domingo, 1 de fevereiro de 2015

Justice League: Throne of Atlantis

Justice League: Throne of Atlantis continua a série de filmes animados da DC Comics sobre a Liga, que iniciou com Flashpoint Paradox. O filme é a continuação direta de Justice League: War que você pode ver o que nós achamos clicando aqui. Agora, finalmente, temos a introdução de Arthur Curry - o Aquaman - na história. Confira o que achamos do filme!



Throne of Atlantis conta a história de como Arthur Curry entrou para a Liga da Justiça. Para isso, algumas grandes mudanças tiverem de ser feitas em relação à saga homônima dos quadrinhos. Neste filme, Arthur ainda não usa a roupa de Aquaman, não tem o tridente e desconhece de sua origem.

Isso tudo foi necessário porque, afinal, em Justice League: War, Arthur Curry não teve participação alguma. Bem, diferenças de lado, a história principal ainda é a mesma: Orm, príncipe de Atlantis, em
virtude da exploração e destruição dos oceanos do mundo causadas pela humanidade, quer entrar em guerra com a superfície para manter a soberania de Atlantis intacta e expandir os domínios da cidade submersa.

Porém, sua mãe, Rainha Atlanna, não tem desejos de uma guerra, e sim quer permanecer em paz. Um ataque forjado por Black Manta e Orm ao reino de Atlantis acaba sendo o ponto de ignição para um vindoura batalha.

Do lado da terra, a história é outra. "Não existe uma Liga da Justiça": é, com essa frase de Victor (O Cyborg) que somos introduzidos à trama. Por mais que este seja o terceiro filme da franquia pós novos 52, o grupo dos melhores super heróis do mundo ainda não está formado. É interessante que tragam essa proposta, pois com isso o filme consegue tratar um pouco mais da personalidade de cada um dos membros da equipe. Faz isso de uma forma um pouco corrida, mas faz. 

A terceira face da história agora é o próprio Arthur Curry. Sua introdução é um pouco cômica, mas é legal ver como ele encara seus poderes: sem saber muito bem o que está acontecendo. Arthur acabou de perder o pai e, com isso, sua vida está em uma grande depressão. Admito: é bacana ver os filmes tratando esse passado 'pré realeza' de Arthur, dá mais humanidade ao personagem. Diferente dos quadrinhos, o Doutor Shin - um entusiasta das mitologias de Atlantis -  não conhece Arthur desde de criança e, ainda mais, ele é assassinado pelo esquadrão de Orm.

Ainda na história do Aquaman: a cena dupla da tentativa de assassinato de Arthur e Mera e o ataque de Orm e Manta à Atlantis é muito emocionante e empolgante. Volto a elogiar a qualidade do filme: é tudo muito fluído, bem desenhado e detalhado. 

Cyborg vai procurar detalhes sobre o ataque que um submarino dos EUA recebeu e é pego de surpresa em uma emboscada. Isso levanta suspeitas e resulta em reagrupar-se com a liga - que, no momento, está bem desunida. Pouco à pouco eles se encontram para estudar a situação, e vale
ressaltar que Hal e Bruce estão como devem ser: brigando um com o outro.

A cena de Hal em Gotham é muito bacana e mostra a importância de Batman para o grupo. Não é só ir e bater; é preciso de informações, sempre. Finalmente, os membros, agora juntos, começam
a estudar o caso. Esse é um dos momentos mais interessantes do filme: a interação de todos da liga juntos. Hal fala sobre coisas de caças aéreos, Diana de guerreiros em combate, Flash com noções de peso, velocidade e força. Throne of Atlantis trabalha melhor a singularidade de cada um dos heróis, diferente de War.

Tudo, até agora, esta ótimo, até chegarmos ao clímax do filme, aonde as coisas ficam um pouco corridas demais. Atlanna morre, Orm sobe ao trono, os atlantis se reúnem, Arthur pega a roupa de rei... Tudo isso em menos de quinze minutos da trama. Talvez o curto tempo do filme tenha acarretado em um clímax um pouco mais corrido.

Enquanto nos quadrinhos o assassinato de Atlanna por Orm é um grande mistério por um bom tempo, no filme nem aparece Vulko; aquele que, na saga dos novos 52, desconfia de Orm e acaba sendo o mensageiro dos terrestres. Quem faz todo trabalho de contar a trama dos vilões é o próprio Orm, que rapidamente admite ter matado Atlanna para efetivar uma guerra contra a superfície.

Por mais bem trabalhado que Orm esteja no filme, ele ter admitido o plano foi algo bem inesperado - e não do ponto de vista bom. Depois de uma incrível demonstração de força, Orm vence praticamente a Liga inteira, e vai em direção de Metropolis para inundar a cidade e mostrar a supremacia dos Atlantis. Outra grande diferença dos quadrinhos, novamente: Batman não foi capturado por Orm, deixando a participação do Homem Morcego na história um pouco mais breve.

A grande luta final me lembrou bastante com a luta final de War. Um exército de gente malvada contra os humanos, que de início perdem, mas os super-heróis salvam o dia. Porém, uma grande diferença é que agora temos um vilão de verdade, com suas intenções e objetivos bem delineados na trama. Orm manda bem como malvadão, e tirando o seu momento de extrema sinceridade, ele e Black Manta são uma dupla de gente bem má.
As cenas de batalhas são soberbas. Por mais que a final pareça com a de War, a comparação para por aí: tudo agora está mais bem feito, mais dinâmico e mais divertido. Arthur Curry está muito 'bad ass' e sem negar sua origem. Ele fala com peixes, ordena eles e faz isso de uma maneira MUITO maneira!

Se você estava procurando uma adaptação fiel dos quadrinhos, você não vai ter. Além das diferenças mencionadas acima, muita gente não aparece na história. Arqueiro Verde, Vixen, Zatanna, Firestorm, Canário Negro: nenhum deles estão nessa adaptação. O filme também é muito corrido da metade para o fim e a luta final é um pouco repetida do que tivemos antes, mas trabalha muito bem os personagens, suas singularidades. A animação é impecável, Arthur Curry está muito bem no filme, assim como Orm. No final, temos mais pontos positivos que negativos.

Justice League: Throne of Atlantis foi o terceiro filme da franquia "Justice League" e com certeza não será o último. O filme foi mais interessante e carismático que seu anterior e também trabalhou melhor seus heróis. Logo no final dos créditos temos praticamente uma confirmação que mais coisa está vindo por aí. Não estou completamente satisfeito, mas também não estou decepcionado. Uma competente adaptação, bem feita, bem dublada porém rápida demais.


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