Avançar para o conteúdo principal

Convergence: Primeira Semana - Análise


Finalmente! A primeira semana de Convergence chegou ao fim. Foram treze revistas e muitos acontecimentos. Veja nossa análise dos principais momentos tanto da revista que leva o nome da saga quanto de todas as "tie ins" que trouxeram os heróis de outras terras de volta mais uma vez.É difícil não ter ouvido falar de Convergence nos últimos meses. O evento não marca somente uma mudança nos quadrinhos, mas também uma própria mudança na DC. Os eventos que iremos falar aqui serão os das revistas publicas no dia primeiro e oito de abril.


Convergence é, podemos dizer, uma continuação das sagas New 52: Future's End e Earth-2: World's End; mas não é necessária a leitura das histórias para entender de fato o que está acontecendo. Ambas as histórias são brevemente explicadas tanto em Convergence #0 quanto em Convergence #1; mas falaremos de Future's End #48 (a edição final) aqui.



Para representar essa convergência da DC Comics; iremos entrar com ideias de mais de um redator. Claro, em alguns momentos, nós divergimos: essa é a graça da análise desta grande saga.


The New 52: Future's End #48 (1/4/2015)
Alex: Esta é a gota final para Convergence? Bem, não. A série inteira do "fim do futuro" trouxe muitos dos conceitos que seriam pegos de volta na grande saga; como o Brainiac Prime, mas ainda assim não é realmente importante. Porém, engana-se quem deixa o final de lado.

Future's End teve como protagonista o Batman do Futuro (Batman Beyond) e Tim Drake; além de grupos de personagens menores da DC, como os Agentes da Sombra e a Stormwatch. O final é em aberto; mas é MUITO inesperado o futuro de Tim Drake. Ele será o protagonista de uma revista do pós-Convergence e eu garanto que ninguém imagina qual será até terminar de ler a saga do fim do futuro.
 Cuba: Um retalho de novos conceitos que podem virar uma história muito mais completa do que o seu final. Deixando aberto a uma próxima interpretação, "Future's End" foi uma troca de uniformes entre N52 e Convergence.


Convergence #0 (1/4/2015)
Sidarta: Muito bem desenhado, da pra ter uma breve idéia de como vai ser a saga pra quem não acompanhou nada da DC recentemente, e tem muitas promessas interessantes.
Gostei muito da ideia toda desse Super Brainiac!

Alex: O desenho é legal, e Convergence #0 tenta preparar o terreno pra quem está zerado na DC. Não é aquela edição zero "imperdível", mas é divertido e com cenas bem legais, tipo a do Super; e mostra bastante do por trás deste novo Brainiac Prime que, aparentemente, é um deus-alien-máquina. E também mostra a origem do vilão Telos, que é fruto da crise de identidade do Brainiac que conhecíamos - que na realidade é um simples emissor do grande Brainiac Prime.


Alguns de vocês vieram a mim em um momento de Crise Infinita; outros em seus momentos finais de uma Zero Hora. Tenha eu sido um Ponto de Ignição para um tempo que nunca foi ou de Reinos que nunca virão a ser do Amanhã... Todo aqui tem a sua vida como resultado de meu domínio. Isso muda agora. - Telos


Convergence #1 (8/4/2015)
Alex: Um pouco confuso, mas interessante. Galera de terra-2 é aparentemente importante, o que precisa forçar o roteiro a explicar cada coisinha antes de tudo começar de verdade; para aqueles que não estavam acompanhando Earth-2: World's End. O Telos é um cara MUITO forte, e o desenho do quadrinho é de encher os olhos; é realmente bem desenhado. O início que mostra a continuação do jogo Injustice também é bem interessante. Uma edição para explicar o que está por vir.

Cuba: Convergence 0 e 1 são mais guias do que história, trazem o background do vilão e uma sinopse do que aconteceu com a Terra-2. É o ponto de partida para, com certeza, algo muito maior.

Sidarta: Desenho sensacional, roteiro com alguns defeitos complicados.

