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Invasão – Reinado Sombrio: Spin-offs, parte I

Como já mencionei no post anterior, Reinado Sombrio não é uma saga ou uma mini-série, mas sim um período pelo qual o Universo Marvel inteiro passou. Por isso, para entendermos o que foi o mundo sob o jugo de Norman Osborn, temos que olhar para a sua interferência na vida de cada herói.

X-Men

Os mutantes liderados por Ciclope mudaram-se para a cidade de São Francisco, porém seus mais obstinados inimigos, liderados pelo andróide Bastion (como visto em X-Force), não descansam e foram atrás deles com o único objetivo de exterminar todos os homo superior. E eles fazem isso não apenas atacando-os diretamente, como também através de campanhas publicitárias e políticas.

Neste contexto, controlado por Bastion, o idealizador do projeto original dos sentinelas, Bolivar Trask, realiza uma marcha “pacífica” com diversos seguidores até a câmara municipal de S. Francisco para pressionar o governo a regulamentar e restringir a procriação dos mutantes. No meio do caminho da marcha, Trask se depara com Fera dos X-Men e diversos outros mutantes que desejam de modo semelhante demonstrar sua indignação com a proposta de lei. Não surpreende quando o encontro das duas passeatas desemboca em pancadaria e assim tem início uma série de manifestações violentas que dividem os X-Men.

Osborn, que já estava a par da complicada situação vivida pelos mutantes e já tinha formado uma aliança com Emma Frost, vê sua chance de intervir na situação e monta seu próprio grupo de X-Men Sombrios. A princípio seu grupo parece bastante eficiente na pacificação do conflito, mas Osborn esconde táticas cruéis por trás do seu sucesso.

Além disso, os planos de Emma Frost para os X-Men se mantém escondidos até mesmo de Ciclope e a unidade do grupo não irá durar caso essas rachas e mentiras entre seus líderes continuem.

Namor

Ok, esta não é uma história do Reinado Sombrio (ops) e se passa no período em que Stark era o cabeça da S.H.I.E.L.D., mas dada a importância que Namor desempenha como membro da Cabala e dos X-Men Sombrios, vale a pena retornar a ela para compreender a situação em que se encontrava o príncipe submarino quando se aliou a Osborn.

Quando um atentado terrorista destrói uma pequena cidade nos Estados Unidos não demora para a S.H.I.E.L.D. descobrir não apenas que o ataque foi engendrado por atlantes, como também que o governo de Atlântida mantém células de espionagem em solo americano. Assim, os generais do exército americano apenas não invadem a cidade submarina imediatamente devido à intervenção de Stark e Namor deve correr para decifrar a natureza do grupo terrorista de seu país e impedir que mais ataques ocorram.

A história base até que é bastante simples, mas é muito interessante como todos repreendem Namor por seus atos de espionagem em solo americano, enquanto ele tem claro em sua mente que não faz mais do que o necessário para garantir a sobrevivência de seu povo – o que não é muito diferente da postura dos EUA nos assuntos internacionais.

Mais do que isso, Namor desempenha talvez o melhor papel de coadjuvante das HQs Marvel – sua personalidade forte sempre provoca reação daqueles com quem interage, dos mais contidos até os mais expansivos. E nessa história temos a chance conhecer mais o personagem e presenciar sua interação com alguns personagens bem interessantes, como o Homem de Ferro e Wolverine, e não surpreende que muitos desses encontros acabem em porradaria.

Os Novos Vingadores

A história começa com o os momentos que seguem a batalha final contra os Skrulls e a formação de um novo grupo de Vingadores, que ainda mantém a pegada urbana da última formação e foi reunida por iniciativa de Bucky Barnes, ex Soldado Invernal e que agora porta o manto do Capitão América.

É interessante que, apesar de ser um ótimo personagem e ser um Cap. América bem interessante, Bucky não é um líder e dá para perceber neste titulo que trabalho em equipe não é exatamente o seu forte. Assim, Clint Barton, o Gavião Arqueiro original, mas que momentaneamente se veste de Ronin, é escolhido como líder do grupo. Só que Barton tem a cabeça quente demais e não se sai bem no comando da equipe.

Com tudo isso, apesar de ter uma ou outra história interessante, esta é uma das piores e mais desequilibradas formações do Vingadores. O que é uma pena, uma vez que eu, como grande parte dos leitores, gostaria de ter visto um grupo de Vingadores forte o suficiente para bater de frente com os Vingadores Sombrios de Norman Osborn. Ao contrário, já caminhando para o final do período do Reinado Sombrio, quando finalmente os dois grupos se encontram, a batalha é bem morna e sem graça.

Pois bem, então por que eu estou falando dessa equipe se ela é tão ruim?

No final da batalha contra os Skrulls, Luke Cage e Jessica Jones descobrem que sua filha recém nascida foi seqüestrada pelo Jarvis skrull. O primeiro arco dessa formação dos Vingadores lida com a busca e o resgate da nenê que, devido ao insucesso (e incompetência) do grupo em fazê-lo, força Luke Cage a buscar ajuda ao agora todo poderoso Norman Osborn.

E este é o último arco com o título Novos Vingadores que vale a pena até o reboot que ocorreu ano passado chamado de Marvel Now (ou Nova Marvel, no Brasil).

Máquina de Combate

Após a participação de James Rhodes na Invasão Skrull na revista do Homem de Ferro, o Máquina de Combate ganha um título próprio, que conta do volume 01 até o volume 05 com a arte espetacular de Leonardo Manco e o roteiro de Greg Pak.

A trama é bem interessante, com Máquina de Combate indo até um país fictício no Oriente Médio e com alguns flashbacks sobre sua infância que ajudam a aprofundar no personagem. Só que para ser sincero, o que me fez ler e reler essa história não foi nada disso, mas sim porque ver um cara com trabucos saindo de tudo que é lugar da sua armadura metendo a porrada geral na galera é legal pra caramba e ainda melhora quando o vingador sombrio Ares entra na jogada (lembrando, arte de Leonardo Manco!).

Só fiquem atentos porque o título vale a pena do número 01 ao número 05, quando trocam o roteirista e o desenhista e a revista fica uma porcaria.

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