com uma sequência do Flash de Dois Mundos.

Sid: A história começa a conectar tudo até agora. Mostrando desde o universo dos Novos 52 observando a manifestação da Convergência até os heróis de diversos tempos se reunindo para lutar contra Deimos.
A edição tem alguns problemas, como aparição de personagens que já morreram em tie-es da série, oque dá uma impressão um pouco ruim de que a série está sendo as pressas. Mas no geral é muito bom!

Convergence: Batman - Sombra do Morcego #2 (13/5/2015)
Alex: Digno do Batman: o plano é tentar resolver, não lutar; porque mesmo o homem morcego e o Azrael não conseguiriam vencer uma luta em tamanhos tão grandes quanto a proposta por Telos. Uma pena que a revista não decide o caminho que quer tomar... Parece, ainda, uma oneshot de dois personagens; sem aproveitar todos os elementos narrativos que a saga proporciona. Com uma capa maravilhosa mas um desenho interno meia boca; parece que essa revista só serviu para encher um buraco.

Cuba: O trabalho de cores de Elmer Santos continua muito bom, mas o lápis de Rick Leonardi ainda lembra um desenho não finalizado, a revista inteira parece um esboço, apenas quando tem um zoom no rosto de alguma personagem é que ela ganha detalhes, tornando a arte muito precária. Apesar de tudo, a história consegue mostrar o quão bem o Batman e Azrael podem trabalhar juntos, trazendo a antiga 'dupla' para os leitores de hoje em dia.

Convergence: Mulher-Gato #2 (13/5/2015)
Alex: É isso de que eu estou falando! A forma que a revista trabalha os dois personagens é bem legal. Antes de realidades tão diferentes e agora bem próximos... Não importa a distância que exista entre a Mulher Gato e o Bruce Wayne - ou até mesmo de que universo ele sejam; eles ainda vão combinar muito. O desenho é regular, mas vale a pena a leitura.

Cuba: Já usando a frase dessa mesma HQ, não importa em qual realidade, Batman e Mulher-Gato sempre fazem um bom time. Ainda mais o Bruce de Reino do Amanha e a Selina com seu primeiro uniforme. A revista mantém uma boa qualidade e chega num final bem surpreendente.

Sid: Um pouco melhor que a primeira edição. O combate é bom mas com pouca intensidade. O mais interessante é o desenvolvimento entre a Selina e o velho Bruce e as consequências disso ao final da história.

Convergence: Supergirl - Matrix #2 (13/5/2015)
Alex: Cara, que edição engraçada! O Besouro Bisonho e a Matrix formam uma dupla sem sentido e divertida que faz parecer tudo ser uma grande e perigosa piada. Os desenhos são impressionantes e afirmam o poder e estilo da Matrix - considerado, por mim, a melhor Supergirl. Ótima edição!

Cuba: Com certeza uma das edições mais nonsense de Convergence, com o Besouro Bisonho habitando suas páginas e até dando uma quebra na quarta parede, enquanto pega o roteiro da HQ e mostra para outra personagem. Mas de tudo o que ela tem de engraçado, seu ponto alto é a referência ao famoso Arm-Fall-Off-Boy, da Legião. Totalmente nonsense.

Sid: A edição se entrega completamente ao humor com o Besouro Bisonho  sendo perseguido por toda a edição pela Supergirl, e isso é muito bom! A edição é divertidissima e tem desenhos lindos. Melhor Supergil de todas!

Convergence: Esquadrão Suicida #2 (13/5/2015)
Cuba: Capa incrível de John Paul Leon. Um conflito é sempre bom, não? Ainda mais reunindo os membros clássicos do Esquadrão com a nova turma. Mas isso sim é uma verdadeira edição de Esquadrão Suicida, violência e traição, a edição termina como uma última aventura aos suicidas. Para eles, ponto final melhor não há.

Alex: Com arte que as vezes é impressionante e em um quadro ou outro um pouco estranha; Esquadrão Suicida faz a receita para dar tudo errado: o Superman Cyborgue era, claramente, uma imensa ameaça. Mas quem ali não é? Com personagens traidoras e vis; a história prossegue como um festival de matança e assassinato para tentar, a todo custo, chegar no objetivo - seja por parte do esquadrão ou da Amanda Waller. Edição emocionante e violenta; que trata o melhor grupo do esquadrão com alguns rostos novos.

Sid: A melhor coisa de Convergence é quando somos transportados a outras épocas e outros estilos de histórias e arte e esquecermos que as revistas mudaram tanto. Essa revista do Esquadrão Suicida me transportou de tal forma para os anos 90 que parece que eles nunca acabaram. A história tem uma ação frenética e mostra os vilões da época sendo os enormes escrotos que eles eram na época com todo seu carisma. Melhor formação do Esquadrão Suicida simplesmente (sim, a Arlequina não tem nada a ver com isso.)

Convergence: Super-Homem: O Homem de Aço #2 (13/5/2015)
Cuba: O maneiro das revistas do Aço é que ele era uma pessoa normal, com um grande intelecto e uma armadura e martelo bem legais. A partir do momento em que ele, aparentemente, vira um deus-ex machina, quem nem o herói que ele se espelha, a história acaba virando apenas mais uma por aí. A parte boa é ver o pessoal da Gen-13 junto, do jeito clássico.

Alex: Bobo, chato, mal desenhado, sem rumo e irritante. Se tem um personagem que ninguém lembra - porque era ruim - é o Aço. Mas, agora, se tem um grupo pior ainda, mais insuportável e repetitivo, é a Gen-13. Por mais que, isolados, alguém lá dentro pode ser legal; a Gen-13 acabou porque era ruim, independente de reboot. O pior, entretanto, de Man of Steel #2 é que termina com um final em aberto: qualquer esperança disso continuar é imensuravelmente terrível.