Quem não acompanhou World's End ou Terra 2, não vai entender metade da edição - por isso precisa ficar explicando tudo. A outra metade inicia o 'plot' da saga e dá a abertura para as revistas do convergence

As Tie-ins acontecem um pouco antes do discurso de Telos e os efeitos de depois da fala; e foca em como todos esses mundos e personagens são afetados com a ideia de uma múltipla realidade simultânea que deverá entrar em guerra.
Convergence: Super-Homem #1 (8/4/2015)
Alex: O Super-Homem pre-flashpoint com uma Lois Lane tipo "Oráculo" tentando parar o crime em uma Gotham pre-flashpoint é o que está acontecendo aqui. Se já é uma mistura maluca; o Shazam do universo de Flashpoint contra o Super "cueca em cima da calça" acaba criando uma edição com ação inesperada e batalhas com personagens que eram tão distantes entre si, mas agora estão na distância de uma porrada.

Sidarta: Uma das minhas favoritas!
Muito bem desenhada e com roteiro bom e de fácil entendimento.

Além da luta no final do Super contra os "heróis" do mundo de Flashpoint... É uma das lutas que mais prometem.

Convergence: Liga da Justiça #1 (8/4/2015)
Sidarta: Desenho mediano, não agride nem agrada.
História simples, sem nada demais. Mas terá um dos melhores combates de todos por ter o Aquaman do mundo de Flashpoint contra uma liga de super-heroínas.

Alex: Um pouco mais lenta que as outras, mostra novamente a gotham pre-flashpoint e alguns personagens do flashpoint - dessa vez, o foco maior é na Kara-El, Mera e Aquaman (o último, de flashpoint). É muito foda ver as heroínas da liga de novo juntas e a ideia de uma Mera de sempre com o Aquaman imperador tirano de Flashpoint é um ambiguidade que eu nunca esperaria ver.


Convergence: O Átomo #1 (8/4/2015)

Alex: Um pouco... Bobo? Difícil de entender a razão desse quadrinho, para ser franco. Bem, legal mostrar que o Ray Palmer está querendo uma vingança do Slade por causa da morte do Ryan Choi em Dia Mais Claro; mas a forma que isso é representada é rasa, repetitiva e boba demais. Não parece uma vingança, mas sim uma brincadeira. 

Convergence: A Questão #1 (8/4/2015)

Alex: A pesada narrativa da Questão é misteriosa e sombria. "Se não existe nada que valha a pena viver, porque a morte ainda dói tanto? Porque ainda importa, se é a única escapatória desta gaiola... Porque eu não iria querer ele livre?". Tinha esquecido a falta que Renee Montoya fazia. Puta personagem! Daora o capítulo. Renee - a Questão - é quem dá o ar 'noir' pra Gotham. Pena que o desenho deixa um pouco a desejar.


Sidarta: Greg Rucka escrevendo! É óbvio que ia sair algo foda!

O cara, em 20 páginas, consegue dar mais profundidade e intensidade pra toda a Gotham City de Convergence do que todas as outras revistas juntas.

Personagens e diálogos sensacionais.

Convergence: Asa Noturna/Oráculo #1 (8/4/2015)
Sidarta: História legal, achei o roteiro um pouco inocente e bobo. "Barbara Fucking Gordon". Mas a história diverte apesar de ser muito mal desenhada.

Alex: É difícil eu elogiar a Gail Simone, mas aqui ela fez um trabalho legal. A Estelar com o Dick é uma amizade que eu senti falta durante os Novos 52 inteiros; ao mesmo tempo que ver a Oráculo de volta a ação é muito interessante. O desenho não é excepcional e têm trechos meio bobinhos, tipo "Barbara Freaking Gordon", mas eu gostei muito, é bem divertido de ler e ver os mundos colidirem é emocionante.

Ricardo: É tudo o que eu esperava nestas primeiras edições de Convergence. Há personagens fortes e situações complexas e envolventes. Uma Babs consciente e ainda com um absurdo controle de tudo ao seu redor, e um Nightwing sensacional como sempre: bem-humorado e corajoso, mas com dúvidas internas que prefere esconder. Junte a isso inimigos de peso e uma reviravolta maravilhosa e bang! Temos uma das melhores primeiras edições desta saga que promete. Ah! E nem comentei sobre o ótimo traço da HQ. Edição imperdível!

Convergence: Titãs #1 (8/4/2015)
Alex: Capas clássicas e histórias progressivas: Roy Harper sempre foi bem inconsequente; e as consequencias (HEHEHE) dessa convergência só vão deixar ele (ainda) mais fora de si. Capítulo legal. Os titãs foram um dos que mais sofreram nos últimos anos: a DC parece que não encontrou direito como eles devem ficar. Felizmente, aqui, eles estão como os leitores querem ler. O desenho é bonito também!


