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Constantine S01E03 The Devil's Vinyl

O clássico suspense cinematográfico. Constantine prossegue sua temporada com histórias menos ambiciosas e mais simples do que muitos esperavam ver para uma adaptação de Hellblazer, mas isso é longe de ser uma real decepção. Veja o que achamos do episódio e não se preocupe: a review é livre de spoilers!



O modelo escolhido por Constantine é simples, datado e objetivo: o vilão da semana. Com histórias cheias de começo/meio/fim, o seriado apresenta personagens chave e situação importantes para a trama a cada semana de uma forma mais segura e sem arriscar muito.

No segundo episódio tivemos Zed. Agora, Papa Midnight - um dos principais "antagonistas" da série Hellblazer. Em uma primeira aparição bem diferente daquela que encontramos nos quadrinhos, o personagem está extremamente fiel ao que conhecemos, seja em aparência, habilidades ou falas.

A história é um pouco bobinha, por mais que bem conduzida com elementos sombrios e assustadores. Mostra como a equipe tem sim a capacidade de apostar mais, porém não o faz.

Os efeitos especiais e o gore está excepcional: tudo está bem sombrio e bem interessante de se assistir. Também conseguimos ver que a equipe por trás da série conhece os quadrinhos: menções a
Mansão dos Mistérios e a banda da adolescência de John.

Infelizmente, um roteiro mais seguro e que não arrisca em nada acaba caindo na mesmice e em uma progressão previsível. O "Deus Ex Machina" dos utensílios mágicos e a incrível coincidência dos fatos subsequentes nos mostram como a série está tentando apostar no mais seguro: nem que isso sacrifique os espectadores.

Porém, vale ressaltar momentos de ímpar criatividade do episódio. A sequencia "punk rock Constantine" foi muito interessante, nos deu um novo ponto de vista da situação toda. É uma pena que o episódio inteiro não tenha sido de tamanha criatividade.

Constantine tenta seguir em solo seguro; porém, não consegue fugir da previsibilidade e falta de criatividade. Sim, ainda estamos em capítulos introdutórios, mas três episódios seguidos com características tão semelhantes pode vir a ser um problema.

Nota 7.5. A introdução de Papa Midnight é marcada por um roteiro não criativo e previsível, mas ainda, gostoso de assistir.
Acertos: Papa Midnight, efeitos especiais, Matt Ryan.
Erros: O medo de não arriscar algo diferente, roteiro previsível, história bobinha.



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