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Convergence: Segunda Semana - Análise

A maior convergência da história da DC e dos quadrinhos continua com uma forte semana de tie ins e uma série principal que se força a não dar passos muito largos. Confira o que achamos da segunda semana de Convergence!


Semana passada, na nossa resenha da primeira semana, tivemos um foco maior nas personagens do universo pré Flashpoint da DC. Agora, estamos indo de cara nos personagens do pré zero hora! Confira o que achamos das onze revistas que marcam esta segunda semana de Convergence!

Convergence #2 (14/4/2015)
Alex: Cara, a arte do Pagulayan é fenomenal. O encontro entre Thomas Wayne e Bruce Wayne é emocionante! A narrativa do quadrinho - pelo ponto de vista de Dick de Terra-2 - é interessantíssima, e mostra este choque de mundos em uma perspectiva não de batalha, mas de inesperados encontros. A homenagem para Stan Lee foi maravilhosa! Quando seus dois heróis criados na DC foram mortos por causa do conflito na terra de Future's End; Telos fala "um grande criador, cujo tempo conosco foi breve, mas se mudou para servir seu propósito em outro planeta". Palmas!

Sid: Nesta edição a gente começa a entender mais a trama principal e vemos um time de heróis tentando chegar em algum lugar para derrotar Telos. Gostei muito de ver os heróis da DC recriados pelo Stan Lee novamente, mesmo que sendo massacrados. Não gostei muito do encontro do Bruce com o pai dele, não teve emoção alguma e a cena acaba e não leva a lugar algum. Além do defeito terrível entre a página 24 e 25 no símbolo do Batman. A nostalgia da saga ainda supera o enredo da mesma.

Cuba: A capa variante de Jae Lee, com os Flashes, me agradou, mas a arte dele não combina muito com o velocista. Nessa segunda edição, somos introduzidos a história final da Terra-2, a parte da fuga pelo menos. A primeira luta contra Telos acontece nesse edição, os heróis da T2 se voltam contra seu captor que, simplesmente reconhecendo ser superior, apenas vai embora. A grande homenagem fica com Stan Lee, com os heróis de What If... lutando contra os robôs do Irmão Olho, uma pena que eles não sobrevivem a mais do que uma página dupla. O ponto alto é um encontro entre pai e filho, mas de Terras diferentes. Thomas e Bruce Wayne vêem o Batman que cada um se tornou, sinceramente, estava esperando algumas lágrimas, um abração ou aperto de mão, no mínimo, mas a troca de palavras na despedida e o jeito que Bruce foi retratado em uma página solitária, foram perfeitos.

Convergence: Super-Homem - O Homem de Aço #1 (14/4/2015)
Alex: De cara dá pra perceber que o desenho deixa um pouco a desejar. O quadrinho tem uma sensação daqueles quadrinhos clássicos mais "porradaria". Temos o retorno do esquecido John Henry Irons; o cara que criou uma armadura de aço que substituiu o Superman depois de sua morte na batalha contra o Darkseid no universo pré-zero hora.

Sid: Nunca fui um real fã do Aço, acho que de todas as criações da saga da morte de Superman ele foi a pior. E a HQ segue esse padrão apresentando uma história fraca do Aço e sua família enfrentando a galera da Gen 13. Quase dormi lendo.

Convergence: Supergirl MATRIX #1 (14/4/2015)
Alex: Um divertido e interativo roteiro; com uma arte bem exagerada, caricata e colorida - além de bonita. Nossa, o Lex cabeludo! A gente as vezes esquece como a Matrix era legal (e como o universo pré zero hora era MALUCO!). Kara-El pode ser super bacana hoje em dia, mas a Matrix tem um "quê" emocionante que é muito bem representado aqui. Muito boa a edição!

Sid: Revista divertida que segue aquela Supergirl bizarra dos anos 90 que não era Kryptoniana e era inseparável do Lex Luthor, o mesmo com uma longa cabeleira ruiva. Foi inevitável rir ao ver esses dois de novo!
Não promete grandes surpresas na próxima edição.

Convergence: Superboy #1 (14/4/2015)
Alex: Kon-El está de volta! O irresponsável "bad boy" dos anos noventa; criado para substituir o Superman, está naquela fase da vida de que começou a se entender - daí o mundo colidiu e ficou preso em uma jaula. Normal. Acontece. Os pensamentos inconsequentes faziam falta na personagem do Superboy. A arte é acima do regular, mas não é ótima, por mais que a edição tenha uma das melhores capas desta segunda semana. Ainda: REINO DO AMANHÃ! Inesperada e FENOMENAL
batalha, promete MUITO.

Sid: O Superboy teve a sua melhor fase nos anos 90 com o Kon-El, e agora ele voltou!
Com seu visual rebelde hilário e sua brutalidade de sempre, Superboy acaba entrando em um combate brutal com ninguém menos que os heróis do Reino do Amanhã. O confronto entre o Suberboy e o Superman promete ser uma das melhores, senão a melhor luta de toda Convergence.

Convergence: Esquadrão Suicida #1 (14/4/2015)
Alex: QUE ARTE É ESSA, MEUS AMIGOS. Uma interessante história daqueles que estão de longe observando. Entretanto; fica claro que o objetivo da revista é preparar para a sua própria conclusão daqui um mês, no número #2. O retorno do Superman Cyborgue, porém, pode ser algo controverso e interessante.

Sid: A história em si nem começa nessa edição, pois a mesma é mais uma preparação para o confronto da próxima do que qualquer outra coisa. Mas vale pra ver vários os vilões clássicos dos anos 90 de volta prontos para acabar com o Lanterna Verde do Reino do Amanhã.

