domingo, 31 de maio de 2015

Convergence: Oitava Semana [FINAL] - Análise

Convergence enfim termina. Com um final que ninguém esperava; a mega-saga acaba com a sua última semana de tie-ins em uma qualidade excepcional. Confira a opinião do pessoal aqui do site para saber como será este novo capítulo do universo da DC.
 
 
 
Convergence #8 (27/5/2015)
Cuba: Com Deimos aniquilado e a redenção de Telos, todos vão voltar pra suas casas? Não! Apenas com a ajuda de Brainiac, agora também como um aliado, o Multiverso pode ser salvo e todas as melhores linhas do tempo da DC podem Convergir em um Multiverso totalmente funcional e válido pela primeira vez em mais de 75 anos de história. É da boca de um Brainiac arrependido que temos tudo o que a DC já fez, apresentado como oficial, tudo vale, mas a Crise nas Infinitas Terras tem de acontecer, tanto por ser o marco na história da própria editora, quanto na história dos quadrinhos em si. Se preparem para junho!

Alex: Convergence terminou de uma forma que ninguém esperava, e isso é maravilhoso. Com exceção do Deimos; tivemos vilões interessantes e bem trabalhados (o Brainiac Prime e o Telos), que trouxeram sensacionais reviravoltas, principalmente nessa edição. Não é difícil ver que a série convergence começou com alguns tropeços; mas o final fez valer a pena. Explicando e trabalhando os motivos de Brainiac; mesmo o ser mais dúbio do universo - e um dos mais primitivos - pode perceber que o plano dele poderia danificar todo mundo, incluso a si próprio. Com pessoas ruins se tornando boas, Convergence não é um reboot, mas sim uma edição zero de todo o multiverso. É um Zero Hora #0, Flashpoint #0 e Crise nas infinitas terras #0. E, com essa proposta de ser a origem de tudo; Convergence termina impressionando o verdadeiro fã da DC; percebendo que não se faz uma editora de super heróis só com um personagem. Talvez por inconsistência por causa de Deimos; a série não foi uma grande chave de ouro, mas ainda assim conseguiu me agradar de tal forma que percebo que, por mais que o destino dos novos 52 tenha mudado pouco, o passado da DC praticamente se
reconstruiu: nem toda grande história precisa criar mudanças mediatas, talvez mudar o passado também seja interessante. Digno de aquecer o peito; nunca me vi tão interessado para começar a ler uma história da Terra 2 (NOVA Terra 2, por favor); e de continuar lendo quadrinhos da DC. Convergence veio como um "remendo" para a editora; e fez exatamente isso: remendou alguns pontos; mas também homenageou outros e terminou uma divertida e criativa aventura em "mega-saga", que por mais que não seja uma história que vá mudar a sua vida, com certeza irá te divertir.

Sid: Primeiramente analisando, o capítulo em si não é muito bom como encerramento de uma saga. Muita conversa e, muitas consequências, nenhuma ação e a ausência total de uma urgência para ver o que iria acontecer na próxima página. O melhor da edição foi a inclusão do Superman do universo do pré-Flashpoint e do Parallax em um contexto completamente diferente, as consequências disso podem mudar tudo para a realidade da DC. Mas como saga, foi um ótimo final, pois consertou erros terríveis que vieram com os Novos 52: como a ausência de um Multiverso e a completa ausência de uma linha do tempo decente que não só divida em simples "Velhos 52" e "Novos 52". Agora as coisas fazem mais sentido e eu estou muito ansioso para ver em como o UDC vai ser afetado. Mas a questão mais importante é a seguinte: A DC mudou, mas e os editores e roteiristas? Espero que sim.

Convergence: Action Comics #2 (27/5/2015)
Alex: O desenho melhorado e uma luta bem feita conseguiu fazer Action Comics #2 melhor que seu capítulo anterior, mas isso ainda não significa que está muito bom não. Uma das coisas legais em convergence, assim como já disse anteriormente, é o trabalho a mais nos personagens mais antigos. Action Comics desperdiça a oportunidade de conseguir trabalhar melhor a Mulher Maravilha soviete. Ainda assim é divertidinho ler, se assim posso dizer.

Convergence: Besouro Azul #2 (27/5/2015)
Alex: Divertido! Besouro azul aposta na comédia, e faz isso até que bem. O desenho é, também, maravilhoso - um dos melhores de todas as Tie-Ins. Ver a falta de coordenação da Legião (e o excesso de coordenação de Ted Kord) é bem divertido; é uma dualidade interessante. Muitos falam que as tie-ins de convergence só são brigas sem fundamento, mas Besouro Azul é uma das revistas que provam que eles estão errados. Divertida e interessante, termina a edição nos dando saudades de personagens outrora tão queridos.

Sid: Não é que o confronto entre a equipe do Besouro Azul e a Legião do Super-Heróis não podia se tornar algo engraçado, interessante e bom? Cada personagem tem o seu potencial aproveitado de uma maneira, seja o Capitão Átomo mostrando aos pobres Legionários o verdadeiro significado de poder, ou com o Questão deixando o Brainiac sem respostas, ou com o incrível Ted Kord resolvendo toda a questão com a sua genialidade. Muito bom!

