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CCXP: O evento que o Brasil estava realmente precisando.

Iniciamos 2015 aqui no Crise falando como que 2014 finalizou com chave de ouro: como que a Comic Con XP fora um dos melhores e mais competentes eventos de cultura nerd e geek que o Brasil já teve.


2014 teve, em dezembro, a estreia de um evento que veio para ficar. A Comic Con Experience estreia no Brasil - e alguns diriam na America Latina - uma "experiencia" que tentou chegar o mais perto possível de uma San Diego Comic Con.

Claro que, por ser um primeiro evento, as proporções do evento não foram tão grandes quanto as consagradas NYCC ou SDCC; mas impressionou e muito como eles conseguiram começar tão bem. Mais de 100 desenhistas distribuindo autógrafos e mostrando o próprio trabalho. Desenhistas, estes, não somente americanos: o respeito ao quadrinista nacional fora visível e muito bacana! Hoje em dia, muitos desenhistas brasileiros trabalham lá fora e são pouquíssimo reconhecidos aqui dentro.

Próximo ao "Artist Alley" tinha a área dos palcos e aqui é aonde a magia aconteceu. Pré estreias de grandes filmes - Operação Big Hero e Hobbit 3: A Batalha dos Cinco Exércitos - ótimas palestras com autores de livros, roteiristas de quadrinhos e até mesmo mentes por trás de trabalhos relacionados a animação: o CCXP podia ser pequena em espaço, mas foi enorme em conteúdo.

O medo da fila, porém, era total. Talvez pelo espaço um pouco limitado para a proporção do evento, as filas tenham se tornado um grande antagonista à experiência. Como dito antes, primeira edição tem seus prós e contras - e aqui tivemos muito mais prós.

Os estandes eram muito bons e completos - tínhamos bonecos que ainda não foram lançados para exposição, compra de quadrinhos, colecionáveis e diversas editoras e empresas mostrando o trabalho deles lá no meio. O problema, entretanto, é quem ia lá pra gastar uma boa grana: não tinha muita coisa para comprar. Tinha bastante coisa pra ver, mas na hora de comprar, era algo bem regular - facilmente encontrável fora do evento - e a diversidade era escassa.

O preço do evento era alto a primeira vista, mas acabou se mostrando incrivelmente regular. O preço para tudo o que você podia fazer lá dentro foi ótimo. Não está pagando 30 reais para ir em um evento medíocre, mas sim 70 reais para aproveitar o evento e tudo o que ele pode apresentar. Isso é algo novo, principalmente aqui no Brasil.

A praça de alimentação também não foi da mais diversa - principalmente pela falta de opções vegetarianas - mas era a mais competente. Os preços um pouco altos, verdade, mas dava para quebrar um galho.

O respeito ao quadrinista nacional, a proximidade com grandes nomes de dentro e fora do Brasil, atores famosos dando autógrafos e fotos para os fãs, pré-estreia de grandes filmes, palestras e muito mais. A Comic Con Experience tentou emular a experiência da San Diego Comic Con ou da NYCC e foi o evento brasileiro que mais conseguiu chegar perto - e com certeza crescerá a cada nova edição, se continuar com a qualidade apresentada na primeira edição e corrigir os poucos erros encontrados.

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