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The Flash S01E11 - The Sound and the Fury - Análise

Eu falhei com esta cidade. Com pontos finais em rumores, algumas imbecilidades e a fraca adaptação de uma nova personagem, The Sound and the Fury tem Harrison Wells como personagem principal. Com conflitos do passado e a primeira citação da Força de Aceleração, The Flash tem seu, digamos, primeiro episódio não tão bom assim. Cuidado com os spoilers:


Abrindo com a Gangue Royal Flush sendo perseguida pelo Flash e pela polícia, ainda sem os poderes e acessórios que eles possuem nos quadrinhos, a sequência traz uma das maiores burradas que os seriados de adaptação fazem, não dar a mínima para a identidade secreta. Na época da núvem, uma simples foto sem máscara com seus amigos na 'Flash Caverna' pode espalhar a identidade de Barry para todo o mundo e colocar os West em perigo.


O enredo principal traz o embate entre Hartley Rathaway e Dr. Wells, por um conflito do passado. Hartley é filho do casal que teve o quadro roubado no episódio anterior e, nos quadrinhos, o Flautista, um dos primeiros personagens de expressão a assumir sua homossexualidade, também confirmada na série e o motivo de sua expulsão da casa dos pais. Originalmente, ele é o namorado do chefe de polícia de Central City, que até já foi citado em episódios anteriores, mas ainda não sabemos se Rathaway é o namorado já falado.

Na série, Rathaway se apresenta como um gênio excêntrico, com difícil amizade. Seus poderes foram bem mal adaptados, de uma flauta que controlava ondas sonoras e poderes hipnóticos, ele foi apresentado com manoplas que soltam ondas sonoras concussivas, um 'poder' que se encaixa muito mais nas origens de Cisco Ramon, o Vibro. Será que, ao apreender seus recursos, Cisco um dia usará essas armas para o bem?

O maior destaque do episódio? Iris West finalmente virou uma repórter! Mesmo que contratada apenas para escrever sobre o Velocista, ela já começa a mostrar a que veio. Outro detalhe, mas tão importante quanto, é que Wells levantou da cadeira e correu. Correu com raios vermelhos o seguindo sua velocidade e, nos momentos finais do episódio, tem uma conversa com sua inteligência artificial, trazendo a tona um assunto muito bem conhecido pelos fãs do Flash: a Força de Aceleração.
Run Doctor, run!
Quanto ao 'segredo sombrio e profundo', acho que a explosão do Acelerador pode não ter sido a coisa mais obscura que Wells já fez. Com a ajuda desse detalhe, a desconfiança dos detetives Joe e Eddie aumenta cada vez mais, fazendo-os esconder suas intenções até mesmo de Barry.

O maior problema do episódio foi a adaptação de Hartley. Os roteiristas (Alison Schapker  e Brooke Roberts) o desenvolveram como um babaca, um geniosinho excêntrico que só liga para sí mesmo e não da a mínima para qualquer outro ser humano. Nos quadrinhos, ele apenas estava cansado de uma vida comum e assim, começou com os assaltos, até que, depois da Crise nas Infinitas Terras, cansou dessa vida e se reformulou, muitas vezes ajudando o Flash contra outros vilões.

Nota 8,0. Procurando uma falsa redenção, a história de Wells cresce, enquanto a trama de Ronnie cresce com mais pistas. 

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