Ricardo: Que splash page, mano! Ver uma Waller caída e derrotada já fez esta edição valer a pena. Como fã do Esquadrão, me senti logo na necessidade de ler até o final. Felizmente notei um texto cheio de reviravoltas bacanas, novos membros que se dariam muito bem no Esquadrão, e o retorno de velhos membros que me deixaram muito animado. O traço possui bons e horrorosos momentos, mas ainda assim é uma edição bem legal.

Convergence: Liga da Justiça Internacional #1 (14/4/2015)
Alex: Interessante edição. Com traços bonitos e bem definidos; Liga da Justiça Internacional volta com aqueles personagens que sentíamos falta, com um pensamento mais frio e específico. Todos, sem poder, vivem a realidade do Besouro Azul. A realidade sem poderes; aonde vencer de um vilão pode durar anos. Em contrapartida, a revista não trata muito dos personagens e dá a mesma sensação de esquadrão suicida: é uma revista que se prepara para sua própria conclusão.

Sid: Que saudades desse grupo. Eles foram uma das equipes mais interessantes e ricas dos anos 80/90.
Ainda agindo como uma equipe de super heróis sob a doma, vemos em poucas páginas uma dinâmica de grupo que nenhum dos Novos 52 conseguiram ter.

Convergence: Lanterna Verde/Parallax #1 (14/4/2015)
Alex: A segunda chance de Hal? O traço dessa edição é sensacional e representa muito bem as emoções dos personagens. Assim que a queda da cúpula ocorre, é bem legal ver o Hal Parallax em ordem, sabendo o que está fazendo, e ainda sim meio maluco. Edição muito interessante, mas podia ser um pouquinho maior, né?

Sid: Eu comecei a minha vida nas HQs lendo Lanterna Verde, especificamente lendo o Kyle como Lanterna e o Hal como Parallax. Ler uma HQ disso de novo é de encher os olhos de lágrimas. A HQ mostra a vida do Kyle e do Hal presos na redoma e todo o pesar do Jordan por ter se transformado em um vilão monstruoso antes de ser preso. Mas quando começa o confronto contra Electropolis que a coisa fica insana, pois o Parallax destruidor de mundos voltou e está furioso! HQ Excepcional!

Convergence: Arqueiro Verde #1 (14/4/2015)
Alex: O desenho é, de cara, um dos mais fracos e menos característicos dessa segunda semana. Ainda assim, essa "seita da cúpula" é muito interessante. O Arqueiro Verde está como era no pré zero hora: algo bem mais social e bem menos heroico. Enquanto a maior parte das número 2 prometem batalhas; Arqueiro Verde promete um encontro de famílias. Só nisso já dá pra ver que o objetivo aqui é outro.

Sid: Eu estava realmente ansioso por essa revista, pois nos anos 90 o Arqueiro passou por fases perturbadoras em sua vida e finalmente ele voltou a ter visual de homem, não de pré adolescente sem barba. Mas a HQ se mostra sonsa e com pouquíssimo conteúdo, sem diálogos e acontecimentos interessantes.

Convergence: Mulher Gato #1 (14/4/2015)
Alex: A mulher gato mais bad-ass está de volta. Diferente das recentes e mais ousadas versões; aqui temos uma anti-heroína que narra a parte mais obscura e suja da cidade. Infelizmente, a edição é um grande regular. Não existe nenhum momento que ela se mostra acima da média; ainda por cima nesta segunda semana, aonde as tie-ins se mostram com mais conteúdo. Entretanto, essa Selina com o Batman do Reino do Amanhã entregará interações interessantes.

Sid: História fraca mas com alguns pontos interessantes mostrando uma Mulher-Gato tentando substituir o Batman depois de sua queda (Queda do Morcego, lembram?). Talvez a próxima edição melhore com a luta dela contra o Batman do Reino do Amanhã.

Convergence: Batman - A Sombra do Morcego #1 (14/4/2015)
Alex: De longe, a edição mais bonita da semana. Uma nostálgica história sobre a sombra do morcego; dá uma sensação de "one shot" do Azrael e Batman juntos. É uma daquelas que não vão acrescentar para a história de Convergence muito menos evoluir personagens, mas é legal de ler. O desenho é acima da média, mas é impossível não ver a cara de 'filler' da edição.

Sid: HQ interessante mas pouco convincente.
Vemos Batman e Azrael em Metropolis infiltrados em uma organização criminosa.
Sim, leia essa frase anterior e me diga se eles ficariam anos de verdade fazendo isso?
Enfim, depois dos dois resolverem essa questão de anos em alguns minutos eles encontram um pessoal da Wildstorm que nunca ouvi falar para lutar contra.


Convergence: Aquaman #1 (14/4/2015)
Alex: Um peixe fora d'água, literalmente. Enquanto as iterações mais recentes do Aquaman mostram um Arthru Curry tanto Atlante quanto Continental; na pré Zero Hora o herói desbravava muito mais o oceano do que a terra firme. Vemos isso, acompanhado de uma arte diferenciada e bela.

Sid: Extremamente bem desenhada e com uma história fácil e forte. Nos anos 90 o Aquaman perdeu sua mão, adotou um visual de gancho, barba e cabelo comprido e se tornou um herói extremamente mal humorado e bruto. E justamente o herói mais brutal do universo Wildstorm, o Deathblow, vai desafiar o rei dos mares na próxima edição. Espero ansiosamente!

Cuba: Aquaman usa calça de moletom na capa. A exploração da personagem como um 'mito' da cidade é maravilhosa. O herói foi muito bem explorado nos N52, mas nunca ligaram muito para seu lado psicológico e é ai que entra essa edição, muito bem trabalhada pela dupla Tony Bedard e Cliff Richards.

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