Convergence: Gladiador Dourado #2 (27/5/2015)
Alex: Cacete, juntar o Gladiador e o Besouro é sempre muito emocionante. Amizade bem feita nos quadrinhos é algo bem legal. É uma revista que acontece quase que paralelamente a do besouro, também. O desenho é lindo, e nos trás umas glimpses do que está por vir no futuro dos novos 52 DC You. Divertida a edição, e faz valer a pena a leitura; tendo em vista como foi o primeiro capítulo.

Sid: Surpreendente, emocionante e extremamente relevante. Essa edição mostra todo o potencial do Gladiador Dourado e toda a sua importância na mitologia e cronologia da DC. Amei a interação dele com o Besouro Azul e adorei esse novo Waverider que promete ser um dos novos personagens mais interessantes da DC.

Convergence: Sindicado do Crime #2 (27/5/2015)
Alex: Que desenho lindo... Buccelato acerta em fazer uma luta intensíssima; mesmo após uma primeira edição de puro e sincero sofrimento por parte do Sindicato do Crime. Phil Winslade e Lovern Kindzierski acertam em cores e traços que remetem aos anos noventa. Uma história com uma briga das pesadas, para fechar os pontos da edição passada.

Sid: Que edição legal, meu deus! A luta do Sindicato contra a Liga do DC Um Milhão é demais e aproveita as melhores habilidades de cada um dos personagens. A ambientação e personalidade dos personagens está perfeita e o final é provavelmente o mais enigmático de toda a Convergence. Acho que pela primeira vez na vida eu realmente quero ver o que vai acontecer com a Terra-3.

Convergence: Detective Comics #2 (27/5/2015)
Alex: A capa é uma das mais bonitas de toda a mega-saga. Com traços pesados e rabiscados, Len Wain escreve sua segunda revista na mega saga; e faz história. Diferente de Action Comcics, aqui os
sovietes são muito bem trabalhados e aprofundados, assim como Dick e Helena. Uma revista com muita, muita emoção. "certamente não é o fim" e assim eu espero. A história promete muito, e é uma das diversas revistas dentro de Convergence que infelizmente precisam ter um fim. Essencial.

Sid: Novamente com essa arte de tirar o folêgo a história mostra a luta insana e desequilibrada do Asa Noturna e da Caçadora contra o Superman Soviético. Durante toda a revista é impossível escolher somente um personagem para torcer, pois todos são bem trabalhados e tem reais motivos para fazer o que fazem. Excepcional!

Convergence: Corporação Infinito #2 (27/5/2015)
Sid: A edição começa fraca com uma luta idiota que quer parecer muito mais brutal do que os desenhos conseguem reproduzir. Mas as melhores partes vem com a Jade e o Manto Negro lutando contra o Jonah Hex, deixando a edição muito mais interessante. No geral foi boa.

Convergence: Sociedade da Justiça da America #2 (27/5/2015)
Alex: A última batalha. Os amigos juntos mais uma vez para fazer o que a vida inteira fizeram. Com uma capa igualmente maravilhosa em relação a da edição anterior; a sociedade da Justiça da America tem um ultimo brilho muito do belo. A luta é em proporções grandíssimas; e o final é de igual tamanho, mas sem tanto brilho assim. Uma edição de aquecer o coração. Muito boa, mesmo.

Sid: Essa edição tem uma pequena queda de nível, mas é bem pequena. Enquanto a primeira apostou mais no drama e na emoção e acertou em cheio essa focou na ação e na emoção, algo que também funciona e resulta e uma das melhores lutas de Convergence. Como conjunto as duas funcionam realmente de maneira magistral.

Convergence: Shazam! #2 (27/5/2015)
Alex: Cara, que traço magnífico. Ele consegue absorver toda a essência do Capitão Marvel - ainda não Shazam - e colocar nos dias de hoje com muita precisão. É tudo muito limpo e clean; junto com diálogos bem pensados e momentos calculados para nos lembrar de um clássico porém nos dias de hoje. Muito bacana e bonito de ver. Tudo funciona como deve em uma edição que homenageia um herói tão antigo - tentando emular suas antigas histórias em uma visão de hoje em dia.

Sid: Só queria deixar meu comentário de como essa arte é linda! Ela consegue misturar os anos 50 com a arte atual de uma maneira tão sutil e limpa que o resultado é algo único e belíssimo. E a história não fica pra trás, pois a mistura dos elementos inocentes da Terra-5 do Shazam com a Terra de 1889 é surpreendente e consegue criar uma das melhores tie-ins de Convergence.

Convergence: Melhores do Mundo #2 (27/5/2015)
Sid: Acho que uma das mais surpreendentes e tristes de toda a Convergence. Com uma luta que é aparentemente boba mas que represente muito bem o espírito da Era de Ouro a edição caminha lentamente ao final mais trágico de todas as realidades. E a Era dos Heróis tem seu fim.

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