Sid: Tem algumas HQ's que ferem o cérebro quando lidas, essa é um caso. Acho que nem quando criança eu conseguiria ver algo legal nisso. Personagens chatos e desinteressantes aliados a uma história bizarra e um confronto que é digno de pena. Sério, ler isso dói.

Convergence: Arqueiro Verde #2 (13/5/2015)
Cuba: Talvez a mais descartável da semana. Juntando um Oliver que acabou de conhecer Connor Hawke com as versões de Reino do Amanha de Canário Negro e sua filha com Oliver, temos apenas uma luta, com alguns diálogos juntando as duas famílias. Rag Morales consegue apresentar um bom traço, mas deixa transparecer uma falta de vontade para os cenários.

Alex: Vamos, nessa edição, de nada à lugar nenhum. O primeiro capítulo pode até ter sido interessante, mas não conseguiu continuar de uma maneira que a qualidade do segundo caiu de forma drástica. A revista é chata e não acontece nada - além do encontro dos protagonistas não ter vivido a expectiva que criou.

Convergence: Superboy #2 (13/5/2015)
Alex: Essa capa é simplesmente maravilhosa. A melhor parte é que a beleza não termina aí: bem delineado e com cores impressionantes; a história é emocionante e animadora. O Super"boy" e o Superman do Reino do Amanhã lutam até o limite - a cidade começa a ser destruída por tamanho poder dos dois. Emocionante até a última página.

Cuba: Sem dúvida uma das melhores capas e história de Convergence. Vemos um duelo de experiência. O momento em que Lois e Clark se vêem, depois de um ano sumido e dez anos falecida, as duas linhas do tempo se convergem. Com um final simples, mas digno de quem carrega um S no peito.

Sid: A batalha entre Superboy e o Superman do Reino do Amanhã é explosiva e tem consequências catastróficas para Metropolis. Consequências que mudam o rumo da história de uma maneira que eu não imaginava ver. Gostei demais.

Convergence: Lanterna Verde/Parallax #2 (13/5/2015)
Alex: Sensacional. Com uma arte ímpar e um roteiro impressionante e inesperado; as aventuras de Hal Parallax e Kyle Rayn er nos traz de volta como a profundidade dos lanternas é sempre ótima. Divertido, o capítulo mostra o quão forte é o Parallax - mas, agora, não mais uma louca máquina de matar aliados. Se Lanterna Verde/Parallax vai mudar o rumo dos Lanternas Verde eu não; mas que eu gostaria... ah, com certeza!

Cuba: O colorista Paul Mounts traz uma mistura de colorização digital com resquícios de aquarelado, dando um tom especial a revista. Não preciso falar o quão agradável é ver Kyle em seu uniforme original, o que também se aplica a Parallax. O final é solto, te deixa numa vontade de que algo seja publicado assim que Convergence acabar. Será que teremos uma nova revista dos Lanternas?

Sid: Nossa, essas edições foram tão boas e tão legais que fazem você ter vontade de deixar tudo que o Geoff Johns fez pelo Lanterna e voltarmos a época áurea do Kyle e do Parallax. Me desculpem, mas isso é muito foda! O Hal e o Kyle tinham um dinâmica incrível entre o novo herói e o velho anti-herói/vilão que chega até consequências extremas nessa edição. Parallax provavelmente será o único a conseguir vencer o desafio proposto por Telos completamente sozinho. Queria muito ver ele sobreviver a essa Convergência junto com esse Kyle.

Convergence: Aquaman #2 (13/5/2015)
Cuba: Mesmo a colorização simples não consegue esconder o poder de Aquaman. Arthur Curry já foi muito menosprezado, mas é derrotando alguém que não pode morrer, em clara desvantagem, que vemos o verdadeiro poder do Rei de Atlântida. Sanguinária e real.

Alex: A mais tática de todas; o Aquaman é, quase que literalmente, um peixe fora d'água - mas não significa que ele é indefeso. O cabeludo e destronado atlante consegue matar até mesmo o imortal; mesmo em situações em que ele está em absurda desvantagem. É brutal e sanguinário, com desenhos bonitos e cores simples e chapadas. Uma das histórias mais violentas e emocionantes de toda Convergence.

Sid: De longe a história mais brutal até agora. O cruel e habilidoso Deathblow encara o Aquaman em sua melhor época. A edição é tensa demais e tem a melhor luta de Convergence até agora. Queria mais números disso!

Convergence: Liga da Justiça Internacional #2 (13/5/2015)
Cuba: Li essa edição imaginando o traço do grande Alex Ross, mas o traço de Mike Manley é digno da Liga da Justiça Internacional. Vocês podem lembrar dela como uma simples visita cômica a Liga, mas há aquela que a prezam muito e as últimas páginas dessa edição equivalem a um abraço apertado a esses fãs.

Alex: Que homenagem! Com uma ode aos fãs e ao quadrinho antigo; Liga Internacional #2 é divertido e bonitinho, fazendo o coração aquecer no final - mesmo depois de um embate intenso entre super-grupos. Uma arte bem legal acompanha a história, também. Vale a pena a leitura, com certeza uma das melhores de Convergence - mas, talvez, direcionada somente para fãs.

Sid: A abordagem de ver a época do Zero Hora não ser capaz de derrotar a Terra do Reino do Amanhã é bem diferente do que eu esperava e se mostra bem interessante. Mas é inevitável pensar que a revista do Besouro Azul da Era de Ouro foi muito mais bonita e criativa no geral. 

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