Sidarta: Arsenal de volta!

Titãs que não usam roupas de neon super modernas!

Que alívio, meu deus!

História bem legal e com desenhos bem estilizados. Em uma só edição já provou ser melhor do que todas as dos Novos 52.

Convergence: Força de Aceleração #1 (8/4/2015)
Alex: Wally West! A Mais divertida até agora. Wally dando voltas por cada um dos mundos é bem legal. Nenhum deles tem um real foco, é mais Wally "conhecendo o terreno". Finalmente a história não é só na Gotham pre-Flashpoint (ou com personagens dela). Uma batalha de Fastback (o velocista animal de Follywood); Wally West (o velocista pré-Flashpoint) contra a Diana de Flashpoint parece uma boa e realmente inesperada pedida. Achei o desenho competente.

Sidarta: Uma das mais divertidas. É muito bom ver o Wally de volta como o Flash! A revista mostra um ponto de vista muito interessante de como as pessoas reagiram ao que aconteceu com Gotham City e também promete um combate insano entre o Flash e a Mulher-Maravilha de Flashpoint. Pena que é terrivelmente desenhada.

Cuba: O único ponto negativo da revista é a capa de Brett Booth. Os desenhos de Tom Grummet conseguem trazer a sensação das histórias de quando Wally West ainda era o Flash e como é bom ve-lo nesse manto de novo! Interação com o mundo de Follywood deixa claro a relevância humorística da personagem e a inclusão dos filhos, Iris e Jai, mostra que a família West está muito bem representada nas mãos do roteirista Tony Bedard. A próxima edição, trazendo a batalhe desse time de Velocistas, contra a Mulher Maravilha de Flashpoint, promete ser uma das melhores revistas do próximo mês.


Convergence: Batman & Robin #1 (8/4/2015)
Sidarta: História que não chega em absolutamente lugar nenhum. Transformam para pior uma revista que teve nos roteiros ninguém menos que Grant Morrison e, depois, Peter J. Tomasi e criam um roteiro medíocre e extremamente sem graça. Desenhos feitos com o pé não ajudam em nada a engolir isso.

Alex: Batman & Robin 01: que desenho horroroso..... A revolta de Damian é rápida e meio que sem sentido. Feio e com brigas chatas. Revista pouco convincente. A pior de toda a primeira semana: não tem rumo, não parece que é uma história dentro de um contexto tão bacana quanto o de Convergence. Não recomendo.

Convergence: Arlequina #1 (8/4/2015)
Alex: Um pouco sem rumo? Dez primeiras páginas de uma briga e... bem, só. Ela tentando 'batalhar' pra sanidade é curioso e bonitinho. Bem sem rumo e, diferente dos outros, não explora tanto assim coisas de personagens anteriores aos novos 52. Não adianta ser bonitinho quando não tem uma história que convença.

Convergence: Batgirl #1 (8/4/2015)
Ricardo: Sempre que vejo Cassandra Cain já fico feliz. Mesmo que ela não seja a protagonista desta edição, é bem bacaninha notar a sua presença e toda a sua frieza que jamais muda. Já a Batgirl em si, Stephanie Brown, continua sendo aquela menina insegura que age como se o manto fosse nada mais do que uma maldição. Nesta primeira edição, vemos como ambas e Red Robin são transportados para um local deserto a espera de seu adversário. Nada muito surpreendente e menos ainda empolgante, mas vou aguardar com esperança a evolução da personagem em Convergence.




Comentários

Mensagens populares deste blogue

Invasão - Por onde começar a ler X-Men

O grupo mutante X-Men é um dos maiores títulos da Marvel e sempre compete pela liderança de maior número de edições vendidas da editora e isso é um reflexo da qualidade de seus personagens e histórias.

ESPECIAL: Constantine - Ordem de leitura!

Com tanta série vindo por aí, querer conhecer um pouco mais do que está chegando pode parecer uma boa ideia. Saiba o que ler para ter um conhecimento sobre o  mago inglês mais famoso da DC Comics e estar preparado para o que pode vir a ter na série.

Sweet Tooth #02

Estava bastante ansioso para saber o que sairia desta HQ no segundo episódio. A primeira edição foi boa, e poderia esperar tanto uma estagnação da história, como uma reviravolta. Felizmente, o melhor aconteceu.